AS PRIMEIRAS PESQUISADORAS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ: MULHERES, PROFISSIONALIZAÇÃO, CIÊNCIA (1938-1968)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/rf.14.1.72022

Palavras-chave:

profissionalização científica, mulheres, gênero, Instituto Oswaldo Cruz, prosopografia

Resumo

O artigo tem como foco as primeiras pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz objetivando compreender o perfil coletivo desse grupo representativo do rompimento com a exclusividade masculina na ciência brasileira a partir da década de 1940. Utiliza metodologia prosopográfica, cruzamento de fontes e análise contextual sobre o cenário científico, educacional e de gênero do período. As origens socioculturais concentram-se em 3 categorias: filhas de membros da intelectualidade, detentoras de capital econômico ou social e, em menor número, oriundas da classe trabalhadora. Em comum, são provenientes de famílias que valorizam a educação das moças, se beneficiaram da diversificação dos cursos superiores e de especialização de seu tempo e contaram com o recrutamento ativo de seus professores. O grupo foi motivado por transformações culturais que viabilizavam novas formas de atuação feminina no espaço público, bem como novas oportunidades que surgiam na esfera científica, que também negociava seu papel social e maiores condições de profissionalização.

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Biografia do Autor

Lia Gomes Pinto de Sousa, Pagu/Unicamp

Possui graduação em História pela Universidade Estadual de Campinas (2004), mestrado em História das Ciências e da Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz (2009) e doutorado pela mesma instituição (2023). Atualmente é bolsista de Pós-Doutorado Junior pelo INCT-Caleidoscópio: Instituto de Estudos Avançados em Iniquidades, Desigualdades e Violências de Gênero e Sexualidade e suas Múltiplas Insurgências, sediada no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu-Unicamp. 

Nara Azevedo, COC/Fiocruz

Graduação em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1979), mestrado em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1993) e doutorado em Sociologia pelo IUPERJ (2000). Na Casa de Oswaldo Cruz/ Fundação Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro, onde ingressou em 1986, é Pesquisadora titular do Departamento em História das Ciências e da Saúde, e docente do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde (PPGHCS/ Nota 6 Capes).

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Publicado

2026-05-20

Como Citar

GOMES PINTO DE SOUSA, L.; AZEVEDO, N. AS PRIMEIRAS PESQUISADORAS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ: MULHERES, PROFISSIONALIZAÇÃO, CIÊNCIA (1938-1968). Revista Feminismos, [S. l.], v. 14, n. 1, 2026. DOI: 10.9771/rf.14.1.72022. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/72022. Acesso em: 11 jun. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Mulheres na Ciência: limites e formas de enfrentamento