Conspiradores católicos negros em Cuba (do século XVII ao XIX)
DOI:
https://doi.org/10.9771/aa.v0i72.71166Palavras-chave:
Escravidão, Cuba, Rebeliões, Confrarias católicas de homens pretos, Milícias de pretosResumo
Entre os séculos XVII e XIX, a filiação de homens de cor a congregações religiosas e corporações militares propiciou sua ascensão social no seio da sociedade colonial cubana. Na virada do século XIX, a revolta escrava de São Domingos, o boom do açúcar em Cuba e o florescer das atividades abolicionistas levaram rapidamente à deterioração dessas posições. As chamadas conspirações de Aponte (1812) e La Escalera (1844) aprofundaram a desorganização dessas agremiações. Ironicamente, as bem registradas informações que tais agremiações mantinham sobre seus membros – tanto militares quanto católicas - permitiram que oficiais espanhóis/cubanos identificassem e perseguissem os revoltosos. Sem que sua prévia lealdade ou serviços prestados tenham sido considerados, na primeira metade do século XIX centenas de africanos e seus descendentes foram executados ou deportados, dando origem a uma diáspora atlântica a partir de Cuba.
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