Uma mulher que amou demais: Heloísa, de Mulheres Apaixonadas, histeria e cultura visual
DOI:
https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.71441Palavras-chave:
Telenovela, Loucura Feminina, Representação VisualResumo
Este trabalho analisa a representação da loucura feminina na telenovela brasileira Mulheres Apaixonadas, de 2003, focando a personagem Heloísa, que tem um ciúme obsessivo do marido, além de comportamento instável. Propõe-se que a visualidade da personagem, em uma sequência escolhida para análise, reencena arquétipos da mulher insana na arte e dialoga com a iconografia psiquiátrica de Bourneville. A partir dos estudos de Abril sobre visualidade e mirada, busca-se compreender como a telenovela atua como um espaço midiático discursivo que, ao encenar e expor a loucura de Heloísa, posiciona o telespectador em um papel de vigilância e julgamento moral da personagem. Percebemos que a narrativa de Heloísa é construída sobre tropos históricos da histeria feminina e que a patologização de seu amor serve como estratégia narrativa para disciplinar e conter o corpo feminino que transgride as expectativas de submissão.
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