Infraestruturas da visão: colonialidade, algoritmos e insurgência visual na memória brasileira
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.71434Palavras-chave:
visualidade, colonialidade, algoritmos, memória, insurgênciaResumo
Este estudo analisa criticamente os regimes de visualidade que estruturam a memória visual brasileira, examinando a articulação histórica e contemporânea entre colonialidade, institucionalização e mediação algorítmica. Adotando uma abordagem qualitativa, crítica e documental, fundamentada na teoria crítica, estudos decoloniais e crítica da tecnologia, a pesquisa investiga como arquivos, instituições e plataformas digitais reproduzem hierarquias raciais e epistêmicas sob discursos de neutralidade e diversidade. Os resultados indicam a persistência e reatualização de lógicas coloniais do ver, intensificadas pela governança algorítmica opaca. Em contraponto, identificam-se práticas insurgentes de povos indígenas e comunidades negras, que, ao proporem ontologias relacionais da imagem e construírem contra-arquivos, tensionam os paradigmas dominantes, apontando para possibilidades de justiça visual, ainda que condicionadas por infraestruturas técnicas assimétricas.
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