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			<journal-id journal-id-type="publisher-id">contemporanea</journal-id>
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				<journal-title>Contemporanea - Revista de Comunicação e Cultura</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Contemporanea</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1806-0269</issn>
			<issn pub-type="epub">1809-9386</issn>
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				<publisher-name>Universidade Federal da Bahia, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.9771/contemporanea.v24i1.65634</article-id>
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					<subject>Artigo</subject>
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				<article-title>O cinema como ferramenta educomunicativa no ensino de psicologia: uma análise de filmes premiados no Oscar</article-title>
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					<trans-title>Cinema as an educommunicative tool for teaching psychology: an analysis of Oscar-winning films</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0009-0002-0800-6426</contrib-id>
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						<surname>Ferreira</surname>
						<given-names>Ariane Corrêa</given-names>
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					<bio>
						<p><bold>ARIANE CORRÊA FERREIRA</bold> Psicóloga formada pela Universidade Franciscana, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e em Docência Universitária. Mestre em Ensino de Humanidades e Linguagens, pesquisa o uso da cinematografia como recurso metodológico no ensino de Psicologia. Professora da Universidade de Alta Floresta - MG. Atua na clínica com foco em saúde mental e cultura.</p>
					</bio>
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				<contrib contrib-type="author">
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						<surname>Carlesso</surname>
						<given-names>Janaína Pereira Pretto</given-names>
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					<bio>
						<p><bold>JANAÍNA PEREIRA PRETTO CARLESSO</bold> Psicóloga, mestre em Distúrbios da Comunicação Humana e doutora em Educação em Ciências pela UFSM. Possui formação em Terapias Cognitivo-Comportamentais e especializações na área da saúde mental e educação. É docente permanente do PPG Ensino na Saúde da UFCSPA e integrante do grupo de pesquisa IDEIA Educação em Ciências da UFSM.</p>
					</bio>
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					<contrib-id contrib-id-type="orcid">0000-0002-5405-9492</contrib-id>
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						<surname>Ghisleni</surname>
						<given-names>Taís Steffenello</given-names>
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					<bio>
						<p><bold>TAÍS STEFFENELLO GHISLENI</bold> Professora do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens e do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana, em Santa Maria, RS. Doutora em Comunicação, pesquisa educomunicação, letramento digital crítico e Inteligência Artificial aplicada ao ensino e à publicidade.</p>
					</bio>
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				<institution content-type="original"> Universidade Franciscana - UFN </institution>
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				<institution content-type="original"> Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre - UFCSPA</institution>
				<institution content-type="normalized">Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre</institution>
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			<author-notes>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>ariferreira997@gmail.com</email>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>janaina.carlesso@ufcspa.edu.br</email>
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					<label>E-mail:</label>
					<email>taisghisleni@yahoo.com.br</email>
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			</author-notes>
			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>03</day>
				<month>04</month>
				<year>2026</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<year>2026</year>
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			<volume>24</volume>
			<issue>1</issue>
			<elocation-id>65634</elocation-id>
			<history>
				<date date-type="received">
					<day>22</day>
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					<year>2025</year>
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				<date date-type="accepted">
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					<year>2025</year>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>RESUMO: </title>
				<p>O artigo explora o potencial do cinema como ferramenta educomunicativa no ensino de Psicologia e contextualiza como filmes refletem aspectos sociais e psicológicos, oferecendo oportunidades para o aprendizado. O objetivo é identificar temas psicológicos recorrentes em filmes vencedores do Oscar (2000-2024) e avaliar seu uso pedagógico. A pesquisa qualitativa utiliza análise de conteúdo para interpretar 12 filmes selecionados. Os resultados apontam representações de psicopatologias, como esquizofrenia e depressão, além de questões sociais, como racismo e desigualdade. Conclui-se que o cinema promove uma compreensão acessível e envolvente de conceitos psicológicos, enriquecendo a formação dos estudantes por meio de empatia e reflexão crítica.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>ABSTRACT:</title>
