África queer, necropolítica e descolonização de sexualidades e gêneros dissidentes
DOI:
https://doi.org/10.9771/aa.v0i72.64951Palavras-chave:
Crítica Queer Africana, Dissidência Sexual e de Gênero, Necropolítica, Necropolítica QueerResumo
O objetivo deste texto é refletir sobre a pertinência das categorias de necropolítica e de necropolítica queer como uma chave de leitura para a compreensão da situação das minorias sexuais e de gênero no continente africano. Essas análises serão em boa parte baseadas em contribuições de autoras/es do continente, especialmente de países de ex-colonização britânica, que têm recentemente assumido a identificação queer. No prisma de leituras queer of color, queer decoloniais e interseccionais, as noções de necropolítica e de necropolítica queer apresentam relevância para compreender as conjunturas queer africanas, deslocando a atenção dos discursos que só apontam para uma necropolítica local, imputada à homofobia de Estado, às legislações anti-homossexualidade ou ao fundamentalismo religioso, especialmente, de matriz (neo)pentecostal. A intervenção de ONGs estrangeiras e transnacionais, animadas por um humanitarismo salvacionista, impõem lógicas mortíferas de apagamentos, segmentações e invisibilizações que afetam a vida e a prática das comunidades e das subjetividades queer africanas. A discussão sobre necropolítica queer levanta assim a espinhosa questão de que certas pessoas e certas camadas da comunidade LGBT internacional possam se tornar não mais puras vítimas de violência, mas cúmplices na criação de “mundos de morte”.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Caterina Alessandra Rea

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Você pode compartilhar, adaptar e utilizar livremente este trabalho para qualquer finalidade legítima, desde que mencione explicitamente a autoria e a publicação inicial nesta revista.


