Regulação do digital no Brasil: uma análise das bases utópicas do Projeto de Lei 2630/20
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.65322Palavras-chave:
comunicação, digital, legislação, utopia, pl2630/20Resumo
No cerne dos objetivos deste artigo está compreender se o Projeto de Lei n.º 2630/2020 se estabelece como uma utopia para a comunicação digital brasileira, analisando seu potencial de contribuição para a democracia e para a distribuição informacional no país. Em vista do panorama social, cultural e econômico causado pela presença massiva do ambiente digital, e o consequente desenvolvimento de uma interface estreita entre a comunicação e as relações políticas, a proposta versa sobre liberdade, responsabilidade e transparência na internet. Refletindo sobre o projeto como uma proposta de melhorias para a comunicação digital, a análise foi realizada por meio de uma Análise de Conteúdo estruturada nos preceitos teóricos de Serra de consenso, transparência e autorregulação. Os resultados apontam que projetos como este atuam como propostas regulatórias antidistópicas contra o capital privado e o controle dos conglomerados de tecnologia, ao buscar a preservação da soberania e do Estado Democrático de Direito.
Downloads
Referências
BERARDI, Franco. Depois do Futuro. São Paulo: Ubu Editora, 2019.
BRASIL. Projeto de Lei Nº 2630, de 2020. Institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Brasília, DF: Câmara dos Deputados. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1909983. Acesso em: 24 jun. 2023.
EMPOLI, Giuliano da. Os engenheiros do caos: Como as fake news, as teorias da conspiração e os algoritmos estão sendo utilizados para disseminar ódio, medo e influenciar eleições. São Paulo: Editora Vestígio, 2019.
FIGARO, Roseli; SILVA, Ana Flávia Marques da. A comunicação como trabalho no capitalismo de plataforma: o caso das mudanças no jornalismo. In: Contracampo, v. 39, n. 1, p. 101-115, 2020.
FIGUEIREDO, Carolina Dantas de. Comunicação como utopia? Uma análise crítica da utopia da Comunicação. Líbero. São Paulo – v. 15, n. 29, p. 145-150, jun. de 2012. Disponível em: https://seer.casperlibero.edu.br/index.php/libero/article/view/315. Acesso em: 20 jun. 2023.
FONSECA JÚNIOR, Wilson Corrêa. Análise de conteúdo. In: DUARTE, Jorge; BARROS, Antonio. Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. São Paulo: Atlas, 2006. p. 192-285.
FRIAS, Eliana Sanches de. Inteligencia artificial, desinformación y populismo digital: cómo las plataformas digitales impulsan los movimientos de extrema derecha. Razón y Palabra, v. 25, n. 112, p. 12-31, 2022.
GROHMANN, Rafael. Financiarización, mediatización y datificación como síntesis sociales. In: Mediaciones de la Comunicación, v. 14, n. 2, p. 97-117, 2019.
GROHMANN, Rafael. A comunicação na circulação do capital em contexto de plataformização. Liinc em Revista, v. 16, n. 1, e5145, 2020.
HUI, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020.
KLEINA, Nilton Cesar Monastier; SAMPAIO, Rafael Cardoso. “Não sou eu quem está falando”: a retórica de autoridade em vlogs da direita brasileira no youTube sobre a vacina contra a covid-19. Revista Eco-Pós, v. 24, n. 2, p. 175-200, 2021.
MOROZOV, Evgeny. Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política. São Paulo: Ubu Editora, 2018.
SERRA, Paulo. Comunicação e utopia. Lisboa: Universidade da Beira Interior, 2006.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Antonio Hélio da Cunha Filho, Carolina Dantas de Figueiredo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores que publicam nessa revista devem concordar com os seguintes termos relativos aos Direitos Autorais:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista Contemporanea e à Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.