				<p>The article explores the potential of cinema as an educommunicative tool for teaching Psychology. It contextualizes how films reflect social and psychological aspects, offering opportunities for learning. The objective is to identify recurring psychological themes in Oscar-winning films (2000-2024) and evaluate their pedagogical use. The qualitative research employs content analysis to interpret 12 selected films. The results highlight representations of psychopathologies, such as schizophrenia and depression, as well as social issues like racism and inequality. It concludes that cinema fosters an accessible and engaging understanding of psychological concepts, enriching students’ education through empathy and critical reflection.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>PALAVRAS-CHAVE:</title>
				<kwd>Educomunicação</kwd>
				<kwd>psicologia</kwd>
				<kwd>cinema</kwd>
				<kwd>metodologia ativa</kwd>
				<kwd>ensino superior.</kwd>
			</kwd-group>
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				<title>KEYWORDS:</title>
				<kwd>Educommunication</kwd>
				<kwd>psychology</kwd>
				<kwd>cinema</kwd>
				<kwd>active methodology</kwd>
				<kwd>higher education.</kwd>
			</kwd-group>
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			</counts>
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	</front>
	<body>
		<sec sec-type="intro">
			<title>INTRODUÇÃO</title>
			<p>Não é uma novidade dizer que os filmes trazem para suas histórias percepções da realidade, formas de ver como a sociedade funciona e como os indivíduos dentro dela interagem entre si. O surgimento do cinema traz consigo uma luz que destaca os comportamentos e as relações sociais, dando enfoque a seus afetos e consequências, a fim de gerar uma história que entretenha espectadores por um breve período.</p>
			<p>Atualmente, a possibilidade que o cinema traz para o público é justamente esse estreitamento da visão da realidade, em que o espectador é colocado de frente para aspectos sociais que passam despercebidos no dia a dia, devido ao quão frequente eles se apresentam, mas que ganham destaque no cinema por serem partes de uma história que está sendo contada, tudo isso sem retirar o peso das atitudes e comportamentos oriundos de tais aspectos (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Silva Junior, 2016</xref>, p. 123).</p>
			<p>Aproveitando, então, essa percepção, torna-se promissor utilizar o cinema para analisar particularidades de diversos assuntos, e entre eles a Psicologia se destaca como uma possibilidade por ser parte do ser humano, por ser a forma como um indivíduo interage com os outros, com o ambiente e até consigo mesmo.</p>
			<p>Como observa <xref ref-type="bibr" rid="B18">Santaella (2008</xref>), “as comunicações e as artes estão convergindo”, ampliando o papel do cinema na formação de indivíduos e na promoção de debates sociais. Para os alunos de Psicologia, o cinema pode ser uma ferramenta eficaz na compreensão de transtornos psicológicos e comportamentos, possibilitando uma abordagem educomunicativa no processo de ensino-aprendizagem.</p>
			<p>Essa ideia não é novidade, uma vez que até mesmo Jung e Campbell, que são dois grandes estudiosos da Psicologia e criadores de teorias que são utilizadas atualmente em atendimentos psicológicos, foram usados por Hollywood para captar audiência, demonstrando a potência da identificação entre espectador e filme através da psicologia apresentada (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Quiroga-Méndez, 2022</xref>, p. 110).</p>
			<p>Consequentemente, é possível encontrar concepções psicológicas em diversos filmes mainstream e hollywoodianos, criando, assim, a possibilidade de aprender e ensinar por meio de uma mídia amplamente consumida, permitindo ao espectador e ao estudante refletir sobre conceitos psicológicos enquanto acompanha uma forma de entretenimento.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B2">Alves (2017</xref>) observa que o uso de filmes no ensino de Psicologia consegue despertar o interesse pelos temas abordados, além de incentivar a leitura de textos e o debate sobre o conteúdo assistido. Diante disso, é pertinente considerar como novas metodologias ativas e o avanço da era digital podem se integrar para ajudar os alunos do ensino superior, particularmente na área da Psicologia, a compreenderem melhor seus conteúdos e práticas, reduzindo incertezas e inseguranças diante dos desafios profissionais.</p>
			<p>Sendo assim, essa ideia se torna uma possibilidade para a criação de um formato de educomunicação, que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B20">Soares (2011</xref>) sugere, é uma prática que integra as mídias no ambiente educacional para potencializar o aprendizado, o que reforça o uso do cinema como recurso pedagógico para cursos de Psicologia. Dessa forma, a educomunicação se torna um formato-chave para uma nova forma de ensinar Psicologia, unindo cinematografia com situações que simulam a realidade com os conhecimentos necessários para se tornar um psicólogo.</p>
