Avaliação técnico-científica dos catálogos comerciais de enxertos ósseos granulados heterógenos no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.70987Palavras-chave:
Bioengenharia, Enxerto ósseo, Perda óssea periodontal, Regeneração ósseaResumo
Introdução: os substitutos ósseos são parte importante nas cirurgias odontológicas regenerativas, principalmente nas que são indicadas como tratamento para a perda óssea causada por doença periodontal. Os enxertos ósseos heterógenos, em destaque para os granulosos, são amplamente utilizados por sua facilidade de manuseio, biocompatibilidade, bioatividade, capacidade de preencher defeitos ósseos de diferentes dimensões e estimular a osteogênese por meio da osteocondução e osteointegração. Apesar de apresentar rigidez, o tecido ósseo é dinâmico, e passa por constante remodelação pela ação de suas células especializadas, osteoblastos, osteócitos e osteoclastos, responsáveis, respectivamente, pela síntese, manutenção e reabsorção da matriz osteoide. Quando ocorre a formação de lesões ósseas extensas e críticas ao reparo, a regeneração óssea se torna limitada, com formação de tecido conjuntivo fibroso. Dessa forma, na tentativa de regeneração completa desse tipo de lesão, o uso dos enxertos ósseos é indicado. Objetivo: analisar as informações técnico-científicas fornecidas pelos fabricantes nos catálogos de enxertos ósseos granulados heterógenos comercializados no Brasil. Metodologia: foi realizado um estudo comparativo-descritivo para a identificação das principais informações de 12 enxertos ósseos granulados heterógenos comercializados no Brasil. Os dados apresentados foram obtidos através das informações disponíveis sobre as características técnico-científicas apresentadas nos catálogos fornecidos por seus fabricantes. Resultados: características intrínsecas, como a origem e o tamanho dos grânulos, indicações cirúrgicas orofaciais, indicações específicas conforme a granulatura, em relação ao tamanho do defeito ósseo, e tempo de reparo, são determinantes para a escolha apropriada do enxerto. Conclusão: o desempenho ideal de um enxerto está diretamente relacionado a suas propriedades e ao modo como elas influenciam sua interação com o tecido ósseo, para promover a regeneração tecidual. O tamanho e a natureza do defeito ósseo, bem como o tempo clínico disponível para a regeneração e o tipo de reabsorção desejada devem ser considerados no momento da escolha do enxerto, que deve ser avaliado de acordo com sua origem, apresentação, granulometria e indicações cirúrgicas.
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