PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO MUNICÍPIO DE FORTALEZA
indicadores de morbimortalidade na população humana.
DOI:
https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.67305Palavras-chave:
Leishmaniose Visceral, Diagnóstico, HIVResumo
Introdução – Leishmanioses são doenças causadas por parasitas do gênero Leishmania, com manifestações clínicas variáveis e transmissão fundamentada em insetos vetores. Sua forma clínica mais relevante é a Leishmaniose Visceral (LV), devido a seu potencial de letalidade. O cenário epidemiológico brasileiro, mesmo com melhorias, permanece preocupante, o que é demonstrado no Nordeste do país, onde a cidade de Fortaleza é destaque nos últimos rankings nacionais de risco geral gerado pela LV. Metodologia – Este é um estudo ecológico e descritivo, realizado com dados de LV de Fortaleza, Ceará, no período de 2013 a 2022. Ele apresenta uma descrição de variáveis dos casos humanos novos e confirmados. Os dados utilizados são de caráter secundário e foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados – Foram contabilizados 796 casos novos de LV no período de 2013 a 2022. A maioria dos casos apresentou o seguinte perfil: masculino (74,7%), 40 a 59 anos (33,42%), cor parda (90,3%) e escolaridade ignorada (62,1%). A maioria evoluiu para cura (76,10%) e não era coinfectada com o HIV (59,80%). Foram confirmados, por critério laboratorial, 94% dos casos, mas 51,38% não realizaram nenhum exame laboratorial, o que gera questionamentos sobre a transparência do SINAN. Conclusão – É necessária a realização de estudos aprofundados sobre a LV nos perfis sociodemográficos destacados, com o fito de esclarecer a persistente realidade dos importantes números de coinfecção com HIV, da baixa reduzida taxa de cura em comparação com outros cenários e das confusas informação acerca do painel diagnóstico da LV.
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- 2026-02-27 (2)
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