			<p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B20">Soares (2011</xref>), a educomunicação constitui um campo interdisciplinar que promove práticas comunicativas voltadas ao fortalecimento do diálogo, à expressão criativa e à gestão democrática da comunicação no espaço educativo. Nesse contexto, o cinema atua como recurso didático ilustrativo e como uma <bold>ferramenta educomunicativa</bold>, ou seja, um meio de mediação entre linguagens, sujeitos e saberes, capaz de integrar processos de recepção crítica, expressão e reflexão coletiva (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Citelli; Soares; Lopes, 2019</xref>). Assim, sua utilização no ensino de Psicologia ultrapassa o caráter informativo, tornando-se um instrumento de construção compartilhada de conhecimento e de sensibilização empática.</p>
			<p>No contexto do ensino de Psicologia, a ferramenta educomunicativa pode se materializar por meio de práticas de mediação, como exibições comentadas, debates orientados, criação de roteiros e análises audiovisuais colaborativas. Essas ações estimulam o protagonismo discente, a leitura crítica das representações sociais e o diálogo entre teoria e prática. Assim, o cinema ilustra conceitos psicológicos e ativa processos de comunicação educativa que favorecem a construção coletiva do conhecimento (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fantin, 2011</xref>).</p>
			<p>Tendo esse ponto de vista em mente, este trabalho objetiva identificar os temas psicológicos mais recorrentes nas narrativas cinematográficas, analisando como esses temas podem ser utilizados em contextos educacionais para facilitar a compreensão teórica e prática de conceitos psicológicos.</p>
			<p>Será investigado o potencial do cinema como ferramenta educomunicativa no ensino de Psicologia, explorando como filmes premiados com o Oscar podem ser utilizados para ilustrar temas psicológicos e sociais complexos.</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>PSICOPATOLOGIAS E QUESTÕES SOCIAIS</title>
			<p>Para que estudantes de Psicologia entendam de que forma é possível lidar com indivíduos com sofrimentos psíquicos, há duas pautas principais às quais seria importante dar a devida atenção em seus estudos: as psicopatologias com que um indivíduo pode conviver e as questões sociais que permeiam seus contextos, influenciando suas percepções de si e do mundo ao seu redor.</p>
			<p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B3">Araújo e Batista (2022</xref>), psicopatologia se refere a estudos que explicam de que forma ocorrem questões psíquicas anormais, considerando vivências, estados mentais e padrões comportamentais que se mostram de forma imediata e fora de um padrão que a Psicologia considera comum.</p>
			<p>Dessa forma, as psicopatologias estão presentes no dia a dia da população, fazendo parte de diversas experiências compartilhadas dentro do meio social e influenciando as formas com que os indivíduos interagem entre si, considerando também as questões em que seu âmbito social, devido ao seu contexto, acaba influenciando.</p>
			<p>Leva-se em consideração para a Psicologia não somente questões do indivíduo em si, mas sim o contexto social em que ele habita. O conjunto de pessoas se constrói também como um objeto de estudo, uma vez que interações sociais são primordiais para a criação de concepções sobre um indivíduo, criando assim o que podemos chamar de representação social.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B21">Vala e Castro (2013</xref>) consideram que a sociedade forma um espaço de interações sociais que criam questões, e, junto a outros autores, tentam resolver tais questões a partir de um pensamento social. São justamente essas interações que abrem espaço para a criação de teorias e percepções sobre o contato social, que dá origem a diversos estudos. Dessa forma, as narrativas cinematográficas podem refletir processos sociais, funcionando como material simbólico para análises de percepções e representações da realidade.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="methods">
			<title>METODOLOGIA</title>
			<p>A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e exploratória (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Gil, 2008</xref>), adotando a análise de conteúdo proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bardin (1977</xref>) como técnica principal. Foram incluídos filmes vencedores da categoria “Melhor Filme” do Oscar entre 2000 e 2024 que abordassem explicitamente temas sociais e psicológicos em suas narrativas. Foram excluídos os títulos cujo enredo não apresentasse elementos identificáveis de representação psicológica ou sociocultural. A análise considerou quatro dimensões cinematográficas inter-relacionadas: <bold>1) narrativa (</bold>estrutura e conflitos dramáticos); <bold>2) temática</bold> (conteúdos psicológicos e sociais predominantes); <bold>3) simbólica</bold> (metáforas e representações de subjetividade); e<bold>4) estética</bold> (recursos visuais e sonoros que contribuem para a expressão emocional). As sinopses oficiais, obtidas em bases como o IMDb<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref>, foram utilizadas como síntese representativa das obras e complementadas por descrições analíticas do corpus. Essa estratégia visa compreender as relações entre Psicologia, cinema e educomunicação como campos interdependentes na construção de sentido.</p>
