Os horizontes da divulgação científica na formação da cidadania
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.66025Palavras-chave:
Ciência da informação, divulgação científica, jornalismo científico, informação científica, categorias de divulgação científicaResumo
Este artigo debate as potencialidades das ações e atividades da divulgação científica com o objetivo de ampliar a visão do campo e não marginalizá-lo em relação aos demais, como o da comunicação científica e do jornalismo científico. São analisados os contornos e limites da comunicação científica, da divulgação científica e do jornalismo científico. Embora exista uma forte confluência entre os termos, as expressões são distintas e complementares. São propostas quatro categorias principais da divulgação científica: básica, pedagógica, extensão e crítica. Além do processo de tradução, as atividades podem estar voltadas ao empenho de mobilização do conhecimento do público não especializado e à prática e análise crítica e contextualizada da informação científica e tecnológica.
Downloads
Referências
ALBAGLI, S. Divulgação científica: informação científica para cidadania. Ciência da Informação, v. 25, n. 3, 1996.
BELKIN, Nicholas J.; ROBERTSON, Stephen E. Information science and the phenomenon of information. Journal of the American Society for Information Science, v. 27, n. 4, p. 197-204, 1976.
BUENO, Wilson Costa. Comunicação cientifica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação e Biblioteconomia, [S. l.], v. 6, n. 1, 2012. Disponível em: https://www.pbcib.com/pbcib/article/view/11932. Acesso em: 6 fev. 2026.
BUENO, Wilson Costa. Comunicação cientifica e divulgação científica: aproximações e rupturas conceituais. Informação & Informação, v. 15, n. 1esp, 2010.
BUENO, Wilson Costa. Jornalismo científico: conceitos e funções.Ciência e Cultura, v. 37, n. 9, p. 1421-1427, 1985.
BUENO, Wilson Costa. Jornalismo científico no Brasil: os compromissos de uma prática dependente. 1984. Tese (Doutorado em Comunicação) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1984.
BRAGA, Gilda Maria. Prefácio. In: PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro (org.). Ciência da Informação, Ciências Sociais e Interdisciplinariedade. Brasília, DF: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1999. p. 9-10.
CALDAS, Graça. Mídia, ciência, tecnologia e sociedade: o papel do jornalismo científico na formação da opinião pública. Revista Pesquisa Fapesp, ed. 60, p. 8, 2000.
BRASIL. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. Livro azul: 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Brasília, DF: CGEE: MCT, 2010. Disponível em: https://centrodememoria.cnpq.br/Livro_Azul.pdf. Acesso em: 12 jul. 2016.
BRASIL. Decreto nº 19.851, de 11 de abril de 1931. Dispõe que o ensino superior no Brasil obedecerá, de preferencia, ao systema universitario, podendo ainda ser ministrado em institutos isolados, e que a organização technica e administrativa das universidades é instituida no presente decreto. Diário Oficial da União: seção 1, Rio de Janeiro, RJ, p. 5747, 13 abr. 1931. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-19851-11-abril-1931-505837-publicacaooriginal-1-pe.html. Acesso em: 6 fev. 2026.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Caráter seletivo das ações de informação. Informare, v. 5, n. 2, p. 7-31,1999.
GONZÁLEZ DE GÓMEZ, Maria Nélida. Escopo e abrangência da ciência da informação e a pós-graduação na área: anotações para uma reflexão. Transinformação, v. 15, n. 1, p.31-43, 2003.
MCGARRY, Kevin John. Da documentação à informação: um contexto em evolução. Lisboa: Editorial Presença, 1984.
MCGARRY, Kevin John ; MOREIRA, Ildeu de Castro. A divulgação científica no Brasil e suas origens históricas. Revista TB, v. 188, 2012.
MEADOWS, A. J. A comunicação científica. Brasília, DF: Briquet De Lemos, 1999.
MELO, José Marques. Gêneros opinativos no jornalismo brasileiro. 1983. Tese (Livre Docência) – Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1983.
MOREIRA, Ildeu de Castro. A divulgação da ciência e da tecnologia no Brasil. Revista Diversa, UFMG, 2008. Disponível em: https://www.ufmg.br/diversa/13/artigo4.html. Acesso em: 6 fev. 2026.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Comunidades científicas e infra-estrutura tecnológica no Brasil para uso de recursos eletrônicos de comunicação e informação na pesquisa. Ciência da Informação, v. 32, n. 3, 2003.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Constituição epistemológico e social da comunicação científica no Brasil. In: PINHEIRO, Lena Vania Ribeiro; PRÍNCIPE, Eloísa (org.). Múltiplas facetas da comunicação e divulgação científicas: transformações em cinco séculos. Brasília: Ibict, 2012.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro; FERREZ, Helena Dodd. Tesauro Brasileiro de Ciência da Informação. Rio de Janeiro: Ibicit, 2014.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro; CHALHUB, Tania; NISENBAUM, Moisés André. Desbravando caminhos de navegantes do portal Canal Ciência via metrias de informação. Liinc em Revista, v. 9, n. 1, p. 237-254, 2013.
PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro; VALÉRIO, Palmira M.; SILVA, Márcia R. da. Marcos históricos e políticos da divulgação científica no Brasil. In: BRAGA, Gilda Maria; PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro (org.). Desafios do impresso ao digital: questões contemporâneas de informação e conhecimento. Brasília, DF: Ibict: Unesco, 2009. p. 257-288.
PECHULA, Marcia Reami; GONÇALVES, Elizabeth Moraes; CALDAS, Graça. Divulgação científica: discurso, mídia e educação. Controvérsias e perspectivas. Redes.com: Revista de Estudios para el Desarrollo Social de la Comunicación, n. 7, p. 201-212, 2013.
REIS, José. Ponto de vista: José Reis. [Entrevista cedida a] Alzira Alves de Abreu. In: MASSARANI, Luisa; MOREIRA, Ildeu de Castro; BRITO, Fatima (org.). Ciência e público: caminhos da divulgação científica no Brasil. Rio de Janeiro: Casa da Ciência, 2002. p. 73-78.
SALDANHA, Gustavo Silva. Tradições epistemológicas nos estudos de organização dos saberes: uma leitura histórico-epistêmica a partir da filosofia da linguagem. Liinc em Revista, v. 6, n. 2, p. 300-315, 2010.
SANCHEZ MORA, Ana Maria. A divulgação da ciência como literatura. Rio de Janeiro: Casa da Ciência: UFRJ, 2003.
SARACEVIC, T. Information Science: origin, evolution and relations. In: VAKKARI, Pertti; CRONIN, Blaise (ed.). Conceptions of library and information science: historical, empirical and theoretical perspectives. Los Angeles: Taylor Graham, 1992. p. 5-27.
SILVA, Cilene Victor et al. Políticas públicas de comunicação em CT&I. Parcerias Estratégicas, Edição Especial, v. 16, n. 32, p. 37-46, 2011.
ZAGANELLI, Bárbara. A divulgação científica nos telejornais brasileiros e seus impactos sociais no fortalecimento da cidadania. 2018. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018.
WERSIG, Gernot. Information, Kommunikation, Dokumentation. In: Handbuch Projektmanagement. Berlin: Springer, 1974. p. 172-195.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Bárbara Zaganelli

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Os autores que publicam nessa revista devem concordar com os seguintes termos relativos aos Direitos Autorais:
Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista Contemporanea e à Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution 4.0 (CC BY 4.0) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal), já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.