FATORES ASSOCIADOS À INCAPACIDADE PERMANENTE DE INDIVÍDUOS COM PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR) NO BRASIL DE 2015 A 2024

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.70403

Palavras-chave:

Incapacidade, Perda Auditiva Provocada por Ruído, Saúde do Trabalhador, Sistemas de Informação em Saúde

Resumo

Introdução: A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) constitui um agravo irreversível associado à exposição prolongada a níveis sonoros nocivos no ambiente de trabalho, comprometendo a saúde, a qualidade de vida e a capacidade laboral. Estima-se que milhões de pessoas sejam afetadas mundialmente, configurando-se como um problema relevante de saúde pública e ocupacional. Objetivo: Analisar os fatores associados à incapacidade permanente de pacientes com perda auditiva induzida por ruido no Brasil no período de 2015 a 2024. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo, com dados do Sinan. Foram incluídos casos confirmados de PAIR, excluindo-se registros de cura, incapacidade temporária e óbito. A amostra final foi composta por 5.013 casos. As variáveis independentes incluíram características sociodemográficas, clínicas e laborais. Utilizou-se regressão logística binária com modelo robusto para identificar fatores associados à evolução para incapacidade permanente. Resultados: A média de idade dos trabalhadores foi 50,9 anos, com predomínio do sexo masculino (90,6%), raça/cor branca (48,5%) e escolaridade até o ensino fundamental (35,6%). Observou-se elevada prevalência de comorbidades como hipertensão (20%) e diabetes (6,4%). Quanto à exposição, 34,9% relataram ruído contínuo e 43,4% apresentaram zumbido. Aproximadamente 64,7% dos casos evoluíram para incapacidade permanente, com destaque para os estados de Goiás (99,0%) e Rio Grande do Sul (73,7%). A regressão logística demonstrou que o sexo masculino aumentou em mais de duas vezes a chance de incapacidade permanente. Adicionalmente, raça/cor preta apresentou maior risco, enquanto trabalhadores pardos tiveram menor chance em comparação à população branca. Conclusão: A PAIR permanece um agravo laboral expressivo no Brasil, sobretudo entre homens de baixa escolaridade expostos a ruídos contínuos. Os achados reforçam a importância de estratégias preventivas e de proteção auditiva no ambiente de trabalho.

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Biografia do Autor

Everton dos Santos Araújo, Universidade Tiradentes

Biomédico. Mestrando em Saúde e Ambiente.

Francisco Prado Reis, Universidade Tiradentes

Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Sergipe (1970), Mestrado em Anatomia pela Escola Paulista de Medicina (1975); Doutorado em Ciências Biológicas - Instituto de Ciências Biológicas da Univ. de São Paulo (1977) e Pós-doutorado pelo Institut Pasteur de Lyon - França (1980-81). Foi Coordenador do Curso de Medicina - UNIT desde sua criação até 31/07/2015. Membro do corpo docente permanente do Programa de Pós-Graduação dos cursos de Mestrado e Doutorado em Saúde e Ambiente da UNIT; pesquisador do Instituto de Tecnologia e Pesquisa da UNIT; Foi revisor do Jornal de Pediatria. Foi co-orientador de tese de mestrado e doutorado da UNIFESP; Especialista em Medicina Legal. Líder do Grupo de Pesquisa em Morfologia - certificado pela UNIT e cadastrado no CNPq. Membro fundador da Academia Sergipana de Medicina ocupante da cadeira no. 1. Ocupante da cadeira no. 20 da Academia Nacional de Medicina Legal.empossado em 04/09/2014. Prof. Emérito da Univ. Fed. de Sergipe - UFS, agraciado em 14/05/2007; Prof. Emérito da UNIT - 17/12/2015. Consultor do Centro Universitário Alfredo Nasser de 3/2012 a 7/2018. Coordenador do Curso de Medicina do Centro Universitário Alfredo Nasserr desde 08/2018 até 01/12/2022. Recebeu a Comenda da SOMESE, em 27/06/2023

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Publicado

2026-02-27 — Atualizado em 2026-02-27

Versões

Como Citar

Almeida, M. C. ., Araújo, E. dos S. ., & Reis, F. P. . (2026). FATORES ASSOCIADOS À INCAPACIDADE PERMANENTE DE INDIVÍDUOS COM PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO (PAIR) NO BRASIL DE 2015 A 2024. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 24(4), 999–1007. https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.70403