			<p>Por exemplo, ao analisar <italic>A beautiful mind</italic>, foram aplicadas as quatro dimensões cinematográficas: a <bold>narrativa</bold>, ao observar o conflito central de John Nash com sua própria mente; a <bold>temática</bold>, ao identificar a representação da esquizofrenia; a <bold>simbólica</bold>, ao interpretar os delírios como metáforas da luta entre razão e emoção; e a <bold>estética</bold>, ao examinar o uso da iluminação e da trilha sonora para representar o colapso psíquico. Esse modelo de leitura foi replicado nos demais filmes, assegurando coerência entre os aspectos cinematográficos e os conceitos psicológicos discutidos.</p>
			<p>Para o estudo dos dados coletados foi utilizada a análise de conteúdo, conforme proposta por <xref ref-type="bibr" rid="B5">Bardin (1977</xref>), que envolve três etapas fundamentais: a seleção do material, a exploração do conteúdo e a interpretação dos dados. Essa metodologia foi utilizada para escolher os filmes analisados, explorar suas histórias e, por fim, interpretar suas percepções, focando em busca material para análise psicológica.</p>
			<p>Para este estudo, foram selecionados 12 filmes vencedores da categoria “Melhor Filme” do Oscar. Os critérios de seleção incluem os filmes concorrentes no período entre 2000 e 2024<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>, cujas narrativas abordam questões sociais e psicológicas em sua sinopse. São eles: 1)<italic>American beauty</italic> (<italic>Beleza americana</italic>); 2)<italic>A beautiful mind</italic> (<italic>Uma mente brilhante</italic>); 3)<italic>Million dollar baby</italic> (<italic>Million dollar baby - um sonho perdido</italic>); 4)<italic>Crash</italic> (<italic>Colisão</italic>); 5)<italic>Slumdog millionaire</italic> (<italic>Quem quer ser um milionário?</italic>); 6)<italic>12 years a slave</italic> (<italic>12 anos de escravidão</italic>); 7)<italic>Birdman or The expected virtue of ignorance</italic> (<italic>Birdman ou A inesperada virtude da ignorância</italic>); 8)<italic>Moonlight</italic>; 9)<italic>Chisaengchung</italic> (<italic>Parasita</italic>); 10)<italic>Nomadland</italic> (<italic>Nomadland: sobreviver na América</italic>); 11)<italic>Everything everywhere all at once</italic> (<italic>Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo</italic>); 12)<italic>The artist</italic> (<italic>O artista</italic>).</p>
			<p>A exploração do material buscou identificar a presença e a frequência de temas relacionados a psicopatologias e questões sociais, enquanto a interpretação dos dados articulou esses temas com conceitos da Psicologia, permitindo uma análise crítica de suas representações no cinema. A busca foi realizada por meio da plataforma Google, especificamente levando em conta o site IMDb.</p>
			<p>A abordagem educomunicativa orientou a análise, uma vez que o cinema foi entendido como mediador de aprendizagens significativas e promotor de leitura crítica da realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Fantin, 2011</xref>). Assim, a interpretação dos filmes buscou identificar conteúdos psicológicos e compreender como as narrativas cinematográficas favorecem processos de mediação comunicacional, empatia e diálogo entre estudantes e professores no contexto do ensino de Psicologia.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="results|discussion">
			<title>RESULTADOS E DISCUSSÕES</title>
			<p>Levando-se em consideração a capacidade dos filmes de serem um recurso educomunicativo para a Psicologia, abre-se um leque de possibilidades, uma vez que a cinematografia disponível para exploração ao longo da existência humana é vasta e cheia de histórias que abrangem possivelmente todos os tipos de vivências sociais, desde as mais individuais até as mais grupais. Uma vez que a vastidão não pode ser explorada em suas minúcias, recorre-se ao que a sociedade como um todo considera serem os melhores filmes, aqueles que são classificados dentro da maior premiação mundial de obras cinematográficas.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B12">Garcia e Caram (2021</xref>, p. 238-239) argumentam que a escolha de filmes para concorrerem ao Oscar parte inicialmente daqueles que mais fizeram sucesso ao longo do ano entre o público mainstream, mas a escolha final fica nas mãos de profissionais da área que são membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que podem considerar aspectos técnicos e atributos de cunho pessoal e social para a escolha do “Melhor Filme”.</p>
