Cadernos de Prospecção
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit
<p>A revista publica artigos originais de estudos de Prospecções Tecnológicas de Assuntos Específicos envolvendo Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia e Inovação. O escopo da revista é a inovação tecnológica compreendendo artigos de estudos analíticos baseados em indicadores de propriedade industrial, estudos de propriedade intelectual com a dimensão tecnológica, transferência de tecnologia, inovação tecnológica e desenvolvimento tecnológico. Publica nos idiomas: português, espanhol e inglês.<br />Área do conhecimento: multidisciplinar<br />ISSN (online): 2317-0026 - Periodicidade: Trimestral</p>Universidade Federal da Bahiapt-BRCadernos de Prospecção1983-1358O autor declara que: - Todos os autores foram nomeados. - Está submetendo o manuscrito com o consentimento dos outros autores. - Caso o trabalho submetido tiver sido contratado por algum empregador, tem o consentimento do referido empregador. - Os autores estão cientes de que é condição de publicação que os manuscritos submetidos a esta revista não tenham sido publicados anteriormente e não sejam submetidos ou publicados simultaneamente em outro periódico sem prévia autorização do Conselho Editorial. - Os autores concordam que o seu artigo ou parte dele possa ser distribuído e/ou reproduzido por qualquer forma, incluindo traduções, desde que sejam citados de modo completo esta revista e os autores do manuscrito. - Revista Cadernos de Prospecção está licenciado com uma Licença Creative Commons Attribution 4.0. Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, e embora os novos trabalhos tenham de lhe atribuir o devido crédito e não possam ser usados para fins comerciais, os usuários não têm de licenciar esses trabalhos derivados sob os mesmos termos. <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license"><img style="border-width: 0;" src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este obra está licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" rel="license">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a>.Emissões de CO₂ de Edificações no Brasil: uma revisão sistemática sobre o ciclo de vida
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/60839
<p>As emissões de gases de efeito estufa pelo setor de edificações da construção civil contribuem significativamente para o aquecimento global, tornando essencial a adoção de medidas mitigadoras. Este trabalho tem como objetivo identificar os principais estudos que quantificam emissões de CO₂, ao longo do ciclo de vida das edificações, visando auxiliar na escolha das tipologias construtivas durante as fases de projeto e planejamento. A metodologia adotada foi a revisão sistemática de literatura, com um recorte temporal de 20 anos, considerando o panorama de produção científica brasileira. Foram analisados 15 estudos sobre emissões de carbono em edificações, que evidenciaram as contribuições de diferentes sistemas construtivos. O estudo mapeia as pesquisas existentes e consolida indicadores de emissões de CO₂ associados às diversas tipologias construtivas no Brasil, contribuindo para um melhor entendimento do impacto ambiental no setor.</p>Samira Gomes AlencarLuciane Cleonice DuranteLuciana Pelaes MascaroIvan Julio Apolonio Callejas
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119114515810.9771/cp.v19i1.60839Perspectivas Tecnológicas no Controle de Cupins
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61002
<p>Os cupins desempenham papéis ecológicos essenciais nos ecossistemas terrestres, mas algumas espécies são pragas significativas em ambientes urbanos agrícolas e florestais. Este trabalho investiga o estado atual das tecnologias de controle de cupins de madeira seca, com ênfase em avanços recentes aplicados à agricultura e ao manejo integrado de pragas. Por meio de uma análise de patentes na base de dados The Lens, foram identificados 186 documentos com destaque para os gêneros <em>Cryptotermes</em>, <em>Coptotermes</em> e <em>Nasutitermes</em>. A maior parte das patentes está classificada nas categorias A01N, A01P e C12N. Após a análise detalhada, 59 documentos foram selecionados, dos quais 44 abordam o controle químico, um combina o controle químico e biológico, oito tratam do controle biológico, dois do controle comportamental e quatro do controle genético.</p>Bryan Bezerra Domingos de MeloJessica dos Santos SáSheila Valéria Álvares-CarvalhoCrislaine Costa Calazans
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119115916710.9771/cp.v19i1.61002Bulding Information Modeling: identificação do estado da arte e evolução até os dias atuais
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/62898
<p>O artigo investiga o estado da arte do <em>Building Information Modeling</em> (BIM) no Brasil e no mundo por meio da busca de anterioridade. A metodologia consistiu na revisão das publicações científicas e registros de patentes, usando as bases Capes, Scopus, INPI e Espacenet. Os resultados indicam que o desenvolvimento do BIM seguiu um modelo linear de inovação, com origem acadêmica nos anos de 1970, primeiras publicações científicas em 2003 e solicitações de registros de patentes a partir de 2006. Os Estados Unidos e a China são apontados como líderes em publicações e patentes. Foi observada uma significativa colaboração internacional, com inventores e requerentes de patentes de diversos países, evidenciando um intercâmbio global na tecnologia. No Brasil, o desenvolvimento de publicações científicas é crescente, embora esteja baixo quanto às patentes. O estudo destaca a necessidade de uma abordagem integrada, que inclua inovação tecnológica e políticas públicas para a promoção eficaz do BIM na construção civil, especialmente para o setor público.</p>John Alison Ribeiro da Costa MaiaVáldeson Amaro Lima
