Diretrizes clínicas para profilaxias pré-exposição ao vírus da imunodeficiência humana: avaliação sistemática da qualidade com o instrumento AGREE II

Autores

  • Francisco Alisson Paula de Franca Universidade de Brasília
  • Gabriel Lucas De Castro Cunha
  • Ana Paula Davi Universidade de Brasília
  • Lorena Sales Hayashi Universidade de Brasília
  • Bárbara Manuella Cardoso Sodré Alves Universidade de Brasília
  • Rafael Santos Santana Universidade de Brasília
  • Rodrigo Fonseca Lima Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0001-8173-4425

DOI:

https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.71438

Palavras-chave:

Profilaxia pré-exposição, HIV, diretrizes para prática clínica, avaliação de qualidade, prática clínica baseada em evidência.

Resumo

Introdução: A profilaxia pré-exposição (PrEP) consiste em uma estratégia farmacológica utilizada para prevenir a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) em pessoas com alto risco de infecção. Ressalta-se que esse contexto assistencial, como todos na área da saúde, requer o uso de diretrizes de prática clínica como estratégia para auxiliar ações seguras e qualificadas, com base em evidência científica, de profissionais envolvidos no cuidado de usuários de PrEP. Avaliar a qualidade de diretrizes relacionadas à PrEP de risco à infecção pelo HIV. Metodologia: A pesquisa, realizada no segundo semestre de 2023, desenvolveu-se em três etapas: I) busca sistematizada e não sistematizada de diretrizes relacionadas a PrEP; II) avaliação da qualidade por meio do instrumento AGREE II (Appraisal of Guidelines for Research & Evaluation) utilizando como critério base para definição de recomendação o domínio referente a “rigor metodológico”; III) caracterização da amostra e análise de conteúdo das diretrizes escolhidas durante a primeira etapa. Resultados: Um total de 12 diretrizes permaneceram na amostra final para avaliação da qualidade e caracterização. Dessas, seis foram “recomendadas”, três foram “recomendadas com modificação” e três “não recomendadas". Os domínios mais bem avaliados foram “escopo e finalidade” e “clareza da apresentação”, enquanto os domínios com pior avaliação foram “envolvimento de partes interessadas” e “rigor de desenvolvimento”. Conclusão: A maioria das diretrizes para PrEP apresenta qualidade satisfatória; porém, com deficiências críticas no rigor de desenvolvimento e envolvimento das partes interessadas. Recomenda-se aprimoramento metodológico e maior inclusão multiprofissional em futuras atualizações.

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Biografia do Autor

Francisco Alisson Paula de Franca, Universidade de Brasília

Graduado em farmácia pela Universidade de Fortaleza (Unifor; 2015) e doutorando em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília (Área de Concentração: Desenvolvimento e Qualidade de Produtos e Serviços Farmacêuticos). Possui especialização em saúde pública pela Universidade Estadual do Ceará (Uece; 2017), em gestão em saúde pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab; 2021) e mestrado em ciências farmacêuticas (Área de Concentração: Farmácia Clínica e Vigilância Sanitária) pela Universidade Federal do Ceará (UFC; 2021). Atuou como farmacêutico (assessor técnico) na assistência farmacêutica do estado do Ceará (CELOG/COASF/SESA-CE); no período de novembro/2015 a setembro/2020, na Secretaria Executiva de Políticas de Saúde (SEPOS/SESA-CE); no período de março/2021 a julho/ 2021, como farmacêutico (assistente técnico) nos Empreendimentos Pague Menos SA; no período de julho/2015 a setembro/2018, e como consultor técnico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) na Área de Controle de Medicamentos e Insumos; entre jun/2021 a mar/2023, do Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde (DCCI/SVS/MS). Atualmente é consultor técnico da OPAS/OMS na Coordenação Geral de Vigilância do HIV/Aids do Departamento de HIV/Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do MS (DATHI/SVSA/MS). Tem experiência na área de farmácia e em gestão em saúde, com ênfase em farmácia comunitária, gerenciamento de serviços de saúde, e assistência farmacêutica. Tem interesse nos seguintes temas de pesquisa: HIV/AIDS, farmácia clínica, logística, assistência farmacêutica, prevenção de doenças transmissíveis, políticas públicas, gestão pública e gestão em saúde.

Gabriel Lucas De Castro Cunha

Estudante do Curso de Farmácia na Universidade de Brasília. Realizei estágios na área de regulação assistencial, farmácia comunitária, análises clínicas, farmácia clínica/hospitalar e farmácia do componente estratégico. Fui presente da Liga Acadêmica de Farmácia e Semiologia Clínica entre 2021 e 2022. Bolsista no PIBIC-EM intitulado "Polifarmácia: Estudo qualitativo e quantitativo do uso de múltiplos medicamentos em uma cidade do entorno de Brasília - DF" e no PIBIC intitulado "avaliação de diretrizes clínicas para contracepção de emergência". Sou formado no técnico em análises clínicas pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) na modalidade técnico integrado ao ensino médio. Participei por 2 anos do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde com enfoque na interprofissionalidade (PET interprofissional). Participei de 2021 a 2022 da Coordenação de Atenção e Vigilância em Saúde (CoAVS), auxiliando nas atividades da comissão de Vigilância Epidemiológica (VE).