			<p>Sendo assim, é possível analisar um recorte da história do cinema mundial, que no caso são os filmes vencedores da categoria “Melhor Filme” do Oscar, que aponta por qual filme a sociedade mais se interessou no ano específico da sua premiação, levando em conta principalmente aspectos sociais interessantes para a Psicologia.</p>
			<p>A análise dos filmes foi orientada pela compreensão de que as narrativas cinematográficas funcionam como representações simbólicas de fenômenos psicológicos. Conforme <xref ref-type="bibr" rid="B22">Yalom (2006</xref>), os conflitos humanos (existenciais, identitários e sociais) podem ser compreendidos como expressões do inconsciente individual e coletivo. Assim, o cinema se torna um campo fértil para a leitura de conceitos psicológicos, permitindo que o estudante perceba as manifestações da psique nas relações sociais e culturais.</p>
			<p>No <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, separamos em categorias os filmes selecionados, dividindo-os em pontos que são passíveis de discussão em uma aula de Psicologia.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1:</label>
					<caption>
						<title>Filmes selecionados e os temas abordados</title>
					</caption>
					<table style="width:100%; border-collapse:collapse; border-top:1px solid black; border-bottom:1px solid black">
						<thead>
							<tr>
								<th align="center">FILME</th>
								<th align="center">ANO</th>
								<th align="center">PSICOPATOLOGIAS</th>
								<th align="center">QUESTÕES SOCIAIS</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>American beauty</bold></italic> (<italic>Beleza americana</italic>)</td>
								<td align="left">1999</td>
								<td align="left">Depressão, crises existenciais, distúrbios de personalidade</td>
								<td align="left">Crítica ao consumismo e à superficialidade da sociedade; relações familiares disfuncionais; crise de meia-idade; individualismo</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>A beautiful mind</bold></italic> (<italic>Uma mente brilhante</italic>)</td>
								<td align="left">2001</td>
								<td align="left">Esquizofrenia, delírios e alucinações</td>
								<td align="left">Estigmatização das doenças mentais; desafios enfrentados por pessoas com transtornos mentais em suas interações sociais e profissionais</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Million dollar baby</bold></italic> (<italic>Million dollar baby - um sonho perdido</italic>)</td>
								<td align="left">2004</td>
								<td align="left">Depressão, trauma, questões de identidade</td>
								<td align="left">Pobreza, desigualdade social e exploração no esporte; relações de poder e vulnerabilidade social</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Crash</bold></italic> (<italic>Colisão</italic>)</td>
								<td align="left">2004</td>
								<td align="left">Ansiedade, paranoia</td>
								<td align="left">Racismo, preconceito, desigualdade socioeconômica; desconstrução de estereótipos e análise das interações interpessoais na sociedade multicultural</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Slumdog millionaire</bold></italic> (<italic>Quem quer ser um milionário?)</italic></td>
								<td align="left">2008</td>
								<td align="left">Trauma infantil, estresse pós-traumático</td>
								<td align="left">Desigualdade extrema, pobreza, corrupção; influência da classe social sobre o destino e a vida dos indivíduos; sobrevivência em contextos desfavoráveis</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>The artist</bold></italic> (<italic>O artista</italic>)</td>
								<td align="left">2011</td>
								<td align="left">Depressão, narcisismo</td>
								<td align="left">Ascensão e queda da fama; impacto da transição tecnológica na carreira e na identidade pessoal; isolamento e adaptação a mudanças culturais e sociais</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>12 years a slave</bold></italic> (<italic>12 anos de escravidão</italic>)</td>
								<td align="left">2013</td>
								<td align="left">Trauma, estresse pós-traumático</td>
								<td align="left">Escravidão, racismo, violência; desumanização e impacto psicológico das práticas escravagistas sobre o indivíduo e a sociedade</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Birdman or The expected virtue of ignorance</bold></italic> (<italic>Birdman ou A inesperada virtude da ignorância</italic>)</td>
								<td align="left">2014</td>
								<td align="left">Narcisismo, distúrbios de personalidade, delírios</td>
								<td align="left">Crítica à fama, ao ego e à indústria do entretenimento; dilemas de identidade e insegurança no ambiente artístico</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Moonlight</bold></italic></td>
								<td align="left">2016</td>
								<td align="left">Ansiedade, depressão</td>
								<td align="left">Homofobia, racismo, dificuldades econômicas; desafios da identidade sexual e de gênero em ambientes desfavoráveis; impacto do contexto familiar e social na construção de identidade</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Chisaengchung</bold></italic> (<italic>Parasita</italic>)</td>
								<td align="left">2019</td>
								<td align="left">Ansiedade, frustração</td>
