Cadernos de Gênero e Diversidade https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv <p>A Cadernos de Gênero e Diversidade é uma publicação dedicada a divulgar resultados de pesquisas e intervenções de interesse dos Estudos de Gênero, Estudos Étnico-Raciais, Estudos de Sexualidade e outros campos interdisciplinares envolvidos com questões de diversidade. Aceita contribuições nos seguintes formatos: Artigos, Ensaios, Diários de Campo, Dossiês e Resenhas. A submissão, avaliação e publicação de textos para a revista é livre e sem custo.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas – Qualis A3: Interdisciplinar<br />ISSN (online): 2525-6904 - Periodicidade: trimestral</p> Universidade Federal da Bahia pt-BR Cadernos de Gênero e Diversidade 2525-6904 <p><span style="font-weight: 400;">Política de Acesso e Direitos Autorais</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Revista Cadernos de Gênero e Diversidade é de acesso aberto, não cobra taxas de submissão ou publicação.</span></p> <p> </p> <p><span style="font-weight: 400;">As pessoas autoras mantêm os direitos autorais de suas obras, concedendo à revista o direito de primeira publicação.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">As publicações são licenciadas sob a licença Creative Commons Atribuição (CC BY), que permite compartilhamento e adaptação com atribuição de autoria.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"> </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Termo da declaração de acesso aberto</span></p> <p> </p> <p><span style="font-weight: 400;">Cadernos de Gênero e Diversidade (CGD) é um periódico de Acesso Aberto, o que significa que todo o conteúdo está disponível gratuitamente, sem custo para usuária/o ou sua instituição. As usuárias e os usuários podem ler, baixar, copiar, distribuir, imprimir, pesquisar ou vincular os textos completos dos artigos, ou usá-los para qualquer outra finalidade legal, sem solicitar permissão prévia da editora ou de autor/a/es, desde que respeitem a licença de uso do Creative Commons utilizada pelo periódico. Esta definição de acesso aberto está de acordo com a Iniciativa de Acesso Aberto de Budapeste (BOAI).</span></p> “Mulher trans, preta, brasileira e de periferia” https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71096 <p><span style="font-weight: 400;">Ialorixá Barbarah é responsável por uma Igbasé (trata-se de um espaço religioso de candomblé, também referido como “casa” ou “casa de axé”) no município de Serra, no Espírito Santo. A entrevista semiestruturada foi realizada via </span><em><span style="font-weight: 400;">Google Meet </span></em><span style="font-weight: 400;">no dia 16 de junho de 2025 com duração de cerca de 1 hora. Após a divulgação dos dados preliminares do Censo 2022 sobre religião, observamos importantes análises sobre o aumento mais lento de evangélicos e a queda de católicos; alguns outros textos abordaram o crescimento da umbanda e do candomblé. </span></p> <p><span style="font-weight: 400;">Mãe Barbarah apresenta-se como uma figura de profunda complexidade socioantropológica, cuja trajetória reflete as intersecções de classe, raça e gênero no Brasil contemporâneo. Autodefinida como mulher trans, preta, oriunda da periferia e atual Ialorixá de uma Igbasé no município da Serra, no Espírito Santo, a sua história é marcada por um intenso trânsito religioso e social. Tendo crescido em um ambiente evangélico pentecostal pautado por aquilo que descreve como “machismo” e pela violência familiar, viu-se forçada a romper com esse universo para assumir a sua identidade, enfrentando a marginalização e a prostituição como via de sobrevivência antes de encontrar amparo e reestruturação da identidade no candomblé. Distanciando-se de estereótipos, possui uma atuação plural: não retira o seu sustento da fé, é assistente social, historiadora, artista e ex-gestora de Igualdade de Gênero no governo estadual. Antropologicamente, destaca-se pela sua forte agência comunitária, transformando o seu espaço religioso em um polo de assistência social – visível no apoio a vulneráveis e na liderança do projeto de capacitação “Emprega Trans” – e atuando como uma força de reforma interna que combate a transfobia e o machismo nas tradições de matriz africana. A sua narrativa convida o leitor, portanto, a conhecer uma vivência de resistência que converteu a exclusão em políticas ativas de acolhimento e em uma teologia inclusiva.</span></p> <p><span style="font-weight: 400;">O conteúdo da entrevista traz elementos que ajudam a discutir: a) identidade; b) religião enquanto espaço de intolerância e acolhimento; c) desemprego e prostituição de pessoas trans; d) candomblé: crescimento e demografia; e) intolerância religiosa; f) desmistificação; g) religião e projetos sociais; h) butinagem religiosa.</span></p> Nelson Lellis Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71096 Apoios https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/73916 Miriam Grossi Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 Mapeando identidades e sexualidades dissidentes https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/73915 Miriam Pillar Grossi Izabela Liz Schlindwein Juliana Cavilha Bruna Domingues de Souza Guilherme Lamperti Tomazzi Simone Avila Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.73915 Mirror https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/73914 <p><strong>Mirror<br /></strong>Acrylic on canvas, 116.8 × 91 cm, 2024</p> <p><strong> </strong></p> <p><strong>About the work:</strong><span style="font-weight: 400;"> It shows a pink mannequin sitting and looking toward a mirror. The mirror is divided into four panels, and the mirror reflects the figure, but the different angles of the mirror and the light create different reflections and moods. Through this, I wanted to show a moment of exploring one’s own existence. The figure appears in multiple reflections, but still feels alone. It reflects a sense of confusion, emotional distance, and a sense of not fully understanding oneself.</span></p> <p> </p> <p> </p> <p><strong>Mirror</strong><strong><br /></strong>Acrílica sobre tela, 116,8 × 91 cm, 2024</p> <p><br /><strong>Sobre a obra:</strong><span style="font-weight: 400;"> A pintura retrata um manequim rosa sentado e olhando em direção a um espelho. O espelho está dividido em quatro painéis; ele reflete a figura, mas os diferentes ângulos do espelho e a luz criam reflexos e atmosferas distintos. Por meio disso, busquei retratar um momento de exploração da própria existência. A figura surge em múltiplos reflexos, mas, ainda assim, sente-se solitária. A obra reflete uma sensação de confusão, distanciamento emocional e a percepção de não se compreender plenamente.</span></p> Mikyong Ro Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 Parlamentares trans no jornalismo independente: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71201 <p><span style="font-weight: 400;">A eleição de Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PDT), em 2022, ao cargo de deputadas federais, é um marco relevante na política brasileira, considerando a histórica marginalização de mulheres trans no país. Compreendemos o jornalismo como espaço de produção de conhecimento e o gênero, especialmente as transexualidades, como construções sociais. Investigamos conteúdos jornalísticos com perspectiva de gênero sobre as parlamentares, publicados por três veículos jornalísticos independentes: </span><em><span style="font-weight: 400;">AzMina</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">Catarinas </span></em><span style="font-weight: 400;">e </span><em><span style="font-weight: 400;">Gênero e Número</span></em><span style="font-weight: 400;">. O objetivo é mapear e discutir os temas associados a Erika Hilton e Duda Salabert nesses veículos. Utilizamos a Análise de Conteúdo para examinar textos que as protagonizam. A análise resultou em três categorias: </span><em><span style="font-weight: 400;">Representatividade e Participação Política de Grupos Minorizados, Disputas Legislativas e Agendas Políticas Identitárias </span></em><span style="font-weight: 400;">e</span><em><span style="font-weight: 400;"> Violências Políticas e Discriminatórias</span></em><span style="font-weight: 400;">. A cobertura evidencia as parlamentares em sua atuação legislativa, com destaque para pautas de Direitos Humanos e representatividade.</span></p> Geovane Pereira da Silva Edgard Patrício Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71201 “De onde vem tanto ódio?”: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/69991 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa a violência e assassinato de pessoas travestis e transexuais no Brasil no ano de 2024, sob a perspectiva do conceito de corpo-território. Trata-se de estudo de corte, transversal, descritivo e de abordagem quantitativa. Os dados analisados constituem informações secundárias, extraídos da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), referentes à violência e assassinatos de pessoas deste grupo em 2024. As variáveis analisadas foram idade, identidade de gênero, cenário da violência e período do dia da ocorrência. Os resultados indicaram uma maior frequência na faixa etária entre 18 e 29 anos, prevalecendo a maioria de mulheres transexuais e travestis; os espaços públicos foram os cenários de maior violência, com episódios noturnos. Conclui-se que a violência é sistemática e enraizada em estruturas sociais discriminatórias, refletindo uma violação de corpos físicos e de espaços sociais e políticos ocupados por essa comunidade. Evidencia ainda a necessidade de políticas públicas efetivas para combater essa realidade.</span></p> Edmarcius Carvalho Novaes Gabriel da Cruz Ventura Suely Maria Rodrigues Maria Celeste Reis Fernandes de Souza Maria Terezinha Bretas Vilarino Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.69991 Corpos em trânsito, vidas em luta(o): https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/72212 <p>Este artigo tem como objetivo cartografar experiências de resistência de travestis brasileiras profissionais do sexo residentes no Brasil e na Europa, analisando estratégias cotidianas de enfrentamento da morte. A pesquisa adotou a cartografia como método e ética de investigação, realizando sete entrevistas com travestis selecionadas a partir de vínculos prévios das(os) pesquisadoras(es) com essa população. Os encontros ocorreram em espaços significativos para as participantes, como ambientes de trabalho, residências e locais de militância, compreendidos como dispositivos de produção de sentido. As narrativas foram analisadas de forma processual, sem categorização rígida, acompanhando afetos, deslocamentos e modos de existência. Os resultados evidenciam que, embora atravessadas por violências estruturais, essas trajetórias produzem redes de cuidado, constroem condições materiais e subjetivas de reconhecimento e operam deslocamentos geográficos e estéticos como formas de afirmação da vida. Conclui-se que escutar tais experiências implica deslocar leituras patologizantes e reconhecer a potência política e inventiva das existências travestis.</p> João Henrique de Sousa Santos Ludmila Lima Arantes Thiago César Carvalho dos Santos Pedro Henrique Araujo Nunes Isabella Campos Freitas D’Ávila Cintia Maria Teixeira Patricia de Souza Oliveira Ravi Zanolla Cláudio Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.72212 Empregabilidade e trabalho para mulheres trans https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/69331 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo tem por objetivo analisar a inclusão de mulheres transexuais no mercado de trabalho, a partir da Teoria Queer, com o intuito de compreender como normas de gênero e sexualidade moldam suas trajetórias profissionais. Por meio de pesquisa qualitativa com entrevistas não roteirizadas, objetivou-se documentar a trajetória educacional e profissional dessas mulheres, mapear suas áreas de atuação profissional e analisar suas vivências cotidianas e relações no local de trabalho. Os resultados mostram que a discriminação sistêmica limita o acesso ao mercado de trabalho formal, levando com frequência muitas pessoas à prostituição compulsória. No entanto, o nível de escolaridade pode ampliar as oportunidades, mesmo que persistam barreiras institucionais e a transfobia. As entrevistas destacam ainda que a “passabilidade” influencia diretamente na inclusão dessas mulheres, perpetuando padrões de exclusão. Conclui-se que são urgentemente necessárias políticas públicas para garantir condições de igualdade e combater práticas discriminatórias, permitindo a integração destas mulheres em ambientes formais de trabalho. </span></p> Cristiano Parra Duarte Milena Almeida Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.69331 Sobreviver não é viver: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/72206 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo propõe uma análise sobre os impactos da transfobia no Brasil a partir do pensamento social brasileiro, articulando os conceitos de mandonismo, colonialidade e subalternização dos corpos dissidentes de gênero. A reflexão tem como eixo central compreender como os processos históricos de colonização, escravização e autoritarismo estruturaram e continuam estruturando a marginalização de mulheres trans e travestis no Brasil. Utilizando como referência autores como Lilia Schwarcz, Roberto DaMatta e Machado de Assis, bem como as experiências pessoais da autora, o texto aborda como o projeto colonial moldou subjetividades, naturalizou desigualdades e consolidou uma cultura de mando e obediência que persiste na contemporaneidade.</span></p> <p> </p> Ariane Moreira Senna Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.72206 Transição de gênero na conjugalidade https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71192 <p><span style="font-weight: 400;">Esse artigo tem como objetivo discutir a transição de gênero na conjugalidade a partir de um material narrativo autobiográfico, de Letícia Lanz no livro </span><em><span style="font-weight: 400;">A construção de mim mesma: história de uma transição de gênero</span></em><span style="font-weight: 400;"> (2021), sob a perspectiva da psicanálise dos vínculos e em articulação com os estudos psicossociais. De modo introdutório fazemos uma breve contextualização teórica crítica das chamadas trans identidades, depois passamos para definir o casal e sua dinâmica relacional, sob a perspectiva do “entre”. A história de Letícia Lanz e seu processo de (trans)formação é abordado dentro da vertente conjugal, no sentido de enfatizar os vários modos de ser casal na contemporaneidade, tendo ainda como padrão a cisheteronormatividade.</span></p> Maria Luísa Tessarollo Xavier Isabel Cristina Gomes Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71192 TransVerso (2015): https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71871 <p>O presente estudo analisa narrativas de seis mulheres trans e travestis da cidade de Maringá - PR no curta-documentário TransVerso (2015). A partir das teorias queer (Miskolci, 2012; Lewis, 2018) e analítica quare (Morais, 2020; 2022), o estudo busca compreender como as sujeitas-narradoras constroem sentidos sobre suas experiências cotidianas de (re)existência em uma sociedade marcada pela transfobia, pelo racismo e pela exclusão social, sobretudo no interior paranaense. As narrativas revelam trajetórias de luta, (re)existência e afirmação de identidade. Assim, dizer “não somos extraterrestres: somos seres humanos” torna-se um gesto político e epistemológico de enfrentamento ao CIStema (Nascimento, 2021), de afirmação e sobre-vivência.</p> George Muniz Geniane Diamante Ferreira Ferreira Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71871 Caminhos da Transição: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71405 <p>Este estudo investigou como a aceitação familiar influencia o bem-estar e a saúde mental de universitários transgênero durante o processo de transição. Participaram cinco estudantes trans (quatro homens trans e uma pessoa trans não-binária), com idades entre 18 e 25 anos, matriculados em uma universidade pública do sul do Brasil. Utilizou-se abordagem qualitativa, por meio de entrevistas semiestruturadas, analisadas a partir da Análise de conteúdo temático. Emergiram quatro categorias: aceitação familiar e suporte; rejeição, silenciamento e violência; suporte alternativo e redes externas; saúde mental e sofrimento psíquico. Os resultados apontaram que a aceitação familiar ocorre de forma parcial e condicionada, frequentemente atravessada pelo silêncio, pela negação do nome social e pela invisibilização da identidade de gênero. Microagressões, humilhações veladas e ausência de diálogo configuram formas de violência simbólica, intensificando sentimentos de rejeição, medo, isolamento e desesperança. Em diversos casos, a fragilidade do suporte familiar esteve associada ao surgimento de sofrimento psíquico, expresso em ansiedade, tristeza profunda, automutilação e ideação suicida. Em contrapartida, vínculos afetivos estabelecidos com amigos, pares trans e coletivos LGBTQIA+ atuaram como redes protetivas, funcionando como “famílias escolhidas” e promovendo reconhecimento, pertencimento e resiliência emocional. Conclui-se que a saúde mental de universitários trans é diretamente impactada pelo reconhecimento familiar, sendo o acolhimento um fator essencial de proteção emocional e dignidade. Políticas institucionais e práticas afirmativas de cuidado são essenciais para garantir condições dignas de existência a pessoas trans.</p> Anna Caroline Dos Santos Blasius Paola Rodegheri Galeli Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71405 Assistência à saúde para a população transgênero no Brasil: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/54981 <p><span style="font-weight: 400;">Trata-se de uma revisão narrativa com o objetivo de descrever a assistência à saúde da população transgênero brasileira. Para a seleção bibliográfica, os unitermos “</span><em><span style="font-weight: 400;">Transgender Persons”, “Health Assistance”, “Health Services for Transgender Persons”, “Brazil”, “Latin America” </span></em><span style="font-weight: 400;">e</span><em><span style="font-weight: 400;"> “Pandemics” </span></em><span style="font-weight: 400;">foram combinadas com os operadores booleanos </span><em><span style="font-weight: 400;">OR </span></em><span style="font-weight: 400;">e </span><em><span style="font-weight: 400;">AND </span></em><span style="font-weight: 400;">em buscas em inglês e português nas bases de dados Periódicos CAPES, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e </span><em><span style="font-weight: 400;">Scientific Electronic Library Online</span></em><span style="font-weight: 400;">, sendo incluídos trabalhos publicados entre 2012-2022. É apresentado um panorama da assistência à saúde da população trans, incluindo avanços e conquistas, limitações e desafios, bem como repercussões da pandemia da COVID–19. Os resultados dessa pesquisa podem ser utilizados como base para o desenvolvimento e o aprimoramento de programas que visem a melhoria da assistência a essa população, visando a superação dos desafios e a continuidade dos avanços alcançados.</span></p> Gabriela Garcia de Carvalho Laguna Letícia Defensor da Silva Santos Adriano Maia dos Santos Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.54981 Sapatões: produções de masculinidades e práticas de recepção midiática https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71026 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo investiga as produções de masculinidades em mulheres lésbicas a partir de práticas de recepção midiática. Alicerçada nos estudos culturais e queer, a pesquisa parte do argumento de que as tecnologias de gênero intermediam a produção e regulação de identidades de sexo/gênero. Na relação com a mídia, as interlocutoras que se identificam como </span><em><span style="font-weight: 400;">sapatão, homossexual, mulherzinha, lady, gay ou machorra</span></em><span style="font-weight: 400;"> demonstram o significativo papel da mesma na formação de suas experiências e identidades, inclusive no modo como a masculinidade se constitui como um rechaço a feminilidade anatômica e discursivamente imposta. </span></p> Fernanda Nascimento da Silva Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71026 Indian Queer Liberation Movement https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/70303 <p>This article examines the queer liberation movement in India from an anthropological perspective, tracing its development through the intricate interplay of mythology, religion, history, and the contemporary legal framework. Pre-colonial Indian religions, as evidenced by scriptures from Hinduism, Islam, Buddhism, and Jainism, previously acknowledged gender and sexual flexibility. The Criminal Tribes Act and Section 377 of the Indian Penal Code, both instituted during British colonial rule, enshrined Victorian morality and systematically obliterated this vibrant ethnic heritage. Prior to the landmark Supreme Court decision in Navtej Singh Johar, which decriminalized homosexuality in 2018, the post-colonial state persisted in enforcing these repressive frameworks. This research employs multi-sited ethnographic fieldwork at different Pride events in Delhi and Kolkata, supplemented by unstructured interviews and experiential ethnography, to analyze the progression of the movement from its symbolic inception during the 1999 Kolkata Friendship Walk to its current manifestation. While serving as a platform for pride and visibility, research indicates that contemporary LGBTQ+ or Queer activism encounters several hurdles, including linguistic politics, state monitoring, internal economic and social hierarchies, and the limitations of legal victories. It contends that a decolonial and intersectional approach is essential for holistic queer liberation in India, addressing homo-nationalism, caste oppression, Brahminical-hetero-patriarchy, and class struggle. <br /><br /><br /></p> Saptarshi Bairagi Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.70303 Neutralidade e afirmatividade na clínica com a população LGBQ+: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/66913 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo propõe uma reflexão sobre as tensões éticas e práticas que atravessam a psicanálise no atendimento à população LGBT+, destacando o desafio que o surgimento de terapias afirmativas representa ao princípio de neutralidade que historicamente orientou o campo. A estrutura do texto está organizada em três momentos principais: primeiramente, uma breve discussão sobre as terapias afirmativas e seus princípios; em seguida, uma crítica aprofundada da noção de neutralidade na psicanálise; e, por fim, considerações sobre alternativas conceituais na história da psicanálise que possibilitam pensar em uma clínica mais envolvida com seu contexto sócio-histórico, a qual poderíamos, talvez, denominar “afirmativa”.</span></p> Daniel Kveller Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.66913 Sentidos atribuídos ao outness e coming out de jovens bissexuais https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/69890 <p><span style="font-weight: 400;">Bissexualidade é uma orientação sexual que designa pessoas que sentem atração emocional, afetiva ou sexual em relação a mais de um gênero. Pessoas bissexuais encaram discriminações e violências assim como outras orientações sexuais que fogem da heteronormatividade e do monossexismo. O objetivo deste estudo foi compreender os sentidos e as consequências do </span><em><span style="font-weight: 400;">outness</span></em><span style="font-weight: 400;"> e do </span><em><span style="font-weight: 400;">coming out</span></em><span style="font-weight: 400;"> de jovens bissexuais. Foram entrevistadas oito pessoas entre janeiro e junho de 2023 cujos resultados foram organizados em quatro eixos temáticos: o termo; a descoberta e a rede de apoio; a liberdade; os estereótipos. Os principais resultados destacaram aspectos positivos vivenciados por bissexuais (sensação de liberdade pessoal e nas relações interpessoais) e sofrimentos (invisibilidade, estereótipos de fase, confusão e descredibilidade). Em relação ao processo de descoberta, destaca-se que os participantes estavam em contextos universitários, espaço que permite ampliação das redes de amizades que podem oferecer suporte nesse processo, ao mesmo tempo que ocorre certo distanciamento da família de origem. Ressalta-se a importância de mais estudos no campo da psicologia social voltados a essa temática.</span></p> Rafael De Tilio Maria Clara Zanon Murarolli Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.69890 Ativistas e militantes que são LGBTQIAPN+ nas Jornadas de 2013: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71196 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo comunica os resultados da pesquisa “Dimensões Educacionais das Jornadasde 2013” . Tem como objetivo conhecer as experiências de ativistas e militantes que são LGBTQIAPN+ no ciclo de protestos no Brasil conhecido como Jornadas de 2013, buscando analisar as influências destas experiências nas trajetórias de tais pessoas e no movimento LGBTPQIAPN+ nos anos seguintes. A principal categoria de análise é a performatividade de assembleia de Judith Butler, a qual dialoga com o conceito de populismo democrático radical de Paolo Gerbaudo e de subjetivação política de Jacques Rancière. Como metodologia, a revisão bibliográfica a respeito da temática LGBTPQIAPN+ em 2013 e, principalmente, a análise de 37 entrevistas feitas com ativistas e militantes de coletivos e organizações progressistas das Jornadas – destacando, entre tais, 14 pessoas que são LGBTPQIAPN+. A revisão bibliográfica destaca a relevância da Parada LGBT na latência das Jornadas, inspirando pautas secundárias presentes em 2013, como o rechaço ao projeto de “cura gay”, e renovando as táticas do movimento LGBTPQIAPN+. As entrevistas com ativistas e militantes trazem como principais resultados: a presença relevante de pessoas LGBTPQIAPN+ na mobilização, mas não das suas pautas; o fortalecimento de movimentos identitários, incluindo o LGBTPQIAPN+, como consequência das Jornadas; e, notadamente, a maior presença de pessoas e pautas LGBTPQIAPN+ em organizações políticas progressistas e em seus mandatos eletivos nos anos seguintes.</span></p> Beatriz Nogueira da Silva Luís Antonio Groppo Fernanda Milan de Carvalho Gislene da Silva Yasmin Antonia da Silva Oliveira Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71196 Mapeamento institucional da população trans e não binária na Universidade de Brasília: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/70991 <p style="user-select: text;">Este relato de experiência apresenta o processo de concepção, execução e análise do Mapeamento Institucional da População Trans e Não Binária da Universidade de Brasília, realizado em 2025 pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH), por meio da Coordenação LGBTQIA+. A iniciativa foi desenvolvida diante da ausência de dados sistematizados sobre essa população, o que dificultava o planejamento e o acompanhamento de ações voltadas à inclusão e à permanência. O artigo descreve o percurso metodológico adotado, os cuidados éticos envolvidos e os principais resultados obtidos, com destaque para a diversidade de identidades de gênero, a predominância de pessoas não binárias entre as respondentes e a expressiva demanda por banheiros agêneros. Também aborda como a sistematização dos dados contribuiu para tornar visíveis experiências antes pouco reconhecidas pelas estruturas administrativas, em diálogo com discussões sobre tecnologias de gênero (LAURETIS, 1987). A experiência evidencia a relevância de informações consistentes produzidas em interlocução com a comunidade universitária.</p> Caio Henrique Inácio Ferreira Benedito Rodrigues dos Santos Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.70991 Violência e Subjetividade: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/70510 <p>Neste ensaio teórico defende-se a hipótese de que a violência - para além de uma questão histórico-social - está profundamente entrelaçada com as dinâmicas complexas do inconsciente humano; defende-se a hipótese de que o transfeminicídio também pode ser compreendido como um fenômeno que transcende a dimensão puramente social, de base imperial-colonialista-patriarcal, inscrevendo-se também no campo das subjetividades.</p> Vladimir Bezerra Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.70510 A saúde como cenário da LGBTfobia: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/72080 <p>O presente ensaio teórico-reflexivo apresenta uma discussão em torno dos eixos saúde e população LGBTQIAPN+, explorando suas aproximações, afastamentos e tensões. Elegendo a LGBTfobia como elemento-chave discursivo, nosso objetivo é discutir acerca dos impactos na atenção à saúde à população LGBTQIAPN+ decorrentes dos processos de discriminações e violências vivenciados por essas pessoas. Inicialmente, discutimos o lugar da sexualidade como dispositivo histórico a partir de Michel Foucault e amparados pela lente da interseccionalidade na compreensão dos entrecruzamentos de poder entre os marcadores sociais. Em seguida, debatemos sobre as violências e a LGBTfobia como fatores influentes no acesso e assistência à saúde. Nessa análise, exploramos como práticas discriminatórias, carregadas de uma lógica necropolítica e cisheteronormativa, criam sujeitos legítimos e subalternos, sendo os últimos corpos descartáveis e não merecedores de cuidado. Por fim, refletimos sobre as resistências e lutas possíveis para a construção de um Sistema Único de Saúde (SUS) inclusivo e diverso, apontando a necessidade de um entendimento da LGBTfobia como determinante social da saúde. Dessa forma, o ensaio reflete sobre como o campo da saúde é cenário de disputa política e a assistência à população LGBTQIAPN+ sofre impactos diversos devido a processos discriminatórios e violentos.</p> Rodrigo Lima Bandeira Inara da Silva de Moura Amanda Roberta Fonsêca do Nascimento Ana Patrícia Pereira Morais Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.72080 Reflexões psicanalíticas sobre o filme Moonlight: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/66206 <p>A finalidade deste ensaio é apresentar algumas reflexões psicanalíticas sobre o filme Moonlight: sob a luz do luar (2016), direção de Barry Jenkins. O longa-metragem norte-americano mostra a trajetória de vida de Chiron, ou seja, suas vivências na infância, adolescência e juventude, bem como os sofrimentos e as elaborações acerca de seus processos de identificação referentes às relações étnico-raciais, à educação, à sexualidade e às convivências familiar e comunitária em um bairro periférico de Miami/EUA; dentre outros temas importantes e significativos para a psicanálise. Portanto, observa-se que a relação entre o sujeito e a cultura é essencial para analisar seus desejos e para atentar-se aos reflexos e contrastes do filme, além de suas contribuições para a vida cotidiana.</p> Daniel Péricles Arruda Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.66206 Mulheres na Computação: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/70911 <p><span style="font-weight: 400;">O estudo quanti-qualitativo possui como objetivo investigar os fatores que influenciam o ingresso e a permanência das mulheres na Computação, assim como identificar os desafios enfrentados e as estratégias adotadas ao longo de suas trajetórias acadêmicas e profissionais. A pesquisa foi guiada por meio de entrevistas semiestruturadas com 20 estudantes do gênero feminino na área de Computação, os dados foram analisados utilizando a técnica de análise de conteúdo, conforme Bardin (1977). Os resultados revelaram diversos determinantes que impactam a participação feminina, incluindo o apoio familiar, a afinidade com a tecnologia, motivações financeiras, flexibilidade e o fortalecimento por meio de redes de apoio. As conclusões destacam a importância de iniciativas que promovam a inclusão e o suporte contínuo, enfatizando a necessidade de estratégias para aumentar a representatividade feminina na Computação.</span></p> Ana Carolina Barbosa dos Santos Viviane Cristina Oliveira Aureliano Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.70911 Imigração de Mulheres Haitianas. https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71093 <p><span style="font-weight: 400;">Essa pesquisa buscou analisar, sob a ótica das mulheres haitianas, residentes na cidade de Pato Branco-PR, dificuldades e desafios enfrentados por elas para a reunificação familiar. Para tanto, realizou-se uma pesquisa do tipo exploratória, cuja coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, aplicadas a 10 participantes. Os resultados demonstraram que os principais desafios para a realização da reunificação familiar, considerando o olhar da mulher imigrante, ocorrem devido a dificuldades relacionadas a conseguir emprego, domínio da língua portuguesa e moradia.</span></p> Sandra Buaski Maria de Lourdes Bernartt Franciele Clara Peloso Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71093 Narrativas distópicas e letramento de gênero: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/cadgendiv/article/view/71260 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa as contribuições de </span><em><span style="font-weight: 400;">O Conto da Aia (1985)</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">Os Testamentos (2019)</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Margaret Atwood, para o ensino de Biologia, especialmente nas temáticas sexualidade, reprodução e direitos reprodutivos. Argumenta-se que essas narrativas distópicas feministas constituem recurso pedagógico para a formação cidadã, ao promover debates sobre desigualdades de gênero e problematizar concepções naturalizantes do corpo. Com abordagem teórico-qualitativa, a pesquisa examina como os romances evidenciam dinâmicas de poder e opressão, articulando paralelos entre contextos históricos e desafios contemporâneos. Mostra que crises sociais e moralidades religiosas fundamentalistas podem ser instrumentalizadas para legitimar controle e subordinação, sobretudo dos corpos femininos. Discute o potencial das narrativas para desconstruir discursos biologizantes presentes no ensino e propõe estratégias didáticas interdisciplinares que favorecem o letramento de gênero. Integrar essas obras ao currículo amplia a compreensão de fenômenos biológicos em relação a dimensões sociais, éticas e políticas, contribuindo para práticas pedagógicas críticas e emancipadoras.</span></p> Carla Karine Oliveira Martins Tatiana Bezerra de Oliveira Lopes Suziele Galdino Batista Keissy Carla Oliveira Martins Vera de Mattos Machado Copyright (c) 2026 Cadernos de Gênero e Diversidade http://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-06-10 2026-06-10 12 2 10.9771/cgd.v12i2.71260