OS AFETOS NA PESQUISA: ÉTICA, ESCUTA ATIVA E ATRAVESSAMENTOS DOS PESQUISADORES EM BRUMADINHO
Palavras-chave:
Afetos, Pesquisa Engajada, Saúde Mental, Desastres, Conflitos AmbientaisResumo
O artigo configura-se como um relato de experiência ou uma contribuição vivencial de três pesquisadores e extensionistas que atuam junto a comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas no município de Brumadinho, Minas Gerais, no contexto do desastre derivado de crime corporativo acontecido em 2019. Trata-se de uma expressão da construção da subjetividade desses pesquisadores, assumindo que as emoções e afetos são centrais na construção de uma pesquisa-ação orientada para a pesquisa engajada, compromissada eticamente com o não extrativismo de dados e com o apoio ao protagonismo, à autonomia e à centralidade dos atores locais implicados nos atravessamentos históricos da indústria extrativista mineral no município. Este relato é importante para difundir concepções sobre a pesquisa e a extensão, nas quais a chamada “razão sentir-pensante” estrutura as ações, superando dicotomias historicamente construídas por um modo de operação tradicional e colonial de exercício da pesquisa e práticas assistencialistas e tecnicistas na extensão universitária.
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