Intermittent alcohol consumption changes the hepatocyte ploidy

Autores

  • Rodrigo Machado Pereira Universidade do Vale do Sapucaí https://orcid.org/0000-0001-9525-043X
  • Thiago Jardim de Oliveira Universidade do Vale do Sapucaí https://orcid.org/0009-0002-1151-8510
  • Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça Universidade do Vale do Sapucaí
  • Fiorita Gonzales Lopes Mundim Universidade do Vale do Sapucaí

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v23i3.59011

Palavras-chave:

abuso de álcool, hepatopatias, hiperemia, poliploidia, células hepáticas

Resumo

Introdução: O álcool é metabolizado principalmente pelos hepatócitos no fígado. Essas células devem ser alvos diretos de estresse, que pode culminar em adaptações celulares antes da progressão da doença hepática alcoólica. A poliploidização tem sido sugerida como uma adaptação genética ao estresse hepatotóxico. Este estudo teve como objetivo investigar como a administração intermitente de álcool poderia afetar os fenótipos nucleares dos hepatócitos. Métodos: Os ratos foram tratados com etanol a 5% (v/v) e 20% (v/v) em água potável durante a noite durante 80 dias. Posteriormente, o fígado foi dissecado e processado histologicamente. A análise histopatológica foi realizada em cortes corados com hematoxilina e eosina (H&E). A análise histomorfométrica dos núcleos dos hepatócitos foi realizada em seções coradas com Feulgen usando ImageJ. Resultados: Congestão severa foi observada no grupo tratado com etanol 20%. Nenhuma diferença no acúmulo de gordura nos hepatócitos ou infiltração de células inflamatórias foi observada entre os grupos controle e tratado com etanol. Após os hepatócitos terem diferentes ploidias, o conteúdo de DNA dos núcleos foi determinado com base nos valores de densidade óptica integrados obtidos a partir da análise de imagens digitais de cortes de fígado corados com Feulgen. Mais núcleos com alto conteúdo de DNA (8C) foram encontrados nos animais tratados com etanol. Conclusão: Esses resultados mostram que o álcool induz a poliploidização dos hepatócitos, mesmo em doses em que os sinais típicos da doença hepática alcoólica, como esteatose e hepatite, não são significativos.

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Biografia do Autor

Rodrigo Machado Pereira, Universidade do Vale do Sapucaí

Mestrado em Biociências Aplicadas à Saúde (2016) pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG). Graduação em Ciências Biológicas (2012) e especialização em Análises Clínicas (2015) pela Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). Atualmente, é coordenador do curso de Ciências Biológicas e de pesquisa da Unidade Fátima da Univás. Também coordena o Núcleo de Saúde de cursos de pós-graduação lato sensu. Membro do Comitê de Ética no Uso de Animais da Univás (CEUA). Tem atuado nas áreas de morfologia, biologia experimental, biologia celular e molecular, com os seguintes temas: biologia da célula tumoral, atividade antiproliferativa, ciclo celular, citotoxicidade, genotoxicidade, mecanismos moleculares de proliferação, produtos naturais e histotecnologia.

Thiago Jardim de Oliveira, Universidade do Vale do Sapucaí

Técnico em Zootecnia e Agricultura pela Escola Agrotécnica Federal de Machado (2008), hoje chamada de Instituto Federal de Machado. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Vale do Sapucaí (2013). Pós graduado (Latu Sensu) em Consultoria e Certificação Ambiental, pela Universidade Cândido Mendes (2016).

Adriana Rodrigues dos Anjos Mendonça, Universidade do Vale do Sapucaí

Graduação em Ciências Biológicas-Modalidade Médica pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1996), mestrado em Análises Clínicas-Hematologia pela Universidade de São Paulo (2000) e doutorado em Medicina (Hematologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2003). Estágio Pós-doutoral em andamento pelo Programa de pós-graduação em Cirurgia Translacional da UNIFESP. Professora do curso de Medicina da Universidade do Vale do Sapucaí. Atualmente é Coordenadora do Mestrado Profissional em Ciências Aplicadas à Saúde e Pró-reitora Adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa da Universidade do Vale do Sapucaí. Bolsista de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CnPq, DT-2. Possui projetos desenvolvidos seguintes linhas de atuação científico-tecnológicas: Gestão e qualidade em lesões teciduais, Padronização de procedimentos e inovações em lesões teciduais, Fitoterapia e Plantas medicinais em lesões teciduais.

Fiorita Gonzales Lopes Mundim, Universidade do Vale do Sapucaí

Possui graduação em Medicina pela Universidade do Vale do Sapucaí - UNIVÁS (1996), Residência Médica em Anatomia Patológica pelo Hospital das Clínicas Samuel Libânio da UNIVÁS (1999), Título de Especialista em Patologia (SBP/AMB-2009) e Título de Especialista em Citopatologia (SBC/AMB-2016). Mestrado em Patologia pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP-EPM (2009), Doutorado em Patologia pela Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP-EPM (2012), Pós-Graduada Lato Sensu em Medicina do Trabalho e Perícia Médica pela Universidade Brasil (2017) e Pós-Doutoranda no Departamento de Ginecologia, área de concentração em Mastologia pela UNIFESP/EPM, Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), da European Society of Pathology (ESP) e da Sociedade Brasileira de Citopatologia (SBC). Auditora Auxiliar - PACQ-SBP. Pró-reitora adjunta da Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). Exerce profissionalmente as atividades de Médica Anatomopatologista no Hospital das Clínicas Samuel Libânio da UNIVÁS e no Centro de Patologia Pouso Alegre (CEPAPA) e exerce o cargo de Professora da Faculdade de Ciências da Saúde da UNIVÁS, nos cursos de Medicina e Farmácia, disciplinas de Histologia e Patologia e ainda como Professora Permanente do Mestrado Profissional em Ciências Aplicadas à Saúde da Universidade do Vale do Sapucaí, Campus Central e de Fátima em Pouso Alegre-MG. Atua também como Professora Adjunta na Universidade Federal de Alfenas - UNIFAL, no curso de Medicina, disciplina de Patologia, Campus de Alfenas-MG . Exerce atividades profissionais e científicas com os seguintes temas: Patologia Cirúrgica, Citopatologia, Imuno-histoquímica, Câncer de Mama e desenvolvimento de Aplicativos Profissionais em lesões teciduais.

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Publicado

2025-01-09

Como Citar

Pereira, R. M., de Oliveira, T. J. ., Mendonça, A. R. dos A., & Mundim, F. G. L. (2025). Intermittent alcohol consumption changes the hepatocyte ploidy. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 23(3). https://doi.org/10.9771/cmbio.v23i3.59011