CORPO-TRIÂNGULO-TERRITÓRIO-EDUCADOR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/rf.13.3.57173

Palavras-chave:

memória, escrevivência, arte-educação, corpografia

Resumo

Este é um relato que escava memórias e narra o encontro e a presença de meu corpo-território com a arte, sua prática e seu ensino. Aqui utilizo o conceito de identidade de Nilma Lino Gomes (2005), correlacionando com a importância de um espaço de criação de memória coletiva a partir das experiências individuais. Experimento o conceito de escritas de si de Bianca Santana (2020), como ferramenta metodológica para exemplificar a abordagem triangular proposta por Ana Mae Barbosa (1991) chegando nos caminhos que me levaram para o desenvolvimento de minha investigação de mestrado onde trago a visibilidade de como o próprio ato de me colocar enquanto pesquisadora é um dos pilares da pedagogia negra matriarcal  organizada por Azoilda Trindade (2006) e praticada pela associação de arte-educação  Ilú Obá De Min Cultura e Arte Negra.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raquel Silva Santos, Universidade Estadual Paulista Julio de mesquita Filho - UNESP

Raquel Santos é mãe, migrante carioca, artivista e educadora.
Cenógrafa, percussionista do Ilú Obá De Min e mestranda em Processos Artísticos, Experiências Educacionais e Mediação Cultural pelo Instituto de Artes da Unesp.
Em suas pesquisas investiga relações de afeto e espacialidade como agentes educadores de corpos territórios afro diaspóricos na cidade de São Paulo.

 

 

Referências

Informação verbal concedida em: Noemia Varela, uma vida, fazeres e pensares (2018) disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=uo6vmtCovFw> Acesso: 04 out. 2021.

BRITO, Bianca Maria Santana de. A escrita de si de mulheres negras: memória e resistência ao racismo. 2020. Tese (Doutorado em Cultura e Informação) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020. doi:10.11606/T.27.2020.tde-01032021-161836. Acesso em: 24/01/02022.

DE MIN, ILÚ. Curso Diálogos Negros, 2021. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=crx_9-yGUBU&list=PLGrtnXq6CNnGK-ZkOzXgdgBYQAorbf-YM> .Acesso em 24/08/2021.

FELISBERTO, Fernanda. Escrevivência como rota de escrita acadêmica. Escrevivência a escrita de nós. Reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo. Organização: Constância Lima Duarte, Isabela Rosado Nunes; 1.ª edição. Rio de Janeiro: Mina Comunicação e Arte, 2020. p 165-180.

FIGUEIREDO, Angela. Epistemologia insubmissa feminista negra decolonial. Tempo e Argumento, Florianópolis, v. 12, n. 29, e0102, jan./abr. 2020.

GOMES, Nilma Lino. Educação anti-racista: caminhos abertos pela Lei Federal no 10.639/03. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

__________________Relações Étnico-raciais, educação e Descolonização dos currículos. Currículo sem Fronteiras, v.12, n.1, pp. 98-109, Jan/Abr 2012.

KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação. Episódios de racismo Cotidiano. Tradução: Jess Oliveira. 1.ª edição. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019.

LORDE, Audre. Irmã Outsider. Tradução Stephanie Borges. 1.ª ed. Belo Horizonte: Autêntica editora, 2019.

MIRANDA, Eduardo. Corpo-território & Educação Decolonial. Proposições afro-brasileiras na invenção da docência. 1.ª edição.Salvador: EDUFBA, 2020.

ROSA, Allan da. Pedagoginga: autonomia e mocambagem. São Paulo: Pólem. 2019.

SANTOS, Raquel Silva dos. Cartas de marear: as corpografias no Ilú Obá De Min Dissertação (Mestrado em Artes) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Instituto de Artes. São Paulo, 2023. 127 f.

SEGATO, Rita Laura. Gênero e colonialidade: em busca de chaves de leitura e de um vocabulário estratégico descolonial .e-cadernos CES. Disponível em: <http://journals.openedition.org/eces/1533> Acesso: 16 jul. 2021.

TRINDADE, Azoilda. Projeto A Cor da Cultura. Caderno nº 03. Modos de Interagir: Saberes e fazeres, 2006.

Downloads

Publicado

2026-03-13

Como Citar

SANTOS, R. S. CORPO-TRIÂNGULO-TERRITÓRIO-EDUCADOR. Revista Feminismos, [S. l.], v. 13, n. 3, 2026. DOI: 10.9771/rf.13.3.57173. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/57173. Acesso em: 2 maio. 2026.