CRIANÇAS, MÃES E ENSINO SUPERIOR: UMA ETNOGRAFIA DO CUIDADO NA EDUCAÇÃO DO CAMPO
DOI:
https://doi.org/10.9771/rf.14.1.71936Palavras-chave:
Pandemia, Infâncias, Maternagens, Educação do Campo, Indígenas, QuilombolasResumo
Este texto apresenta registros etnográficos realizados no período de agosto de 2021 a maio de 2022, com o intuito de conhecer narrativas de mães universitárias, na relação com seus filhos, durante a pandemia de Covid-19, em territórios indígenas e quilombolas. As vivências dessas mulheres abordam percepções sobre o cuidado, em âmbito individual e coletivo, lançando luz à temas clássicos dos estudos feministas e convidando ao diálogo com estudos sobre a infância, sobretudo sobre o cotidiano de crianças indígenas e quilombolas. Apresento suas experiências, aqui, enquanto parte das análises de uma pesquisa de pós-doutorado, que desenvolvi no Programa de Investigação Pós-Doutoral em Ciências Sociais, Infâncias e Juventudes CLACSO/RedInju, junto à Universidade de Manizales, Colômbia – pesquisa que tem como objetivo analisar o impacto da pandemia de Covid-19 no cotidiano de mães universitárias, indígenas e quilombolas, haja vista as denúncias sistemáticas de movimentos sociais sobre o descaso governamental em seus territórios neste período. Por fim, problematizo a dimensão do trabalho de cuidados na instituição e as consequências atuais que a ausência de uma política de cuidado impõe à permanência das mães da Educação do Campo, especialmente das mães indígenas e quilombolas, no campo das ciências.
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