Revista de História da UFBA https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba <p>A Revista de História da UFBA, criada em 2009, é uma iniciativa discente que tem como objetivo divulgar a produção historiográfica de graduandos e pós-graduandos em História e áreas afins. Desta forma, busca contribuir com a difusão, diversidade e democratização da produção acadêmica, visando fortalecer o acesso horizontal, livre e gratuito à divulgação e fruição científicas.<br />Área do conhecimento: Ciências Humanas – Qualis B2: História<br />ISSN (online): 1984-6894 - Periodicidade: Publicação contínua</p> pt-BR rhufba@gmail.com (Revista de História) rhufba@gmail.com (Revista de História) dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 OJS 3.2.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Populismo e direitos sociais no primeiro governo Vargas (1930-1945) https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/55470 <p>O artigo busca estabelecer conexões entre os chamados direitos sociais e o populismo. Os direitos sociais surgiram com o objetivo de diminuir as desigualdades produzidas pelo capitalismo liberal. Após a crise de 1929, a necessidade de reformar o capitalismo, face a ameaça socialista que vinha da Europa oriental, produziu o Estado de bem-estar social, garantindo aos cidadãos serviços como saúde, educação, direitos trabalhistas e assistência social. Na América Latina, os direitos sociais aparecem juntamente com os governos populistas como o de Getúlio Vargas, no Brasil, na década de 1930. Nesse sentido, é analisada a concessão dos direitos sociais no Brasil e a ascensão do populismo no país.</p> Luiz Alfredo Fernandes Lottermann Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/55470 qui, 19 mar 2026 00:00:00 +0000 Imigrantes chineses no Brasil Oitocentista https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/62306 <p><span style="font-weight: 400;">O presente</span> <span style="font-weight: 400;">trabalho investiga os desdobramentos da experiência com imigrantes chineses na colônia de Maracassumé, localizada na fronteira entre o Pará e o Maranhão, contratados pelos membros de uma companhia em 1855 com o objetivo de atuarem na exploração de minas auríferas. Para isso, consultamos os relatórios dos presidentes da província do Maranhão (1850 – 1860), jornais do século XIX e os anais do Senado Federal. A presença desses sujeitos na província mobilizou uma série de debates sobre a (des)vantagem da sua mão de obra em comparação aos outros estrangeiros. Argumentamos que é possível encontrar nestes discursos diferentes versões sobre o que significava o trabalho livre no século XIX, o que perpassava discussões sobre raça, ocupação da terra e identidade nacional.</span></p> Drivia Louren Guevara Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/62306 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 MARGEM DA IMAGEM https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71867 <p>O presente artigo investiga os chamados Covões de São Braz a partir de fotografias produzidas em Belém do Pará no contexto da Belle Époque, no limiar entre os séculos XIX e XX. A análise debruça-se sobre fontes documentais, periódicos e álbuns fotográficos elaborados por fotógrafos estrangeiros - Arthur Caccavoni e Felipe Fidanza - e divulgados ativamente por instituições públicas. As imagens de áreas alagadas e socialmente excluídas, como os Covões de São Braz, evidenciam espaços silenciados pelas narrativas oficiais, em contraposição à memória urbana da cidade e ao discurso modernizador do período. Os registros fotográficos foram instrumentalizados como veículos de propaganda de um projeto político-ideológico que buscava exibir uma cidade em processo de modernização, alinhada aos ideais europeus de civilidade e progresso. Desse modo, a discussão revela as dinâmicas entre imagem e poder, os símbolos de prosperidade e os territórios invisibilizados pelo discurso oficial.</p> Laura Camila Silva da Silva, João Pedro Alves Das Neves Costa Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71867 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 A MILITÂNCIA É DIASPÓRICA: OS IRMÃOS ALAKIJA CONTRA O COLONIALISMO E O RACISMO EM LAGOS E BAHIA https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/70292 <p><strong>Resumo: </strong>O objetivo deste artigo é apresentar a trajetória militante dos irmãos Adeyemo Alakija (1884-1952) e Maxwell Assumpção Alakija (1871-1933). Descendentes de uma das famílias agudás mais importantes da Nigéria, os irmãos se destacaram na defesa pública contra o colonialismo britânico em Lagos nas primeiras décadas do século XX, e na crítica as práticas racistas em Salvador na década de 1920. Formados bacharéis em direito, e pertencentes a uma elite negra letrada em ambos os lados do Atlântico, os irmãos deixaram evidências políticas em defesa dos africanos dentro do continente africano, e em sua diáspora.</p> Sivaldo Santos Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/70292 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 Uma carta a ela destinada https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/63585 <p>Em "K.", Bernando Kucinski trata da temática da memória, do luto, da relação entre a militância e o desaparecimento e da postura oficial tomada dentro deste contexto. A questão da memória é uma temática cara quando se trata de regimes autoritários e passados violentos, como a Ditadura militar brasileira, assim como a ausência do processo de luto existente quando não se tem um corpo. Tanto as lutas pela memória de um determinado período histórico quanto as lutas por verdade e justiça ocorrem em diferentes momentos, levados por diversos atores e mobilizados em diferentes contextos. A Anistia se tornou um processo que complexifica ainda mais tais relações sobre a memória, que em virtude de seu caráter conciliador, pregava um esquecimento sobre o período, em favor da reestruturação da sociedade e da democracia brasileira.</p> Caroline Rios Costa Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/63585 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 “PACIFISMO PARA QUEM?” https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71768 <p>O mito de que a sociedade brasileira é pacifista é um discurso simbólico que pode ser usado para a manutenção de desigualdades estruturais no país. A imagem da nação como cordial e avessa a conflitos foi forjada para encobrir uma formação social alicerçada na violência colonial, no escravismo e na repressão estatal. Esta pesquisa, que adota uma abordagem qualitativa, tem cunho histórico-analítico e é fundamentada em uma revisão bibliográfica que articula História Social e Teoria Crítica. Em diálogo com intérpretes do Brasil, como Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda, e teóricos sociais como Michel Foucault e Silvia Federici, argumenta-se que o pacifismo brasileiro não constitui algo real, senão um dispositivo de poder e controle social. A narrativa de conciliação busca legitimar uma modernização excludente e uma cidadania seletiva, transformando dissenso político em ameaça à ordem, além de naturalizar violências contra grupos subalternizados. O discurso da paz atua como mecanismo de despolitização e silenciamento, impedindo o reconhecimento do conflito como dimensão legítima da vida democrática e perpetuando hierarquias de raça e classe.</p> Lucas Matheus Araujo Bicalho, Luís Fernando de Souza Alves, Guilherme Carvalho Vieira Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/71768 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 Trabalho manual e intelectual, Alfred Sohn-Rethel. https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/65341 João Nilo de Souza Nobre Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/65341 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 Exilados – e prisioneiros – na própria pátria https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72149 Bruno Casseb Pessoti Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72149 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 O assassinato de Orlando Letelier: Como o regime de Pinochet conseguiu atacar na capital dos Estados Unidos https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72793 Felipe Duccini Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72793 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000 Editorial https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72861 Eduardo José de Santana Júnior; Lia Keller Ferreira da Costa, Luzia Beatriz Ramos Alves, Vanessa Magalhães da Silva Copyright (c) 2026 Revista de História da UFBA https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/72861 dom, 15 mar 2026 00:00:00 +0000