								<td align="left">Luta de classes, desigualdade social, alienação; contraste entre ricos e pobres e seus efeitos na dinâmica familiar e individual; crítica à meritocracia e à mobilidade social</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Nomadland</bold></italic> (<italic>Nomadland: sobreviver na América</italic>)</td>
								<td align="left">2020</td>
								<td align="left">Depressão, solidão</td>
								<td align="left">Desemprego, precariedade e vulnerabilidade dos trabalhadores temporários; desconexão social e busca por identidade em uma sociedade orientada pelo consumo e pela estabilidade financeira</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left"><italic><bold>Everything everywhere all at once</bold></italic> (<italic>Tudo em todo o lugar ao mesmo tempo</italic>)</td>
								<td align="left">2022</td>
								<td align="left">Transtorno de identidade dissociativa, depressão, ansiedade</td>
								<td align="left">Questões familiares, especialmente entre gerações; desafios culturais e adaptação ao multiculturalismo; individualismo e pertencimento em uma sociedade cada vez mais complexa e diversificada</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: Dados coletados a partir do corpus da pesquisa.</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Com base nos temas identificados, os filmes foram agrupados em eixos interpretativos que refletem diferentes abordagens psicológicas e sociais. Os filmes selecionados para este estudo representam um leque variado de temas sociais e psicológicos, que refletem e ampliam o entendimento das complexidades da psique humana e das dinâmicas sociais. No<xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, observamos a presença de temas recorrentes, como transtornos mentais, luta de classes, preconceitos e as dificuldades relacionadas à identidade e ao pertencimento. Esses temas, quando explorados cinematograficamente, permitem um aprofundamento dos alunos de psicologia nas várias vertentes da psique e das interações sociais.</p>
			<p>A partir das categorias temáticas identificadas no <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>, os filmes foram organizados em três eixos interpretativos, correspondentes a diferentes dimensões de análise psicológica. Essa organização permite relacionar as representações cinematográficas a conceitos teóricos específicos da psicologia, articulando-os à perspectiva educomunicativa de leitura crítica dos meios.</p>
			<p>Eixo 1 - Dimensões existenciais e psicodinâmicas</p>
			<p>Filmes como <italic>American beauty</italic> e <italic>A beautiful mind</italic> exemplificam conflitos existenciais e psíquicos que podem ser interpretados à luz da psicologia existencial e da psicanálise, respectivamente. Em <italic>American beauty</italic>, o vazio e a crise de sentido do protagonista remetem às reflexões de <xref ref-type="bibr" rid="B22">Yalom (2006</xref>) sobre autenticidade e busca de significado. Já<italic>A beautiful mind</italic> evidencia o embate entre razão e delírio, aproximando-se das discussões freudianas sobre o narcisismo e as tensões entre o eu e a realidade (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Freud, 1974</xref>). Essas narrativas permitem compreender como o cinema traduz simbolicamente dilemas subjetivos e afetivos, tornando-os acessíveis para a reflexão educacional e formativa em Psicologia.</p>
			<p>Eixo 2 - Identidade e relações sociais</p>
			<p>Obras como <italic>Moonlight</italic> e <italic>12 years a slave</italic> problematizam a construção da identidade e do pertencimento em contextos de opressão e diferença. Em <italic>Moonlight</italic>, a trajetória do protagonista ilustra o processo de construção identitária como experiência social e histórica, em diálogo com as reflexões de <xref ref-type="bibr" rid="B14">Hall (2003</xref>) sobre identidade e alteridade. O filme <italic>12 years a slave</italic>, por sua vez, expõe as marcas psíquicas da desumanização e da violência estrutural, articulando-se à psicologia social crítica, de <xref ref-type="bibr" rid="B15">Martín-Baró (1986</xref>), que compreende o sofrimento psíquico como efeito das desigualdades e das estruturas de poder. Tais leituras favorecem a compreensão do papel das relações sociais e culturais na constituição do sujeito.</p>
			<p>Eixo 3 - Trabalho, desigualdade e sofrimento contemporâneo</p>
			<p>Filmes como <italic>Nomadland</italic> e <italic>Million dollar baby</italic> abordam a precarização das relações de trabalho e o sofrimento ético diante da perda de reconhecimento. Em <italic>Nomadland</italic>, a solidão e a mobilidade constante da protagonista refletem o que <xref ref-type="bibr" rid="B9">Dejours (1992</xref>) descreve como sofrimento no trabalho, originado pela ausência de sentido e de valorização. Já<italic>Million dollar baby</italic> evidencia os efeitos da vulnerabilidade e da desigualdade sobre o equilíbrio emocional e o sentimento de pertencimento. Essas representações dialogam com as análises de <xref ref-type="bibr" rid="B4">Bauman (2001</xref>) sobre a modernidade líquida, em que a instabilidade das relações sociais e laborais se converte em fonte de insegurança e angústia.</p>
