Exodontia de dentes permanentes na atenção primária à saúde no Brasil: influência de fatores socioeconômicos e relacionados ao serviço de saúde bucal
DOI:
https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.69931Palavras-chave:
Atenção primária à saúde, Extração dentária, Fatores socioeconômicos, Sistema Único de SaúdeResumo
É fundamental entender como os determinantes sociais refletem na conduta frente ao tipo de tratamento odontológico oferecido à população. O objetivo deste estudo ecológico foi investigar a correlação entre fatores socioeconômicos, relacionados à rede de saúde e a proporção de exodontias de dentes permanentes realizadas na atenção primária à saúde (APS) no Brasil. A proporção de exodontias de dentes permanentes realizadas por equipes de saúde bucal (ESB) da APS em cada estado no ano de 2024, foi calculada a partir de dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB). As variáveis socioeconômicas (índice de desenvolvimento humano [IDH], índice de Gini, renda per capita e taxa de analfabetismo) foram obtidas no site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e as variáveis relacionadas à rede de saúde (n° médio de Unidades Básicas de Saúde [UBS], n° médio de ESB da APS, e cobertura populacional média por ESB da atenção básica) de cada estado foram obtidas do site e-Gestor AB. Os dados foram analisados pelo teste de correlação de Spearman (α=5%). A proporção de exodontias de dentes permanentes variou entre 4,3% a 20,2% entre os estados. Um terço dos estados brasileiros apresentou o parâmetro recomendado pelo ministério da saúde (≤8%). Houve correlações positivas, moderadas e estatisticamente significativas entre a proporção de exodontias de dentes permanentes na APS e: índice de Gini (r=0,52), taxa de analfabetismo (r=0,62) e cobertura populacional por ESB APS (r=0,46). A proporção de exodontias foi negativamente correlacionada com o IDH (r= -0,58) e a renda per capita (r= -0,58) de cada estado. Conclui-se que que maiores proporções de exodontias foram encontradas com o aumento do índice de Gini, da taxa de analfabetismo, da cobertura populacional por ESB APS, bem como com a redução do IDH, da renda per capita dos estados brasileiros.
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