THE DISPUTES FOR BLACK VISIBILITY CAPITAL IN ADVERTISING
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v19i3.45874Keywords:
Visibility capital, advertising, racialized regime of representation, Black identityAbstract
Until the 1980s, Black people were commonly represented in advertising pieces by subordinate characters — representations that date back to the past enslavement of Black individuals and corroborated the creation of a racialized “regime of representation”. Starting from the second half of the 2010s, however, we noticed an increase of Blacks as protagonists in advertisements. Considering this changing scenario, this paper analyzes the repercussions of “The year we want” (2018), a piece by the cosmetics company Avon, on the social media of a collective linked to the Black movement. From there, the text critically discusses how visibility can be seen as a significant capital in the representation game in contemporary Brazil.
Downloads
References
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
ALMEIDA, Heloisa Buarque de. “Muitas mais coisas”: telenovela, consumo e gênero. 2001. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Departamento de Antropologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2001.
AVON. Institucional. Avon, [S.l.], 2021. Disponível em: https://bit.ly/3pKHo9W. Acesso em: 26 ago. 2021.
BARTHES, Roland. O mito, hoje. In: BARTHES, Roland. Mitologias. São Paulo: Difel, 2001. p. 131-178.
BATLIWALA, Srilatha. Putting power back into empowerment. Open Democracy, [S.l.], 30 jul. 2007 Disponível em: https://bit.ly/372pJnB. Acesso em: 26 ago. 2021.
BERTH, Joice. Empoderamento. São Paulo: Polén, 2019.
BIBAS, Danielle. Diversidade está no centro das ações da Avon. Propmark, [S.l.], 25 fev. 2019. Disponível em: https://bit.ly/3tEhGoN. Acesso em: 26 ago. 2021.
BOURDIEU, Pierre. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Zouk, 2007.
BRAGAGLIA, Ana Paula. Pertencimento e exclusão através do consumo e da publicidade. Contemporânea, Salvador, v. 16, n. 1, p. 311-332, 2018. DOI: https://doi.org/10.9771/contemporanea.v16i1.22788.
CAMPANELLA, Bruno. Celebridade, engajamento humanitário e a formação do capital solidário. Revista Famecos, Porto Alegre, v. 21, n. 2, p. 721-741, 2014. DOI: https://doi.org/10.15448/1980-3729.2014.2.15908.
CAMPOS, Luiz Augusto; FELIX, Marcelle. Diversidade racial e de gênero na publicidade brasileira das últimas três décadas (1987-2017). Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, Rio de Janeiro, 17 fev. 2021. Disponível em: https://bit.ly/3sUi7fs. Acesso em: 26 ago. 2021.
COLETIVO PRETARIA. Site. Coletivo Pretaria, [S.l.], 2021. Disponível em: https://bit.ly/3KnrYQO. Acesso em: 26 ago. 2021.
EVARISTO, Conceição. Ponciá Vicêncio. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2003.
FERREIRA, Ricardo Franklin. O brasileiro, o racismo silencioso e a emancipação do afrodescendente. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 14, n. 1, p. 69-86, 2002. Disponível em: https://www.scielo.br/j/psoc/a/JHpfdP3bp6dd8Y4wrw8XbHN/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 11 mar. 2022.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 77. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2021.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. São Paulo: Global, 2003.
GOMES, Pedro Gilberto. Dos meios à midiatização: um conceito em evolução. São Leopoldo: Ed. Unisinos, 2017.
HALL, Stuart. Cultura e representação. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio, 2016.
HAN, Byung-Chul. Psicopolítica: o neoliberalismo e as novas técnicas de poder. Belo Horizonte: Âyiné, 2018.
HEINICH, Nathalie. Grand résumé de de la visibilité : excellence et singularité en régime médiatique. Paris: Éditions Gallimard, 2012.
HELLER, Agnes. O cotidiano e a história. 11. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2016.
