“Alegria, povo meu, pois Canudos não morreu”: As comunidades eclesiais de base em Monte Santo em diálogo com a experiência histórica de Belo Monte/Canudos (1979-1989)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.18511367Resumo
O presente trabalho tem por objetivo estudar a experiência histórica das Comunidades Eclesiais de Base em Monte Santo durante os anos de 1980 e como o processo de se fazer comunidade foi, simultaneamente, resgatando a memória e os ensinamentos da experiência de Belo Monte/Canudos e Antônio Conselheiro, destruída no final do século XIX (1896-1897) pelas forças do exército brasileiro, realizando ao mesmo tempo sua própria experiência de libertação. Chamamos a atenção para o caráter formativo de uma outra consciência entre os camponeses, possível pelo entrelaçamento entre elementos da experiência do final do século XIX e a vivência concreta de luta pela terra na década de 1980 pelos camponeses. Resultado desse encontro, conforme tentamos demonstrar, foi a formação do Movimento Popular e Histórico de Canudos. Para tanto, recorremos à contextualização da formação agrária de Monte Santo e, a partir do material produzido pela imprensa à época e do Novo Movimento Popular de Canudos, apresentamos alguns aspectos da luta das comunidades.
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