AS PRIMEIRAS PESQUISADORAS DO INSTITUTO OSWALDO CRUZ: MULHERES, PROFISSIONALIZAÇÃO, CIÊNCIA (1938-1968)
DOI:
https://doi.org/10.9771/rf.14.1.72022Palavras-chave:
profissionalização científica, mulheres, gênero, Instituto Oswaldo Cruz, prosopografiaResumo
O artigo tem como foco as primeiras pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz objetivando compreender o perfil coletivo desse grupo representativo do rompimento com a exclusividade masculina na ciência brasileira a partir da década de 1940. Utiliza metodologia prosopográfica, cruzamento de fontes e análise contextual sobre o cenário científico, educacional e de gênero do período. As origens socioculturais concentram-se em 3 categorias: filhas de membros da intelectualidade, detentoras de capital econômico ou social e, em menor número, oriundas da classe trabalhadora. Em comum, são provenientes de famílias que valorizam a educação das moças, se beneficiaram da diversificação dos cursos superiores e de especialização de seu tempo e contaram com o recrutamento ativo de seus professores. O grupo foi motivado por transformações culturais que viabilizavam novas formas de atuação feminina no espaço público, bem como novas oportunidades que surgiam na esfera científica, que também negociava seu papel social e maiores condições de profissionalização.
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