Ana Paula Davi, Universidade de Brasília

Farmacêutica formada pela Universidade de Brasília (UnB)

Lorena Sales Hayashi, Universidade de Brasília

Graduada em Farmácia desde 2008. Especialização em Farmácia Clínica (UNB) e MBA em Logística Farmacêutica (AVM educacional). Atualmente, Farmacêutica na Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES DF), atuando na Atenção Básica de Saúde (UBS) e Mestranda em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília (UnB) .Experiências profissionais nas áreas de farmácia comunitária, hospitalar e atenção primária.

Bárbara Manuella Cardoso Sodré Alves, Universidade de Brasília

Farmacêutica. Professora. Pesquisadora. Farmacêutica graduada pela Faculdade Guanambi. Especialista em Farmacologia Clínica e Prescrição Farmacêutica pelo I-Bras. Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Realizou atividades como Professora Voluntária de Farmácia Hospitalar no curso de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe. Foi moderadora e tutora de cursos do projeto Cuidado Farmacêutico na Atenção Básica promovido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), também atuou como tutora de outros curso na área do Cuidado Farmacêutico e Epidemiologia. Foi Apoiadora Regional no Projeto de Cuidados Farmacêuticos promovido pelo Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF/MS). Atuou como Professora substituta na Universidade de Brasília (UnB) na área da Assistência Farmacêutica. Foi consultora técnica no (DAF/MS). Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília. Faz parte da Liga Acadêmica de Gerontologia e Geriatria da UnB (LAGGUnB). Pesquisadora do Laboratório de Estudos Farmacêuticos da UnB (LEFAR/UnB) onde desenvolve suas atividades nas áreas de Assistência Famacêutica, Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico, Farmacoepidemiologia e Saúde Baseada em Evidência. Atualmente atua como consultora farmacêutica na responsabilidade social do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, no Projeto Atenção Básica: Capacitação, Qualificação dos Serviços de Assistência Farmacêutica e Integração das práticas de cuidado na equipe de saúde. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9875-4334 (Texto informado pelo autor)

Rafael Santos Santana, Universidade de Brasília

Farmacêutico e mestre em ciências farmacêuticas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Foi gerente de assistência farmacêutica da rede hospitalar SUS - Sergipe. Cursou MBA em gestão hospitalar e aperfeiçoamento em Farmácia Clinica pela Universidad de Chile (UCl). Trabalhou como consultor técnico junto ao Ministério da Saúde com ações de planejamento, implementação e qualificação das políticas nacionais de medicamentos e de assistência farmacêutica. É doutor pela Universidade de Brasilia e orientador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva desta, tem se dedicado a trabalhos nas áreas de análise das políticas de saúde e farmacêuticas, especialmente no estudo do paradoxo terapêutico global, analisando por um lado as iniquidades de acesso a medicamentos para doenças relacionadas a pobreza e para populações vulneráveis e por outro lado a crescente medicalização da vida e da sociedade.

Rodrigo Fonseca Lima, Universidade de Brasília

Doutor em Ciências Farmacêuticas pela Universidade de Brasília (2018), mestre em Ciências pelo Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/FIOCRUZ/PE (2013) (área de concentração: Epidemiologia, Políticas e Gestão em Saúde/ Avaliação de serviços de saúde) e especialista em Farmacologia Clínica (IBPEx/2013), em Farmácia Hospitalar por concurso público (prova e títulos) (SBRAFH/2015) e em Farmácia Clínica e Hospitalar (UNINTER/2019). Experiência na área de farmácia hospitalar e clínica no Sistema Único de Saúde (Secretaria de Saúde do Distrito Federal) (2013 a 2022) e em docência no contexto público (2013-2015; 2016; 2018-2020) e privado (2015-2017) na área de Assistência Farmacêutica, Farmacologia, Deontologia e Legislação Farmacêutica, Vigilância Sanitária e Gestão de Empresas Farmacêuticas. Atualmente sou responsável pelo Estágio Supervisionado 3 (Farmácia Hospitalar) e pela discipliande Deontologia e Legislação Farmacêutica no campus Darcy Ribeiro.

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Publicado

2026-02-27

Como Citar

Franca, F. A. P. de ., Gabriel Lucas De Castro Cunha, Ana Paula Davi, Lorena Sales Hayashi, Bárbara Manuella Cardoso Sodré Alves, Rafael Santos Santana, & Rodrigo Fonseca Lima. (2026). Diretrizes clínicas para profilaxias pré-exposição ao vírus da imunodeficiência humana: avaliação sistemática da qualidade com o instrumento AGREE II. Revista De Ciências Médicas E Biológicas, 24(4), 979–986. https://doi.org/10.9771/cmbio.v24i4.71438