GEORREFERENCIAMENTO COMO FERRAMENTA PARA MANEJO DA HANSENÍASE EM UMA CIDADE ENDÊMICA DO INTERIOR DO NORDESTE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.66915

Palavras-chave:

Leprosy; Epidemiology; Geoprocessing; Clusters;

Resumo

: Este estudo analisou o perfil epidemiológico e geográfico da hanseníase no município de Teixeira de Freitas no período de 2018 a 2022. Para isso, adotou-se uma abordagem transversal, descritiva e quantitativa, considerando as variáveis: sexo, idade, forma clínica, grau de incapacidade, tipo, distribuição espacial e regiões de saúde. Foram examinados 83 registros de casos de hanseníase no município, comparando-os com os dados estaduais disponibilizados pelo Sistema de Informações de Agravos e Notificações da Bahia. A espacialização dos casos e a geração de mapas de intensidade (mapa de calor) foram realizadas por meio do software ArcGIS. Os resultados indicaram uma elevada taxa de detecção da hanseníase (57,1:100.000) entre indivíduos economicamente ativos e do sexo masculino, além de uma predominância da forma dimorfa da doença. Observou-se que 26,5% dos pacientes apresentavam algum grau de incapacidade no momento do diagnóstico. A zona leste do município concentrou o maior número de notificações, enquanto o mapa de calor evidenciou maior densidade de casos em conglomerados centrais. Este estudo reforça a importância da identificação de clusters de prevalência da hanseníase e da análise de seus determinantes sociodemográficos e espaciais para uma compreensão mais aprofundada da dinâmica da doença no município de Teixeira de Freitas – BA. Os resultados aqui apresentados contribuem com informações epidemiológicas e espaciais essenciais para embasar futuras intervenções direcionadas às áreas prioritárias para controle da hanseníase no município.

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Publicado

2026-02-27 — Atualizado em 2026-02-27

Versões

Como Citar

Asevedo Neto , H., Almeida Soares , F. M. de ., Lopes da Silva , J. B., & Ferreira, S. R. (2026). GEORREFERENCIAMENTO COMO FERRAMENTA PARA MANEJO DA HANSENÍASE EM UMA CIDADE ENDÊMICA DO INTERIOR DO NORDESTE. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 24(4), 987–998. https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.66915