Formação da rede de capital social no território citrícola de Alagoas
DOI:
https://doi.org/10.9771/rene.v14i2.42644Resumo
Este artigo utilizou o referencial teórico do neo-institucionalismo para analisar o papel do Estado na formação da rede citrícola de Alagoas. O objetivo principal foi analisar o processo de formação da rede de capital social na região conhecida como Vale do Mundaú. Para isso, a metodologia constituiu-se de um estudo de campo baseado em pesquisa documental e nos métodos observacional e de entrevista a atores chave da rede. Os resultados mostraram que apesar da rede ter começado a se formar em 2002 com o projeto Vida Rural Sustentável e com a constituição da primeira cooperativa, foi a partir de 2008 com a inserção do território no programa de estado PAPL que se desenvolveu um conjunto de características responsáveis pela articulação sistemática dos atores. Com isso, concluiu-se que o Estado é um ator fundamental para o desenvolvimento do capital social quando este promove um ambiente de interação e participação dos demais atores na formulação das políticas de desenvolvimento local.
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