Perfil Sociodemográfico e Uso de Psicofármacos Conforme Orientação Sexual Entre Estudantes de Medicina de Uma Universidade Pública da Bahia

Autores

  • Eduardo Pereira Guirra dos Santos Universidade Federal da Bahia
  • Matheus Sande Loureiro Universidade Federal da Bahia - Campus Anísio Teixeira https://orcid.org/0000-0002-5140-2996
  • Nilo Manoel Pereira Vieira Barreto Universidade Federal da Bahia https://orcid.org/0000-0002-1397-1362
  • Kelle Oliveira Silva Universidade Federal da Bahia

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.68048

Palavras-chave:

Psicotrópicos, Saúde Mental, Medicamentos, Universidade

Resumo

Introdução: O uso de psicofármacos entre estudantes de medicina tem se tornado uma preocupação crescente, principalmente devido a rotina acadêmica e pressão por alto rendimento. Objetivo: Analisar o perfil sociodemográfico e uso de psicofármacos, de acordo com a orientação sexual (heterossexual e não heterossexual) de alunos do curso de medicina de uma universidade pública do sudoeste da Bahia. Método: Estudo descritivo, transversal, realizado entre maio a setembro de 2024, com 121 alunos de medicina de uma universidade federal. As informações das condições sociodemográficas e farmacoterapêuticas (uso de psicotrópicos, efeitos colaterais, motivações e fatores associados autorrelatados) foram obtidas por questionário estruturado online, via Google Forms®. Resultado: Dos 121 participantes, 51,2% são do sexo feminino, 79,3% heterossexuais, 56,3% negros/pardos e 90,1% não possuíam companheiro. Um total de 69,4% desempenhou alguma atividade remunerada nos últimos seis meses, 73,6% não moram sozinho e 65,3% mudou-se de cidade para estudar. Quanto possuir religião é um fator significativo entre os heterossexuais (p=0,011), no entanto, entre os não heterossexuais, estão mais propensos ao etilismo (p=0,039) e uso de psicofármacos (p=0,025). Dentre os psicotrópicos, lisdexanfetamina (25,0%) e sertralina (22,2%) foram os mais utilizados. Das justificativas para uso, estão distúrbios de ansiedade (72,2%) e transtornos de humor (52,8%) e depressão (47,2%) e para os efeitos colaterais autorrelatados a sonolência (52,8%) é o mais comum. Conclusão: O perfil dos estudantes é homogênea, contudo, o etilismo e uso de psicofármacos entre os estudantes não heterossexuais é maior. Achados indicam a necessidade de políticas públicas para acolher a saúde mental dos estudantes.

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Biografia do Autor

Eduardo Pereira Guirra dos Santos, Universidade Federal da Bahia

Discente do curso de graduação em medicina do Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitória da Conquista - Bahia, Brasil

Matheus Sande Loureiro, Universidade Federal da Bahia - Campus Anísio Teixeira

Discente do curso de graduação em medicina do Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitória da Conquista - Bahia, Brasil

Nilo Manoel Pereira Vieira Barreto, Universidade Federal da Bahia

Discente do curso de graduação em medicina do Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitória da Conquista - Bahia, Brasil

Kelle Oliveira Silva, Universidade Federal da Bahia

Professora Adjunta do Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Vitória da Conquista - Bahia, Brasil.

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Publicado

2026-02-27 — Atualizado em 2026-02-27

Versões

Como Citar

Santos, E. P. G. dos ., Loureiro, M. S. ., Barreto, N. M. P. V. ., & Silva, K. O. . (2026). Perfil Sociodemográfico e Uso de Psicofármacos Conforme Orientação Sexual Entre Estudantes de Medicina de Uma Universidade Pública da Bahia. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 24(4), 1054–1060. https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.68048

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