HORKHEIMER, Max. Teoria tradicional e teoria crítica. In: BENJAMIN, Walter et al. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 125-162.
HOOKS, bell. Olhares negros: raça e representação. São Paulo: Elefante, 2019.
KELLNER, Douglas. A cultura da mídia: estudos culturais: identidade e política entre o moderno e o pós-moderno. Bauru: Edusc, 2001.
KOSIK, Karel. Dialética do concreto. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.
LORDON, Frédéric. A sociedade dos afetos: por um estruturalismo das paixões. Campinas: Papirus, 2015.
MARTINS, Jorge S. Redação publicitária: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1997.
MARTINS, Carlos Augusto de Miranda e. Racismo anunciado: o negro e a publicidade no Brasil. 2009. Dissertação (Mestrado em Ciências da Comunicação) – Departamento de Comunicação e Artes, Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
MARTINS, Carlos Augusto de Miranda e. O mercado consumidor brasileiro e o negro na publicidade. GV-executivo, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 43-45, 2015. DOI: https://doi.org/10.12660/gvexec.v14n1.2015.49190.
MARX, Karl. Contribuição à crítica da economia política. 2. ed. São Paulo: Editora Expressão Popular, 2008.
MOMBAÇA, Jota. O mundo é meu trauma. Piseagrama, Belo Horizonte, n. 11, p. 20-25, 2017.
MORAES, Dênis. Imaginário social, hegemonia cultural e comunicação. In: MORAES, Dênis. A batalha da mídia: governos progressistas e políticas de comunicação na América Latina e outros ensaios. Rio de Janeiro: Pão de Rosas, 2009.
OLIVEIRA, Jéssica; BISPO, Luane; FERRARI, Mônica. Identidade racial: práticas educacionais de reconhecimento e valorização das diferenças. Americana: Adonis, 2016.
PERUZZO, Cicilia M. Krohling. Apontamentos para epistemologia e métodos na pesquisa em Comunicação no Brasil. Comunicação e sociedade, Braga, n. 33, p. 25-40, 2018. DOI: https://doi.org/10.17231/comsoc.33(2018).2905.
RIBEIRO, Darcy. Classe, cor e preconceito. In: RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 208-227.
SCHELLER, Fernando. Mulher negra ganha espaço na publicidade: pesquisa aponta evolução, mas mostra que situação ainda está longe da ideal. Estadão, São Paulo, 18 dez. 2017. Disponível em: https://bit.ly/3tD5YuF. Acesso em: 2 fev. 2020.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. As faculdades de direito ou os eleitos da nação. In: SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil – 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p. 141-188.
SILVA, Dilma de Melo. A imagem do negro no espaço publicitário. In: BATISTA, Leandro Leonardo; LEITE, Francisco (org.). O negro nos espaços publicitários brasileiros: perspectivas contemporâneas em diálogo. São Paulo: Escola de Comunicações e Artes/USP, 2011. p. 19-24
SOUZA, Neusa Santos. Tornar-se negro: as vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1983.
THOMPSON, John. B. A mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes, 1998.
WILLIAMS, Raymond. Base e superestrutura na teoria cultural marxista. Revista USP, São Paulo, n. 66, p. 209-224, 2005.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2022 Pedro Henrique Conceição dos Santos, Ana Paula Bragaglia

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0 International License.
Authors publishing in this journal must agree to the following copyright terms:
Authors retain copyright and grant the journal Contemporanea and the Faculty of Communication of the Federal University of Bahia the right of first publication, with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 License (CC BY 4.0), which allows the sharing of the work with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal.
Authors are authorized to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the version of the work published in this journal (e.g., publishing in an institutional repository or as a book chapter), with acknowledgment of authorship and initial publication in this journal.
Authors are permitted and encouraged to post and distribute their work online (e.g., in institutional repositories or on their personal website), as this can lead to productive exchanges, as well as increase the impact and citation of the published work.