HÁ FEMINISMO SEM FEMINISTAS? MULHERES PLURAIS ELEITAS EM 2020 E O DESAFIO DAS PAUTAS FEMINISTAS NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.9771/rf.14.1.60484Palavras-chave:
Gênero. Interseccionalidade. Política. Feminismos. VereadorasResumo
Nas eleições brasileiras de 2020 batemos recorde na quantidade de mulheres negras, indígenas, travestis e transexuais eleitas, o que certamente se harmoniza com a reivindicação feminista por representatividade dos vários grupos de mulheres nos espaços de poder. O presente artigo visa investigar, no entanto, se a chegada dessas mulheres plurais às Câmaras Municipais de fato representa um potencial avanço para as pautas feministas do país. Tal investigação é conduzida a partir de enfoque qualiquantitativo, sendo os dados sobre as filiações partidárias das vereadoras negras, indígenas, travestis e transexuais eleitas em 2020 conjugados às entrevistas realizadas com parlamentares pertencentes a tais grupos de análise. Ao final, discorre-se sobre a insuficiência da luta isolada por mais diversidade no poder e sobre perspectivas neoliberais que resumem os feminismos a tal demanda.
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