https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rasf/issue/feedAntropologia Sem Fronteiras2026-06-01T00:00:00+00:00Editoria da Revista Antropologia Sem Fronteirasrevistaasf@ufba.brOpen Journal Systems<p>A Revista Antropologia Sem Fronteiras, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia (PPGA-UFBA), destina-se à publicação de pesquisas originais em Antropologia, Ciências Sociais e áreas interdisciplinares que dialoguem com a Antropologia.<br />A Revista acolhe contribuições nacionais e internacionais nas seções: Editorial; Artigos; Ensaios; Relatos de Campo; Entrevistas; Resenhas; Documentos; Traduções, Fotografia, Vídeo, Trabalho Sonoro, assim como Números Especiais e Dossiês Temáticos.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas e Sociais – Qualis C: Arquelogia / Antropologia<br />ISSN (online): 2966-4101 - Periodicidade: Publicação contínua</p>https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rasf/article/view/70353Máscaras da legalidade2026-03-04T18:36:03+00:00Luis Otávio Vilela da Cruzlouisvilella@gmail.com<p>Este artigo desenvolve uma problematização do sistema jurídico-penal brasileiro em diálogo com a Antropologia do Direito e a Criminologia Crítica. Com base em revisão bibliográfica de caráter teórico, complementada por interlocução com literatura etnográfica sobre administração de conflitos, justiça criminal e violência institucional, o texto sustenta que o direito, longe de operar como instância neutra e universal, participa da produção e legitimação de desigualdades sociais. O artigo apresenta um estado da arte antropológico clássico e contemporâneo e, a partir dele, discute a seletividade penal como processo estrutural, articulado à criminalização secundária e a práticas institucionais de classificação, hierarquização e gestão diferencial de sujeitos. Também examina como linguagem jurídica, rotinas decisórias e formas de organização institucional produzem violência simbólica e material sob o signo da legalidade. Ao final, propõe-se uma reflexão crítica sobre os limites da racionalidade jurídica moderna e sobre possibilidades analíticas e políticas para pensar uma justiça mais plural, democrática e socialmente situada.</p>2026-06-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Antropologia Sem Fronteirashttps://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rasf/article/view/71882Modernidade, epistemicídio e saberes outros2026-01-14T02:51:46+00:00Bryan Henrique Pintobryanhenrique1899@gmail.com<p>O ensaio discute criticamente a modernidade ocidental a partir da noção de epistemicídio e da geopolítica do conhecimento, articulando literatura, sociologia e pensamento decolonial. Tomando Frankenstein, de Mary Shelley, como metáfora inaugural, argumento que a modernidade projetou suas “monstruosidades” para fora de si, definindo um ideal restrito de humanidade e relegando o Outro à condição de não humano ou sub-humano. A partir das contribuições de Ramón Grosfoguel, analiso os quatro genocídios/epistemicídios fundadores da modernidade — contra muçulmanos e judeus, povos indígenas, africanos escravizados e mulheres — evidenciando como racismo e sexismo epistêmico estruturaram o cânone das ciências sociais. Dialogando com W.E.B. Du Bois, Raewyn Connell, Susan Buck-Morss, Silvia Federici e Gayle Rubin, o ensaio demonstra como raça, gênero e sexualidade foram sistematicamente marginalizados na produção do conhecimento sociológico. O filme Pecadores (2025) é mobilizado como linguagem contemporânea para atualizar a experiência da “linha de cor” e do apagamento cultural. Por fim, o texto apresenta o pensamento indígena de Ailton Krenak como alternativa ontológica à modernidade ocidental, defendendo a escuta de saberes outros como condição para imaginar formas menos violentas de coexistência.</p>2026-06-22T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Antropologia Sem Fronteirashttps://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rasf/article/view/71986Falar de emoção é falar de poder?2026-01-19T18:23:18+00:00Ayra Hannah Heleno Cabral da Silvaayrahannahhcs.ah@gmail.com<p>Esta resenha analisa criticamente a coletânea <strong><em>Emoções, gênero e poder</em></strong>, organizada por Chiara Albino e Jainara Oliveira, que reúne traduções de textos fundantes de Catherine Lutz e Lila Abu-Lughod. A obra é examinada como uma intervenção teórica e política no campo da antropologia das emoções, especialmente no contexto brasileiro contemporâneo, marcado pela medicalização da vida, pela psicologização do sofrimento e por disputas em torno do cuidado e da saúde mental. A resenha enfatiza os deslocamentos conceituais propostos pelas autoras, que compreendem a emoção não como um estado interno ou universal, mas como prática discursiva, relacional e situada, profundamente implicada em regimes de poder, gênero e hierarquia social. Sustenta-se, por fim, que o principal mérito da obra reside em recolocar a emoção como problema político e antropológico, evidenciando seus efeitos na produção de desigualdades e nos modos contemporâneos de governo dos afetos.</p>2026-06-16T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Antropologia Sem Fronteiras