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119116818010.9771/cp.v19i1.62898Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos: busca de anterioridade e prospecção de tecnologias de degradação
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/65338
<p>Os microplásticos (MPs) são partículas de polímeros orgânicos sintéticos com tamanho inferior a 5 mm e são encontrados em oceanos e grandes lagos, rios e lagoas. O objetivo deste trabalho foi identificar tecnologias utilizadas para a degradação de microplásticos em ambientes aquáticos. As pesquisas foram realizadas nas bases de artigos Web of Science e Scopus e na plataforma de patentes Orbit. Os resultados revelaram aspectos relacionados a métodos e tecnologias para separação, detecção, degradação e mitigação de microplásticos no meio ambiente. As tecnologias de degradação foram divididas em dois mecanismos principais: “bióticos” e “abióticos”. Entre as técnicas bióticas, destacam-se o uso de enzimas, fungos e bactérias, enquanto as abordagens abióticas incluem fotocatalisadores, termodegradação, microrrobôs, entre outras. Pode-se concluir que há diversas tecnologias para degradar os MPs, mas também existe uma preocupação com a redução da emissão dessas partículas e a sua separação do ambiente aquático.</p>Silvia Beatriz Beger UchôaLeandro Ramos DamasioLelan Queiroz SiqueiraMarlivan LeiteTadeu Barbosa de Oliveira
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119118119310.9771/cp.v19i1.65338Raspagem de Dados no INPI: um recurso para a análise de informações de patentes
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/64393
<p>A recuperação manual de grandes volumes de informações representa desafios consideráveis em termos de tempo e precisão, aumentando o risco de falhas. Nesse contexto, técnicas automatizadas como a raspagem de dados surgem como alternativas eficientes de apoio à prospecção tecnológica, permitindo a extração precisa e rápida de informações em bases de dados <em>on-line</em> de acesso aberto. Este estudo, que é recorte de pesquisa de mestrado profissional, apresenta uma metodologia construída por meio da técnica de raspagem de dados desenvolvida em linguagem de programação <em>Python</em>, aplicada ao portal de busca de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com apoio do <em>Power BI</em> institucional. O método aplicado demonstrou sua eficácia ao organizar e estruturar um grande volume de dados de patentes, proporcionando uma base sólida para futuras pesquisas em prospecção tecnológica. A técnica mostrou-se especialmente relevante para estudos patentométricos, acelerando a recuperação de informações para análises em áreas emergentes e de importância global.</p>Ricardo Pimentel NogueiraAntonio Roberto Giriboni Monteiro
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119119420410.9771/cp.v19i1.64393Estudo Prospectivo sobre Filmes com Óleos Essenciais para Alimentos
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/66006
<p>Os filmes com óleos essenciais para alimentos representam uma solução inovadora para aumentar a vida útil, melhorar a qualidade e reduzir o impacto ambiental. Este trabalho teve como objetivo investigar a utilização desses filmes por meio de uma prospecção de patentes. Foram utilizados os termos "óleo* essencial*" associados aos códigos A23P20/10 e C08J5/18. O primeiro depósito de patentes ocorreu em 2012, com crescimento constante até 2023. A maioria das patentes está relacionada ao código C08J5/18. A China é o país com mais registros (93%). As universidades lideram os depósitos (69%), e os documentos são, predominantemente, de autoria de pessoas físicas. Os filmes são destinados principalmente a alimentos em geral (84%) e frutas (54%), utilizando matrizes compostas e simples, como amido, quitosana e colágeno de peixe. Não foram encontradas patentes relacionadas ao tema no Brasil, o que indica um alto potencial para inovação e desenvolvimento tecnológico no país.</p>Itala Suzana Oliveira SilvaDaniel TeraoJorge Herman BehrensAline Camarão Telles Biasoto
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119120521710.9771/cp.v19i1.66006Prospecção de Tecnologias Usada na Detecção de Metais e Metaloides em Águas Subterrâneas
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/67461
<p>As águas subterrâneas são uma fonte essencial de água doce para irrigação, abastecimento e outros usos. A escassez hídrica afeta cerca de 4 bilhões de pessoas no mundo, aumentando a necessidade de métodos práticos para identificar e tratar contaminantes. Este trabalho tem como objetivo fazer mapeamento sobre técnicas de detecção e remediação de contaminantes presentes em águas subterrâneas. O estudo mostra o posicionamento da tecnologia no mercado e suas possíveis melhorias para otimização e redução de custos. Foram analisados 105 documentos de patentes (Espacenet) e 91 artigos (Scopus), utilizando combinações de palavras-chave e códigos IPC. Observou-se um crescente interesse em soluções voltadas para a preservação da qualidade da água. Os resultados mostram a predominância da China (56 patentes) e dos Estados Unidos (18 patentes) na produção tecnológica sobre monitoramento de aquíferos. Os documentos reforçam a importância de investimento em inovação ambiental e apresentam uma visão estratégica do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.</p>Walace Daniel de Almeida SantosThalita Valesca Santana Freitas OliveiraIvanice Ferreira dos SantosHumbervânia Reis Gonçalves Vicente
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119121822810.9771/cp.v19i1.67461Estudo Prospectivo de Softwares de Gestão de Ativos de Tecnologia da Informação
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/67377
<p> A gestão de ativos de Tecnologia da Informação alinha pessoas, processos e recursos aos objetivos organizacionais, controlando eficientemente <em>hardware</em>, <em>software</em> e redes para garantir segurança, inovação e otimização. Este estudo prospectou e analisou <em>softwares</em> que aprimoram essa gestão em organizações. A metodologia envolveu prospecção científica e tecnológica em bases como Scopus, Periódicos Capes, Google Acadêmico, INPI e SPB, com critérios de seleção por período, idioma e relevância, seguida de análises quantitativa e qualitativa para detectar padrões, tendências e lacunas na literatura. Resultados indicam escassez de produção acadêmica sobre <em>softwares</em> em gestão de ativos de TI, mas ferramentas como Zabbix, GLPI, OCS Inventory e Citsmart ITSM Community destacam-se por flexibilidade, segurança e otimização. A bibliometria na Scopus revela crescimento de publicações desde 2020, focando na computação em nuvem, Inteligência Artificial e gestão de riscos. Colaborações entre pesquisadores fomentam inovações, promovendo práticas sustentáveis e estratégicas na gestão de ativos tecnológicos.</p>Marcos José Chagas SouzaMiriam Cleide Cavalcante de AmorimCristiane Xavier Galhardo
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119122924310.9771/cp.v19i1.67377Ficha Técnica
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/70147
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191Editorial
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/66293
<p>Abrimos 2026 com uma edição que, para mim, tem um sabor especial: ela mostra, com números concretos e com muita diversidade de vozes, como a prospecção vem se firmando como um campo maduro e, ao mesmo tempo, inquieto. E ainda bem que é assim. Prospecção que se acomoda vira rotina; e rotina, a gente sabe, não combina com ciência que quer antecipar tendências, orientar decisões e reduzir incertezas.</p> <p>Este número reúne 22 artigos, assinados por 72 autores, vinculados a 19 instituições, distribuídas por 11 estados e representando as cinco regiões do país. Eu paro um instante nesses números, porque eles não são enfeites: eles apontam para uma comunidade que está se espalhando, se conectando e, principalmente, se permitindo olhar o Brasil real como matéria-prima de análise. E isso, para uma revista de prospecção, tem peso. Porque esses números dizem mais do que parecem dizer. Eles falam de capilaridade, de redes que se expandem, de grupos que dialogam entre si mesmo quando estão distantes geograficamente. E falam também, de maneira muito direta, de um país que produz conhecimento aplicado e crítico, a partir de realidades diferentes, com desafios diversos e com prioridades que nem sempre cabem num único enquadramento.</p> <p>Há alguns anos, quando se falava em prospecção, era comum associar o tema a exercícios pontuais, quase sempre concentrados em poucos centros. Hoje, o cenário é outro. O que vemos aqui é a prospecção atravessando áreas, metodologias e contextos institucionais. Em outras palavras: ela deixou de ser uma “ferramenta de nicho” para se tornar um modo de pensar. Um modo de fazer perguntas melhores. Um modo de reconhecer limites, e, ao mesmo tempo, abrir espaço para escolhas mais informadas.</p> <p>E é aí que esta edição se torna particularmente relevante. Estamos vivendo um tempo em que a velocidade das mudanças pode nos dar a falsa impressão de que tudo é urgente e que qualquer previsão serve. Mas prospecção séria não é adivinhação, nem truque retórico. É trabalho cuidadoso: escolher evidências, confrontar hipóteses, explicitar premissas, reconhecer vieses, e, ponto crucial, admitir incertezas sem transformar isso em paralisia. Parece simples escrito assim, mas quem faz sabe quanto exige.</p> <p>O conteúdo do número acompanha essa perspectiva. Há um bloco forte voltado para o funcionamento das instituições e o que acontece “por dentro” da inovação, em que o desafio nem sempre é ter a tecnologia, mas conseguir fazê-la circular, virar prática, se transformar em rotina boa. É o caso de “Gestão do Conhecimento no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região”, que nos puxa para a dimensão organizacional e pública da gestão do conhecimento. O artigo “Oferta Tecnológica nas Universidades – um Olhar sobre as Políticas de Inovação das Instituições Públicas Federais” toca num ponto sensível e atual: como as universidades se organizam para transformar capacidade científica em oferta tecnológica consistente. Na mesma conversa, “Desafios na Gestão de Marcas de Instituições Públicas de Ensino Superior: o caso da Universidade De Brasília” nos lembra que reputação, identidade e marca não são “cosmética institucional”, são ativos estratégicos, e, quando mal geridos, viram ruído que custa caro.</p> <p>Ainda nesse eixo em que inovação encontra governança, entram discussões que atravessam lei, direito e segurança. “Os Efeitos da Lei da Biodiversidade na Universidade Federal de Sergipe no Período de 2017 a 2022” é um exemplo direto de como marcos regulatórios mudam rotinas, decisões e caminhos de pesquisa dentro das instituições. E, em outra chave, “Herança Digital – Análise dos Desafios na Transmissão de Ativos Digitais no Direito Sucessório Brasileiro” amplia a agenda: o que acontece quando patrimônio vira dado, conta, <em>token</em>, acesso, e o direito precisa correr atrás para não deixar lacunas justamente onde a vida já mudou.</p> <p>Gosto especialmente de como esta edição também traz a prospecção “com as mãos na massa”, literalmente. O artigo “Avaliação do Potencial Tecnológico Alimentício do <em>Cocos nucifera</em> L. como Adjunto na Produção de Cerveja Artesanal” mostra essa ponte entre ingrediente, processo e oportunidade tecnológica, sem perder a perspectiva de aplicação. E, do lado da bioeconomia com cara de território, “Dimensionamento da Produção de Geleias: uma estratégia de bioeconomia na Amazônia” conversa com desafios concretos de escala, organização produtiva e valor agregado. Na mesma direção, mas com uma pegada industrial e de processo, “Desenvolvimento Tecnológico para a Produção de Etanol e de Ácido Acético com Integração de Culturas em um Único Processo Fermentativo: um processo inovador” reforça como inovação também é engenharia de integração, e não apenas “uma novidade” isolada.</p> <p>A agenda contemporânea aparece com força quando o número entra naquilo que está na fronteira entre sustentabilidade, tecnologia e decisão. “Desenvolvimento Tecnológico no Setor de Seguros: uma análise à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU” é um bom lembrete de que transição sustentável não acontece apenas no laboratório: surge também no desenho de produtos, na avaliação de risco, nos incentivos. E, do lado ambiental mais direto, “Emissões de CO₂ de Edificações no Brasil: uma revisão sistemática sobre o ciclo de vida” aponta para uma discussão que amadureceu e já não aceita respostas superficiais: impacto precisa ser medido do começo ao fim.</p> <p>Os artigos sobre prospecção tecnológica aplicada também têm um ritmo próprio nesta edição, e considero isso ótimo, porque é onde o campo mostra método e utilidade ao mesmo tempo. “Perspectivas Tecnológicas no Controle de Cupins” coloca em foco um problema persistente, desses que atravessam setores e regiões, e pede soluções com base em evidências e em evolução tecnológica. “<em>Bulding Information Modeling</em>: identificação do estado da arte e evolução até os dias atuais” traz a trilha do BIM com a clareza de quem sabe que tendências não se decretam: elas se constroem, etapa por etapa, com adoção, barreiras e aprendizado. E, olhando para dentro do próprio ecossistema de propriedade intelectual, “Raspagem de Dados no INPI: um recurso para a análise de informações de patentes” toca num ponto prático que faz diferença: acesso a dados e capacidade de análise são parte do jogo e, muitas vezes, definem quem consegue enxergar primeiro.</p> <p>Na interface entre alimento, materiais e tecnologias emergentes, aparecem duas contribuições que conversam com inovação de produto e também com requisitos de segurança e mercado: “Estudo prospectivo sobre filmes com óleos essenciais para alimentos” e “Prospecção de Tecnologias Usada na Determinação de Metais e Metaloides em Águas Subterrâneas”. E, quando a pauta é urgente e global – mas com impactos locais muito concretos, “Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos: busca de anterioridade e prospecção de tecnologias de degradação” nos alerta para o que precisa ser enfrentado com seriedade: mapear o que existe, o que funciona, o que é promessa, e onde ainda estamos devendo resposta.</p> <p>Fechando o arco institucional, tecnológico e de mercado, entram discussões sobre sistemas de inovação, empreendedorismo e gestão que ajudam a não romantizar o caminho. “Uma Análise de Inovação de Pós-Incubação: um estudo comparativo no Centro de Desenvolvimento Empresarial de Incubação (CIDE)” vai direto a um ponto que costuma ficar fora do holofote: o que acontece depois da incubação, quando o desafio muda de nome e o apoio precisa ser outro? “A Importância da Mentalidade Empreendedora e da Bricolagem para o Empreendedorismo” lembra que estratégia também é capacidade de fazer com o que se tem, mas sem transformar isso em desculpa para improviso eterno. E “Estudo Prospectivo de <em>Softwares</em> de Gestão de Ativos de Tecnologia da Informação” traz a pauta da governança tecnológica para o centro, local em que ela deveria estar há muito tempo.</p> <p>E há ainda um recorte que me alegra ver ganhar corpo: o da Indicação Geográfica, com território, cultura e economia andando juntos, mas sem ingenuidade. “Análise de Viabilidade do Registro de Indicação Geográfica para a Farinha da Comunidade Nossa Senhora do Rosário do Lago do Máximo – Parintins, AM” traz um caso concreto, com chão, história e potencial. E “Indicação Geográfica: uma prospecção sobre gestão em IG” amplia o foco para a pergunta que decide o futuro de muitas IGs: como gerir bem, sustentar qualidade, coordenar atores e proteger valor.</p> <p>No fim, o que este número nos oferece não é “um tema único”, é algo mais interessante: um mosaico consistente sobre como o país pensa inovação, regula, mede impacto, organiza instituições, protege ativos e tenta, com todas as dificuldades do caminho, transformar conhecimento em decisão melhor.</p> <p>Como revista, nosso compromisso é exatamente com essa combinação que nem sempre é fácil de equilibrar: rigor e utilidade. Rigor na forma de construir o argumento, na transparência do método, na coerência entre dados e nas conclusões. Utilidade no sentido mais nobre da palavra: produzir conhecimento que ajude comunidades acadêmicas, gestores, profissionais e formuladores de políticas a enxergarem melhor o que está se formando no horizonte para que possam tomar decisões com mais responsabilidade.</p> <p>Também vale dizer algo que, às vezes, fica escondido nos bastidores: cada artigo que chega até aqui passa por um percurso intenso de avaliação, revisão e refinamento. Não é um caminho “burocrático”; é um processo de lapidação. E, honestamente, é um processo coletivo. Autores, pareceristas e equipe editorial fazem parte da mesma engrenagem, que só funciona quando há seriedade, respeito e disposição para melhorar o texto, a análise e a contribuição.</p> <p>Eu faço questão de agradecer a quem submeteu seus trabalhos e confiou na Revista <em>Cadernos de Prospecção</em> como espaço de circulação científica. Agradeço também aos pareceristas, que doaram tempo e atenção para ler com cuidado, apontar fragilidades, sugerir caminhos e, muitas vezes, fortalecer o argumento de forma decisiva. Quem já avaliou um manuscrito sabe: é um trabalho silencioso, exigente e absolutamente central para a qualidade do que publicamos.</p> <p>Ao leitor, deixo um convite simples: leia esta edição sem pressa e com curiosidade. A prospecção, quando bem-feita, tem esse efeito interessante, ela nos obriga a olhar para além do tema imediato do artigo e a pensar nas implicações. O que isso muda no modo como uma instituição planeja? O que isso sugere para uma política pública? O que isso sinaliza para um setor produtivo, para um ecossistema de inovação, para uma agenda de pesquisa? Às vezes, a melhor contribuição de um texto não é apenas a resposta que ele oferece, mas a pergunta nova que ele provoca.</p> <p>Começamos o ano, portanto, com uma edição que é, ao mesmo tempo, retrato e movimento: retrato do que já conseguimos consolidar como campo e como comunidade; movimento na direção de análises mais robustas, conectadas e mais conscientes do impacto que podem gerar.</p> <p>Que o volume 19, número 1, seja apreciado conforme sua relevância: como uma boa conversa entre quem pesquisa, quem decide e quem se importa com o futuro, não um futuro abstrato, mas aquele que vai sendo construído, devagar e todos os dias, nas escolhas que fazemos agora.</p> <p>Boa leitura!</p> <p><strong><a href="https://www.escavador.com/sobre/2027331/andrea-viviana-waichman">Andrea Viviana Waichman</a></strong></p> <p>Professora da Universidade Federal do Amazonas</p>Andrea Viviana Waichman
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-011911310.9771/cp.v19i1.66293Gestão do Conhecimento no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61204
<p> A Gestão do Conhecimento (GC) consiste no processo de identificar, criar, compartilhar e aplicar o conhecimento dentro das organizações, promovendo ambientes que motivem e capacitem os servidores a utilizar informações de forma estratégica, com foco na melhoria do desempenho organizacional e individual. Este estudo aborda como aprimorar a gestão do conhecimento na administração pública, com foco no Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14). O objetivo foi diagnosticar a GC no TRT14, identificar fatores críticos de sucesso e propor um plano de intervenção. Com metodologia de campo descritiva e abordagem quali-quantitativa, os resultados indicaram que o TRT14 se encontra no nível "Refinamento" da gestão do conhecimento, o que evidencia avanços, mas também oportunidades para melhorias em práticas de inovação e proteção de ativos intelectuais institucionais.</p>Dávisson Lucas Vieira AfonsoIluska Lobo BragaAndré Luís Faria Duarte
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119141410.9771/cp.v19i1.61204Desenvolvimento Tecnológico no Setor de Seguros: uma análise à luz dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/60891
<p>A sustentabilidade nas práticas do setor de seguros se tornou uma demanda indispensável após a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) pela ONU em 2015. Este artigo teve como objetivo analisar o desenvolvimento tecnológico no setor de seguros sob a perspectiva dos ODS, identificando tendências e oportunidades que promovam práticas sustentáveis. Metodologicamente, trata-se de uma revisão sistemática da literatura, utilizando artigos científicos obtidos na base Scopus e tratados por meio do <em>software</em> Biblioshiny, resultando na análise de 331 artigos, 36 <em>reviews</em> e 2.055 palavras-chave, com destaque para economia ambiental, assistência médica, mudanças climáticas e finanças verdes. A prospecção tecnológica foi realizada na base de patentes do Escritório Europeu de Patentes, via Orbit®, abrangendo 58.861 patentes. Os resultados indicam um crescente interesse em seguros sustentáveis e no potencial das tecnologias emergentes para o setor. Conclui-se que a colaboração internacional e o investimento em P&D são essenciais para enfrentar desafios e promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo no setor de seguros.</p>Matheus Almeida CazéCristina M. Quintella
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191152610.9771/cp.v19i1.60891Avaliação do Potencial Tecnológico Alimentício do Cocos nucifera L como Adjunto na Produção de Cerveja Artesanal
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/62825
<p>O setor cervejeiro é um dos mais tradicionais e importantes do país, representando 1,6% do PIB. Nos últimos anos, observa-se um crescimento do número de cervejarias. O Brasil ocupa a terceira posição mundial na produção de cerveja. O objetivo deste artigo foi avaliar o potencial tecnológico alimentício do uso da espécie <em>C. nucifera</em> L como adjunto na produção de cerveja artesanal. Na pesquisa de informação tecnológica (2003 e 2023), foi utilizado o Orbit Intelligence como base de dados. Foram produzidos mostos cervejeiros de 9,25 °P (10PC) e 11,25 °P (13PC), contendo o adjunto especial; e 9,75 °P (10P) e 13,5 °P (13P), contendo apenas malte de cevada. A utilização do adjunto especial atribuiu características singulares na incorporação de minerais às cervejas produzidas, sendo os macronutrientes (K, Na e Mg) os de maior contribuição da polpa de coco verde (p<0,05). Empregando Análise de Componentes Principais e Análise Hierárquica de Dados, foi possível identificar a formação de grupos por similaridade da composição mineral das formulações 10P e 10PC, assim como 13P e 13PC.</p>Nícolas José Piler dos SantosWagna Piler Carvalho dos SantosLuis Filipe Freitas da Silva de JesusFábio Santos de Oliveira
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191273810.9771/cp.v19i1.62825Os Efeitos da Lei da Biodiversidade na Universidade Federal de Sergipe no Período de 2017 a 2022
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/60762
<p>O estudo analisa o impacto da Lei da Biodiversidade (Lei n. 13.123/2015) na pesquisa e inovação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), entre 2017 e 2022, focando no acesso ao Patrimônio Genético (PG), patentes e atividades cadastradas no SisGen. A metodologia combinou análises quantitativas e qualitativas de dados extraídos do SisGen, Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e outras fontes, destacando o número de pesquisas e de patentes. Os resultados mostram que o sistema SisGen, implantado em 2017, facilitou o registro de atividades científicas, alterando a burocracia anterior. Contudo, houve redução significativa no número de pesquisas e patentes relacionadas ao PG durante a pandemia de Covid-19, devido a flexibilizações temporárias nas disposições legais. Apenas 20 pesquisas cadastradas no SisGen apresentavam requisitos de propriedade intelectual, com poucas originadas na Universidade. A pesquisa evidencia uma adaptação lenta à nova legislação e a necessidade de maior capacitação para a proteção dos resultados das pesquisas que utilizam o patrimônio genético.</p>Laíse Santos IzaiasAntônio Martins de Oliveira Júnior
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191395010.9771/cp.v19i1.60762Uma Análise de Inovação de Pós-Incubação: um estudo comparativo no Centro de Desenvolvimento Empresarial de Incubação (CIDE)
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61216
<p>As empresas têm passado por transformações tecnológicas e, para se manterem competitivas, precisam adotar estratégias de mercado eficazes. A ideia de incubadora de empresas surgiu da necessidade de fortalecer empreendimento inovadores. O estudo analisa o desempenho de dois grupos de empresas: as graduadas e as não graduadas pelo CIDE, entre os anos de 2000 e 2020. Foram avaliadas as seguintes variáveis: lucratividade, inovação dos produtos, mão de obra e atratividade dos produtos. A metodologia utilizada foi a pesquisa descritiva e exploratória, na qual foi elaborado um questionário e aplicadas entrevistas com os gestores das empresas. Para a seleção das empresas participantes, o critério adotado foi o de empresas pós-graduadas na incubadora do Centro de Desenvolvimento Empresarial (CIDE) no setor de biocosméticos, com tempo de operação superior a quatro anos, totalizando uma amostra de 20 empresas. Os resultados indicam que as empresas graduadas apresentam desempenho satisfatório em diversos indicadores, como formação acadêmica, capacidade gerencial e experiência profissional, quando comparadas às empresas que não participaram da incubação. Percebeu-se que elas enfrentam mais dificuldades em áreas como financiamento, participação em eventos e qualificação acadêmica.</p>Hyrmir Alexandre Sousa Fabiana Lucena de Oliveira
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191516210.9771/cp.v19i1.61216Dimensionamento da Produção de Geleias a partir de Frutas Amazônicas: estratégias de bioeconomia e inovação sustentável
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/63467
<p>Este estudo teve por objetivo contribuir para o avanço no entendimento do processo de produção de geleias a partir de frutas nativas da Amazônia, como cupuaçu, açaí, araçá-boi e buriti, com foco em estratégias inovadoras de bioeconomia e valorização sustentável. Foram ajustadas as formulações e dimensionado o processo produtivo, resultando em geleias tipo extra com teor de sólidos solúveis de 67 ºBrix. Após a produção, as geleias foram submetidas a análises físico-químicos, como sólidos solúveis, pH e acidez, bem como características tecnológicas, como firmeza e rendimento. A análise energética destacou maior consumo para a geleia de cupuaçu (962,31 kJ), enquanto as demais variaram entre 267,50 kJ e 498,55 kJ. A firmeza foi ajustada com pectina, em concentrações ideais para cada fruta, assegurando a textura desejada. Este trabalho não apenas contribuiu para a padronização, mas também para agregar valor aos produtos regionais e aprimorar sua viabilidade comercial.</p>Jhemerson Clistemis de Mendonça SouzaReylane de Lima Manil MendonçaGenildo Cavalcante Ferreira-JúniorJefferson Henrique Tiago Barros
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191637310.9771/cp.v19i1.63467Produção Inovadora de Etanol e de Ácido Acético a partir de Permeado de Soro de Queijo por Fermentação Sequencial Integrada
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/63065
<p>A matéria-prima secundária do permeado de soro de queijo é rica em lactose e sais minerais. Embora tenha aplicações comerciais restritas, destaca-se pelo elevado potencial como substrato biotecnológico de baixo custo. Este estudo propôs e avaliou um processo inovador de fermentação sequencial, utilizando a levedura <em>Kluyveromyces marxianus</em> e a bactéria acética <em>Acetobacter aceti</em> para produção integrada de etanol e de ácido acético em um único sistema fermentativo. Experimentos foram realizados com diferentes temperaturas (26, 29, 32, 35 e 37 °C) e condições controladas de oxigênio. Os resultados mais promissores foram obtidos a 35 °C e 37 °C, com produção de 5,96 g L⁻¹ e 4,63 g L⁻¹ de etanol e de 0,28 g 100 mL⁻¹ e 0,38 g 100 mL⁻¹ de ácido acético, respectivamente. A inovação tecnológica demonstrou viabilidade para a produção integrada de ambos os compostos, destacando o potencial de valorização do permeado de soro de queijo. Estudos futuros devem focar no aprimoramento do processo para otimizar a produção e ampliar sua aplicabilidade em larga escala.</p>Keiti Lopes MaestreJuliana Cristina ChiamentiEdson Antonio da SilvaMônica Lady Fiorese
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191748310.9771/cp.v19i1.63065A Importância da Mentalidade Empreendedora e da Bricolagem para o Empreendedorismo
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61132
<p>Empreendedores destacam-se pela capacidade de inovar e de transformar desafios em oportunidades. A mentalidade empreendedora, marcada pela criatividade e resiliência, é essencial para identificar oportunidades, sobretudo em cenários adversos. A bricolagem permite otimizar recursos disponíveis, como conhecimento, materiais e redes de contato, favorecendo a adaptação e a criação de soluções criativas. Essa prática é especialmente relevante para <em>startups</em>, que atuam em contextos de incerteza e com recursos limitados, mas com alto potencial de crescimento, escalabilidade e lucratividade. Com abordagem exploratória e descritiva, baseada em revisão bibliográfica e na análise da trajetória inicial de unicórnios brasileiros como Gympass, iFood e QuintoAndar, o estudo evidencia o papel da mentalidade empreendedora e da bricolagem no sucesso desses empreendimentos. Os resultados indicam que a bricolagem, ao estimular soluções criativas e flexíveis, fortalece a sustentabilidade e o crescimento dos negócios, consolidando bases sólidas para o avanço do empreendedorismo no país.</p>Winder Jane Moreira SilvaUdson Moreira FonsecaRaimundo Corrêa de OliveiraAllan Jonathan Menezes de Oliveira
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-01191849810.9771/cp.v19i1.61132Oferta Tecnológica nas Universidades – um Olhar sobre as Políticas de Inovação das Instituições Públicas Federais
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61113
<p>A pesquisa cientifica é a base para o desenvolvimento de novas tecnologias, resultando em ativos de propriedade intelectual. No caso das Universidades Federais, estas vêm transcendendo seu papel de instituição de ensino para além da educação e pesquisa, alcançando o mercado por meio da transferência de tecnologia. Diante da necessidade legal das ICTs Públicas elaborarem políticas de inovação com diretrizes para a oferta tecnológica, este estudo analisou 54 políticas de inovação das Universidades Federais, objetivando identificar quais delas atenderam ao comando legal. Das políticas analisadas, 35 dispõem de previsão dessa modalidade, contudo, apenas oito apresentam regramentos específicos, agregando dois ou mais critérios para além dos previstos na lei. Os dados analisados permitiram concluir que o cenário atual aponta para a necessidade de as Universidades Federais se adequarem às leis, trazendo em suas políticas de inovação critérios adicionais para o procedimento de transferência de tecnologia pela modalidade de oferta tecnológica.</p>Felipe Schauffert Ávila da SilvaBárbara Giacomazzo de CarvalhoDanisson Luiz dos Santos ReisRonaldo David Viana Barbosa
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-011919911110.9771/cp.v19i1.61113Desafios na Gestão de Marcas de Instituições Públicas de Ensino Superior: o caso da Universidade de Brasília
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/63535
<p>A administração pública enfrenta grandes desafios na gestão da propriedade intelectual de marcas pertencentes a instituições governamentais. Este artigo teve como objetivo identificar os principais obstáculos no processo de gestão da marca de Universidades Públicas de Ensino Superior, com foco na marca da Universidade de Brasília (UnB). A pesquisa explora alternativas para viabilização da gestão comercial de produtos institucionais, com a marca UnB, visando a valorização desse ativo, em consonância com os princípios da Lei de Inovação Tecnológica (Lei n. 10.973/2004). A metodologia aplicada é de caráter exploratório, utilizando o estudo de caso como abordagem central. A coleta de dados incluiu entrevistas estruturadas, análise de iniciativas de outras Instituições de Ensino Superior (IES) e aplicação de questionários à comunidade acadêmica. Identificou-se a importância da sistematização de ações em torno da gestão do uso comercial da Marca UnB como estratégia de inovação. Os dados coletados permitiram constatar que o caminho mais efetivo para a gestão de marcas de universidades públicas é o licenciamento, via contrato de transferência de tecnologia, associado às atividades de ensino, pesquisa e extensão.</p>Virgínia Maria Soares de AlmeidaTânia Cristina da Silva Cruz
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119111212410.9771/cp.v19i1.63535Herança Digital: análise dos desafios na transmissão de ativos digitais no direito sucessório brasileiro
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/64350
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 6.0pt 0cm;"><a name="_Hlk182212059"></a>O avanço tecnológico e a digitalização de aspectos cotidianos introduziram novos desafios ao direito sucessório, incluindo o instituto da herança digital. Esta pesquisa tem como objetivo investigar as divergências doutrinárias sobre a transmissibilidade dos ativos digitais no direito sucessório brasileiro, bem como analisar os projetos de lei em tramitação, a jurisprudência vigente, os termos de uso das principais plataformas digitais e os estudos de caso selecionados. A metodologia inclui uma análise documental dos textos legais e regulamentares, acompanhada de um levantamento dos entendimentos doutrinários e jurisprudenciais sobre o tema. Como resultado, identifica-se a ausência de regulamentação específica e a necessidade de um debate que envolva doutrinadores, legisladores e usuários das plataformas digitais. A pesquisa conclui que diretrizes mais justas para a transmissão de bens digitais devem considerar o desconhecimento dos usuários sobre o planejamento sucessório digital, propondo, assim, uma legislação inclusiva e adequada aos desafios contemporâneos.</p>Camille Machado AraujoRogério de Andrade Filgueiras
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119112513410.9771/cp.v19i1.64350Fortalecendo o Sistema de Inovação da UESC: uma proposta baseada no programa de mapeamento de empresas-filhas da Unicamp
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61111
<p>As universidades têm desempenhado papel essencial na produção de conhecimento e formação de profissionais, além de se consolidarem como agentes de inovação e desenvolvimento socioeconômico. Um reflexo desse impacto é o surgimento das empresas-filhas, iniciativas empreendedoras originadas no meio acadêmico. Este estudo analisou o modelo de empresas-filhas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e sua adaptação à Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), como ferramenta de gestão da política de inovação. A pesquisa, de abordagem qualitativa e baseada em dados secundários, envolveu levantamento bibliográfico e análise documental de relatórios, <em>sites</em> e formulários institucionais. Os resultados indicam que o modelo da Unicamp é adaptável à UESC, considerando suas especificidades, e pode fortalecer políticas de inovação e empreendedorismo, ressaltando a importância da cooperação universidade-empresa no desenvolvimento regional.</p>Luanne Vieira de Brito e SilvaGesil Sampaio Amarante Segundo
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119113514410.9771/cp.v19i1.61111Indicação Geográfica: uma prospecção sobre gestão em IG
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/61077
<p>O objetivo desta pesquisa foi realizar uma prospecção de possíveis produtos existentes relacionados à gestão de Indicações Geográficas pós-concessão do registro. A busca foi realizada no mês de junho de 2023. Analisou-se o portal de periódicos da Web of Science e do Google Acadêmico e as plataformas de instituições apoiadoras de IG's para verificar o estado da arte. Os resultados foram codificados e categorizados com auxílio do software NVivo. Nas plataformas das instituições apoiadoras, a busca foi realizada utilizando o termo “Indicação Geográfica”. Para verificar o estado da técnica, foram examinados o Google Shopping e a Amazon, a partir da busca pelas palavras “Indicação Geográfica”. Constatou-se que existem muitos estudos relacionados ao tema IG, analisando novos potenciais de Indicação Geográfica, orientações para registro, normas de regulamentação, etc., porém, conclui-se que não foi identificado no estado da arte ou da técnica material que oriente a gestão de IGs, pós-concessão do registro.</p>Luliane Machado CardosoPaulo Augusto Ramalho de SouzaJohnata Moraes Figueira
Copyright (c) 2024 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119124425610.9771/cp.v19i1.61077Análise de Viabilidade do Registro de Indicação Geográfica para a Farinha da Comunidade Nossa Senhora do Rosário do Lago do Máximo – Parintins-AM
https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/nit/article/view/65479
<p>A Indicação Geográfica (IG) é um instrumento fundamental para reconhecer, proteger e valorizar produtos e serviços associados a características territoriais, culturais e históricas específicas. A Região Norte do Brasil, marcada por grande diversidade sociocultural, apresenta potencial para registros de IG, especialmente na produção artesanal de farinha de mandioca. Contudo, ainda são limitados os estudos que investigam a viabilidade desses registros. Este trabalho teve como objetivo analisar a possibilidade de obtenção de uma Indicação Geográfica de Procedência para a farinha produzida pela comunidade Nossa Senhora do Rosário do Lago do Máximo, em Parintins, Amazonas. A pesquisa utilizou abordagem qualitativa, descritiva e exploratória, fundamentada no modelo de diagnóstico de IGs desenvolvido pelo Sebrae. Os resultados indicam que a farinha possui forte potencial para registro, sustentado por evidências históricas, científicas e mercadológicas. Além disso, o registro pode reforçar a identidade territorial do produto e contribuir para o desenvolvimento econômico e social da comunidade.</p>Emanuel Kedson da Silva de FreitasRaimundo Corrêa de Oliveira
Copyright (c) 2025 Cadernos de Prospecção
https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0
2026-01-012026-01-0119125726710.9771/cp.v19i1.65479