			<p>Dessa forma, os três eixos evidenciam o potencial do cinema como mediador entre teoria e prática psicológica, oferecendo recursos simbólicos para que o estudante compreenda os fenômenos humanos em suas dimensões individuais, sociais e culturais. Serão apresentadas análises exemplificativas de alguns filmes representativos de cada eixo, destacando sua relevância para o ensino de Psicologia e as possibilidades educomunicativas de uso em sala de aula.</p>
			<p>Em um primeiro momento, podemos considerar os filmes <italic>American beauty</italic> e <italic>Nomadland</italic> como exemplares que destacam pautas sociais, relacionadas à vivência em sociedade e questões ligadas às aparências e máscaras sociais. Essas questões, que permeiam a trama de ambos os filmes, evidenciam como a busca por aprovação social e relevância pode tornar-se prejudicial, desencadeando crises existenciais e transtornos que se manifestam clinicamente.</p>
			<p>Não só a psicopatologia pode se beneficiar desse estudo como também a psicologia social, uma vez que, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B16">Nascimento-Schulze e Camargo (2000</xref>), ela pode ter seu enfoque nas representações sociais, abordadas dentro de questões sócio-históricas e questões voltadas para nível estrutural, focando as dimensões cognitiva e linguística. A dimensão cognitiva refere-se aos modos de organização do pensamento social, às crenças e categorias compartilhadas pelos grupos, enquanto a dimensão linguística diz respeito às formas pelas quais essas representações são expressas e comunicadas por meio da linguagem. Dessa forma, as análises do filme podem se voltar justamente para essas dimensões, evidenciando personagens cujas ações, discursos e relações expressam tais representações no contexto narrativo.</p>
			<p><italic>American beauty</italic> traz à tona a história de Lester, que vive insatisfações profundas em relação ao consumismo de sua esposa, a rebeldia da filha e a falta de lealdade no ambiente de trabalho. Ao longo do filme, Lester passa por um processo de desconstrução de suas ideologias e padrões sociais focados no individualismo e na ascensão social (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Debatin; Souza, 2014</xref>, p. 4). Já <italic>Nomadland</italic> acompanha a trajetória de Fern, uma mulher que percorre os Estados Unidos realizando trabalhos temporários e vivendo em sua van. O filme revela um aspecto de isolamento, evidenciando as limitações das relações temporárias e a ausência de direitos trabalhistas, que caracterizam sua vida itinerante e a falta de estabilidade (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Almeida; Moratelli; Siciliano, 2022</xref>, p. 325-326).</p>
			<p>Esses tópicos podem ser abordados em psicologia social, com foco nas questões de performance social e os efeitos dos padrões sociais no sofrimento humano. Além disso, dentro da psicologia do trabalho, essas narrativas permitem uma discussão sobre direitos trabalhistas, os impactos das relações entre colaboradores e a importância do trabalho na construção de identidade e bem-estar do indivíduo.</p>
			<p>Em seguida, <italic>Slumdog millionaire</italic> e <italic>Chisaengchung</italic> trazem para o debate questões relacionadas à luta de classes e à influência das condições financeiras sobre a vida e o desenvolvimento dos indivíduos. Em <italic>Slumdog millionaire</italic>, a pobreza e as experiências traumáticas da infância moldam a perspectiva do protagonista, que participa de um jogo televisivo para mudar sua realidade. De forma semelhante, <italic>Chisaengchung</italic> explora a relação entre ricos e pobres, apresentando uma crítica à meritocracia e à desigualdade. Questões relacionadas à pobreza e à miséria, e a como essas condições impactam tanto o indivíduo quanto a sociedade, são temas de grande relevância em uma sala de aula de Psicologia, onde podem ser abordados com uma perspectiva humanizada e crítica.</p>
			<p>Outro exemplo é <italic>A beautiful mind</italic>, que retrata a esquizofrenia do matemático John Nash, oferecendo um olhar sobre os desafios enfrentados por pessoas com transtornos mentais em suas interações sociais e profissionais. Esse filme possibilita uma abordagem psicopatológica detalhada, em que conceitos como delírios e alucinações podem ser trabalhados em aula. De forma similar, <italic>Birdman or The expected virtue of ignorance</italic> explora o narcisismo e questões de identidade, criticando a fama e os dilemas do ego, especialmente no contexto da indústria do entretenimento.</p>
			<p>Por fim, obras como <italic>Moonlight</italic>, <italic>Crash</italic>, e <italic>12 years a slave</italic> abordam questões relacionadas a identidade, racismo e sofrimento psíquico causado pelo preconceito e pela discriminação. Em <italic>Moonlight</italic>, a homofobia e o racismo são questões centrais, e o filme explora como esses fatores afetam a construção da identidade sexual e de gênero em um ambiente hostil. <italic>Crash</italic> examina o preconceito racial e a desigualdade socioeconômica, desconstruindo estereótipos e revelando as interações interpessoais e tensões em uma sociedade multicultural. Já <italic>12 years a slave</italic> oferece uma perspectiva dolorosa da escravidão e das consequências psicológicas dessa prática desumana.</p>
