Missionários jinganga

acomodação religiosa e sujeição política em Angola (1575-1681)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/aa.v0i72.65858

Palavras-chave:

Jesuítas, Capuchinhos, Angola, Século XVI, Século XVII, Catolicismo Popular

Resumo

O objetivo do presente artigo é demonstrar como os missionários católicos em Angola, primeiro os jesuítas depois também os capuchinhos, tiveram de se acomodar aos costumes de seus interlocutores mbundu. No período de fixação das balizas territoriais do domínio luso na África Centro-Ocidental, em território hoje pertencente a Angola, entre 1575 e 1681, os portugueses não reuniam condições militares para sujeitar os mbundu unilateralmente, de maneira que tiveram de negociar alianças com as autoridades políticas locais. Daí os missionários jesuítas e capuchinhos terem se posicionado como mediadores das negociações entre portugueses e lideranças centro-africanas. Assim, foi para ganharem consideração de seus interlocutores locais que os missionários católicos aceitaram ter suas rotinas sacramentais estrategicamente confundidas com as práticas rituais dos assim chamados jinganga, a quem os portugueses depreciativamente caracterizavam como “feiticeiros”. Enfim, argumento como essa atenção à postura acomodativa dos missionários nos permite reconhecer o protagonismo dos mbundu na formação do catolicismo vivido por eles.

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Publicado

2026-05-25

Como Citar

MOTTA TASSINARI, T. Missionários jinganga: acomodação religiosa e sujeição política em Angola (1575-1681). Afro-Ásia, Salvador, n. 72, p. 1–47, 2026. DOI: 10.9771/aa.v0i72.65858. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/afroasia/article/view/65858. Acesso em: 14 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos