ESTADO DA ARTE DO GRUPO CANINDÉ NA PORÇÃO NORDESTE DA BACIA DO PARNAÍBA, NO ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.9771/geocad.v21i0.72255Palavras-chave:
Bacia do Parnaíba; Grupo Canindé; Formação Cabeças; Formação Sardinha; magmatismo básico.Resumo
A Bacia do Parnaíba é uma bacia paleozoica de sedimentação predominantemente siliciclástica, implantada após a formação do Gondwana, durante a estabilização da Plataforma Sul-Americana. Apresenta cinco sequências deposicionais separadas por ciclos transgressivos‑regressivos e discordâncias tectônicas, além de magmatismo básico associado. Este trabalho apresenta uma síntese do estado da arte da estratigrafia da porção nordeste da bacia, no estado do Piauí, com ênfase na Formação Cabeças do Grupo Canindé e na Formação Sardinha. A síntese baseou‑se em revisão bibliográfica. A Formação Cabeças foi depositada em ambiente plataformal dominado por marés, composta por arenitos com intercalações de siltitos e folhelhos. O magmatismo básico relaciona‑se ao rifteamento e à abertura do Atlântico Sul no Cretáceo.
Downloads
Referências
Aguiar, G. A., 1971. Revisão geológica da bacia paleozóica do Maranhão. Anais Congresso Brasileiro de Geologia, São Paulo, v. 3, 113-122.
Albuquerque, O.R.; Dequech, V., 1946. Contribuição para a Geologia do Meio Norte, especialmente Piauí e Maranhão, Brasil. Congresso Pan-Americano de Engenharia de Minas e Geologia. Petrópolis, v. 3, 69-108.
Almeida, F.F.M.; Carneiro, C.D.R. Inundações Marinhas Fanerozóicas no Brasil e Recursos Minerais Associados. In: Mantesso-Neto, V.; Bartorelli, A.; Carneiro, C.D.R.; Brito Neves, B.B., 2004. Geologia do Continente Sul-Americano: Evolução da Obra de Fernando Flávio Marques de Almeida. Beca, São Paulo,. pp. 43-58.
Almeida, F.F.M., 1986. Distribuição regional e relações tectônicas do magmatismo pós- Paleozóico no Brasil. Revista Brasileira de Geociências, v. 16, 325– 349.
Bellieni, G.; Piccirillo, E. M.; Cavazzini, G.; Petrini, R.; Comin Chiaramonti, P.; Nardy, A. J. R.; Zantedeschi, P., 1990. Low- and high TiO2, Mesozoic tholeiitic magmatism of the Maranhão basin (NE-Brazil): K–Ar age, geochemistry, petrology, isotope characteristics and relationships with Mesozoic low- and high TiO2 flood basalts of the Paraná Basin (SE-Brazil). Neues Jahrbuch für Mineralogischer Abhandlungen, v. 162, pp. 1–33.
Caputo, M. V. 1984. Stratigraphy, tectonics, paleoclimatology and paleogeography of Northern Basins of Brazil. Doctoral Theses in Geology, University of Califórnia, Santa Bárbara.
Cunha, F.M.B., 1986. Evolução Paleozóica da Bacia do Parnaíba e seu Arcabouço Tectônico. Master Dissertation, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Della Fávera, J. C., 1984. Tempestitos da Bacia do Parnaíba: um ensaio holístico. Doctoral Theses, Instituto de Geociências, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
Fodor, R.V.; Sial, A.N.; Mukasa, S.B.; Mckee, E.H., 1990. Petrology isotope characteristics and K–Ar ages of the Maranhão, northern Brazil, Mesozoic basalt province. Contributions to Mineralogy and Petrology, v. 104, 555–567.
Goés, A.M.O.; Feijó, F.J., 1994. A Bacia do Parnaíba, Boletim de Geociências da Petrobras, Rio de Janeiro, v. 8 (1), 57-67.
Goés, A.M.O.; Souza, J.M.P.; Teixeira, L.B., 1990. Estágio exploratório e perspectivas petrolíferas da Bacia do Parnaíba. Boletim de Geociências da Petrobras, Rio de Janeiro, v. 4 (1), 55-64.
Goés, A.M., 1995. A Formação Poti (Carbonífero Superior) da Bacia do Parnaíba. Doctoral Theses, Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo.
Kegel, W., 1953. Contribuição para o estudo do Devoniano da Bacia do Parnaíba. Boletim da Divisão de Geologia e Mineralogia, v. 141, pp. 1-48.
Lima, E. A. M.; Leite, J. F., 1978. Projeto estudo global dos recursos minerais da Bacia Sedimentar do Parnaiba: integracao geológico-metalogenética: relatorio final da etapa III. Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, Recife.
Oliveira, M.J., 1997. Caracterização Faciológica de sedimentos glaciais da Formação Cabeças na borda sudoeste na Bacia do Parnaíba. Master Dissertation, Faculdade de Geologia, Universidade Federal do Pará, Belém.
Oliveira, A.L.; Pimentel, M.M.; Fuck, R.A.; Oliveira, D.C., 2018. Petrology of Jurassic and Cretaceous basaltic formations from the Parnaíba Basin, NE Brazil: correlations and associations with large igneous provinces. The Geological Society, London v. 472.
Rodrigues, R., 1967. Estudo sedimentológico e estratigráfico dos depósitos silurianos e devonianos da Bacia do Parnaíba. Relatório Interno da Petrobrás, Rio de Janeiro.
Thomaz Filho, A.; Mizusaki, A.M.P.; Antonioli, L., 2008. Magmatism and petroleum exploration in the Brazilian Paleozoic basins. Marine and Petroleum Geology, v. 25, 143–151.
Vaz, P.T.; Rezende, N.G.A.M.; Filho, J.R.W.; Travassos, W.A.S., 2007. Bacia do Parnaíba. Boletim de Geociências da Petrobrás, Rio de Janeiro, v. 15 (2) 253- 263.
Vettorazzi, A. L. S., 2012. Caracterização Sedimentológica dos Arenitos da Formação Cabeças (devoniano) na Borda Leste da Bacia do Parnaíba. Master Dissertation, Centro de Ciências, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.
Zalán, P. V. Evolução fanerozóica das bacias sedimentares brasileiras. In: Mantesso-Neto, V.; Bartorelli, A.; Carneiro, C. R.; Brito-Neves, B.B., 2004. Geologia do continente sul-americano: evolução da obra de Fernando Flávio Marques de Almeida. Beca, São Paulo, pp. 595-612.