			<p>É interessante também pontuar que questões relacionadas a gênero e sexualidade devem ser abordadas pela Psicologia, uma vez que são temáticas interdisciplinares. Sendo assim, busca-se compreender a forma como a Psicologia aborda tais temáticas no dia a dia de suas pesquisas (<xref ref-type="bibr" rid="B6">Borges et al., 2013</xref>), e o filme <italic>Moonlight</italic> pode também ser uma ferramenta para a abordagem dessas questões.</p>
			<p>A análise dos filmes vencedores do Oscar demonstra o potencial do cinema como ferramenta educomunicativa no ensino de Psicologia, proporcionando um espaço para a exploração de temas psicológicos e sociais. As narrativas cinematográficas abordam transtornos mentais, dilemas identitários e questões sociais, favorecendo uma compreensão desses temas e estimulando uma reflexão crítica sobre o impacto desencadeador de sofrimento psíquico.</p>
			<p>Ao utilizar filmes com abordagens diversificadas, os estudantes podem aprimorar suas competências em interpretar e aplicar conceitos psicológicos, além de desenvolver empatia, que é a ferramenta de trabalho do profissional da saúde mental. Os filmes, utilizados como recurso educomunicativo no contexto da sala de aula, também podem auxiliar no desenvolvimento dessas habilidades importantes para atuação em estágios e, por fim, na prática profissional.</p>
			<p>Assim, o cinema serve como um meio de entretenimento, mas também como um recurso pedagógico que aproxima o ensino da Psicologia da realidade, permitindo uma aprendizagem mais significativa e envolvente.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>CONSIDERAÇÕES FINAIS</title>
			<p>A principal contribuição deste estudo consiste em articular o campo da Psicologia ao da educomunicação, evidenciando o cinema como ferramenta mediadora capaz de promover letramento emocional e reflexão crítica nos processos de ensino-aprendizagem. A proposta de uso do cinema como ilustração teórica aliada à prática educomunicativa amplia o debate sobre metodologias ativas e mediações simbólicas na formação de futuros psicólogos.</p>
			<p>A educomunicação mediada pelo cinema se mostra uma metodologia promissora para o ensino da Psicologia. Por meio de histórias, dilemas e personagens, os estudantes podem aprender teorias e conceitos, e ao mesmo tempo podem desenvolver habilidades de interpretação e empatia essenciais para sua futura prática profissional. Os resultados indicam que o uso de filmes pode facilitar a apreensão de conceitos teóricos e práticos, promovendo uma aprendizagem mais significativa. O cinema, ao mobilizar emoções e promover identificação com os personagens, se transforma em uma prática educomunicativa capaz de integrar teoria, sensibilidade e ação pedagógica, potencializando o ensino da Psicologia por meio da reflexão crítica e da empatia.</p>
		</sec>
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			<title>REFERÊNCIAS</title>
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					<article-title>As faces do trabalho: representações sociais nas telas Trabalhadoras e Operários e no filme Nomadland</article-title>
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					<article-title>Abordagens de gênero e sexualidade na Psicologia: revendo conceitos, repensando práticas</article-title>
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				<mixed-citation>SILVA JUNIOR, Ailton Costa. A linguagem cinematográfica como instrumento interpretativo da realidade social. Sinais. Maceió, v. 2, n. 20, p. 117-132. Fev. 2016. Disponível em: <comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://periodicos.ufes.br/sinais/article/view/13357">https://periodicos.ufes.br/sinais/article/view/13357</ext-link>
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				<mixed-citation>SOARES, Ismar de Oliveira. Educomunicação: o conceito, o profissional, a aplicação Contribuições para a reforma do Ensino Médio. São Paulo: Paulinas, 2011.</mixed-citation>
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				<mixed-citation>VALA, Jorge.; CASTRO, P. Pensamento social e Representações Sociais. <italic>In</italic>: VALA, Jorge.; MONTEIRO, Maria Benedicta. (Coord.) Psicologia Social. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013. p. 569-602.</mixed-citation>
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			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>IMDb (Internet Movie Database) é um banco de dados online com informações detalhadas sobre filmes, séries de TV, atores, diretores, videogames e outros conteúdos de entretenimento. É um recurso popular para encontrar sinopses, elencos, equipes, datas de lançamento, trailers, notas e resenhas de usuários. O site é de propriedade da Amazon desde 1998.</p>
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				<label>2</label>
				<p>recorte temporal (2000-2024) foi definido para contemplar produções cinematográficas contemporâneas.</p>
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