A Marcha dos Réus Confessos
resistência escrava, justiça criminal e pena de morte no Brasil, nos Estados Unidos e em Cuba no século XIX
DOI:
https://doi.org/10.9771/aa.v0i72.68206Palavras-chave:
Escravidão, Resistência Escrava, Direito, Justiça Criminal, Pena de MorteResumo
O artigo investiga as ações de pessoas escravizadas que cometeram crimes capitais, abandonaram plantations e se entregaram à justiça. O fenômeno foi frequente no Brasil, mas houve casos semelhantes em Cuba e nos Estados Unidos durante a crise da escravidão. A primeira parte do artigo analisa a construção das justiças criminais e a relação entre resistência escrava e pena de morte na Era das Revoluções. A segunda parte se desdobra em três seções que analisam os repertórios de resistência dos escravizados e as justiças criminais no Vale do Paraíba, no Vale do Mississippi e em Matanzas nas últimas décadas da escravidão. O objetivo desta investigação é promover um exercício de comparação substantiva capaz de explicar as razões que fizeram a marcha dos réus confessos um fenômeno episódico nos Estados Unidos e em Cuba e endêmico no Brasil.
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