https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/issue/feedRevista Periódicus2026-06-30T22:17:38+00:00Equipe Editorial Periódicusrevistaperiodicus@ufba.brOpen Journal Systems<p>Periódicus é uma revista do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Culturas, Gênero e Sexualidades (NuCuS) do IHAC - Professor Milton Santos, ao Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade e ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT). Divulga, traduzr e fomenta os Estudos de Gênero e Sexualidade, a partir de perspectivas feministas, queer, transfeministas, anti-racistas e anti-coloniais do Brasil e demais países da América Latina. <br />Área do conhecimento: Ciências Humanas/Interdisciplinar – Qualis A4: Psicologia<br />ISSN (online): 2358-0844 - Periodicidade: Fluxo contínuo </p>https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/74525Expediente2026-06-30T22:11:35+00:002026-06-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/62038Políticas espirituais e agência2025-04-22T13:04:26+00:00Adriely Clarindo Cattaniclarindoadriely@gmail.comAlexsandro Rodriguesxela_alex@bol.com.brRafaela Werneck Arenarirafaelaarenari@gmail.com<p class="western" lang="pt-BR" style="line-height: 100%; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: medium;">A partir de uma etnografia realizada ao longo de quatro anos, analisamos como políticas espirituais contornam e modificam relações de poder em diferentes zonas de prostituição. Por meio de observações sobre a evocação e incorporação de pombagiras — entidades espirituais das religiões afro-brasileiras, representadas como figuras femininas — por prostitutas, mostramos como trabalhadoras sexuais acionam essas entidades para realizar desejos, buscar proteção e obter ganhos financeiros no trabalho. Em diálogo com estudos socioantropológicos sobre pombagiras e prostitutas, expomos como a vinculação socio-histórica entre ambas se relaciona a atributos de feminilidade compartilhados, complexificando as noções de agência.</span></span></p>2026-06-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Adriely Clarindo, Alexsandro Rodrigues, Rafaela Martins https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/59039Um breve estudo sobre a não monogamia na contemporaneidade2025-08-29T22:03:19+00:00Leonardo Feijóleofeijo28@gmail.com<p style="line-height: 100%; margin-bottom: 0.28cm;" align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O objetivo desse ensaio não é apenas apresentar formas alternativas de se amar – para além da monogamia –, mas elaborar uma investigação minuciosa na reflexão psicanalítica sobre relacionamentos e sobre o desejo, prazer/orgasmo feminino dentro da não monogamia. Esse texto problematiza o mito do amor romântico como única forma de amar e aponta novos rumos e caminhos para a conjugalidade, oferecendo novos arranjos matrimoniais, levando em conta o </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>modus operandi</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> do sujeito da cultura na contemporaneidade. A não monogamia torna-se um catalisador para o autocrescimento/autoconhecimento afetivo, a construção de uma sólida inteligência emocional e a realização pessoal como uma forma de se aprofundar na compreensão do desejo por si e pelo outro. Esse ensaio é de suma importância para se investigar os processos – intra e inter – subjetivos nos relacionamentos amorosos alternativos da contemporaneidade.</span></span></p>2026-06-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Leonardo Feijóhttps://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaperiodicus/article/view/61775Trajetórias de Parentalidade2025-08-25T17:11:27+00:00Eduarda Duarte Meireleseduardadmeireles@gmail.comEuge Stummeugestumm@gmail.comDaniela Centenaro Levandowskidanielal@ufcspa.edu.br<p style="line-height: 100%; text-indent: 0cm; margin-bottom: 0cm;"><span style="font-size: small;">A parentalidade, embora amplamente estudada, ainda é lida por um modelo normativo que não abarca a complexidade das práticas de cuidado. As experiências de pessoas trans e não binárias, em geral invisibilizadas, expõem essa insuficiência. Este estudo qualitativo, transversal e retrospectivo investigou as trajetórias de duas mulheres trans e uma pessoa não binária no exercício da parentalidade, examinando singularidades, barreiras e estratégias acionadas em contextos de exclusão familiar, vulnerabilidade econômica e precariedade institucional. A análise mostrou que o cuidado não é o cumprimento de um papel predefinido, mas um processo inventivo e relacional, pautado por negociações, improvisos e alianças instáveis. Tais experiências revelam que toda parentalidade é performativa e permeável a fissuras e desvios. Os resultados apontam a necessidade de políticas inclusivas, formação de profissionais de saúde e redes de apoio que legitimem estas muitas formas de fazer família.</span></p>2026-06-30T00:00:00+00:00Copyright (c) 2026 Eduarda Meireles, Daniela Levandowski, Euge Stumm