Um caldo de cultura em Cinderela, de Georges Méliès

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.71778

Palabras clave:

Primeiro cinema, Georges Méliès, cinema de atrações, história do cinema, intermidialidade

Resumen

Este artigo parte de uma análise de caso do filme Cendrillon (Cinderela), de 1899, do diretor francês Georges Méliès, que, ao longo de sua carreira, desenvolveu uma estética própria, muito ligada ao seu primeiro ofício como mágico. Por meio do diálogo entre a história do cinema, a história da sociedade moderna e a análise fílmica, buscamos investigar a forma do filme e relacionar sua linguagem com referências culturais que estavam em efervescência na virada do século XIX para o XX. O cinema da época se caracterizava pelo encontro entre o teatro de variedades, a fotografia, a opereta, o teatro clássico, a literatura e os acontecimentos presentes nos jornais. A partir de um referencial teórico que, ao analisar o contexto histórico, partindo de Ben Singer e passando pela história do cinema por meio dos escritos de André Gaudreault e Charles Musser, observamos como as transformações da sociedade da época impactaram a forma de se fazer cinema. Em contraste com o filme de 1899, analisamos sua refilmagem, também de Méliès, feita em 1912, que apresenta aspectos formais e de produção derivados de um período no qual a indústria cinematográfica francesa estava mais desenvolvida. Ao pensar essa obra em seu período histórico e em suas eventuais influências para a linguagem do filme, levamos em conta a análise de um documento utilizado para sua divulgação na imprensa. É a partir do diálogo entre cinema e história que acompanhamos as transformações pelas quais essa arte e a sociedade passaram, compreendendo que sua forma está imersa em sua historicidade.

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Biografía del autor/a

Júlia Lelli, Universidade Anhembi Morumbi

Mestra em Comunicação Audiovisual pela Universidade Anhembi Morumbi e bacharel em Rádio e TV pela mesma instituição. Atualmente, é pesquisadora na área de cinema silencioso e professora no curso técnico de Produção de Áudio e Vìdeo do Instituto Federal de São Miguel Paulista.

Sheila Schvarzman, Universidade Anhembi Morumbi

Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Anhembi Morumbi. Pós-doutora em Multimeios e doutora em História Social pela UNICAMP. Bolsista Produtividade CNPQ (2021-2025). Organizou, com Fernão Ramos, o livo “Nova História do Cinema Brasileiro”, em 2 volumes. São Paulo, Editora Sesc, 2018.

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Publicado

2026-07-31

Cómo citar

Lelli, J., & Schvarzman, S. . (2026). Um caldo de cultura em Cinderela, de Georges Méliès. Contemporanea, 24(1). https://doi.org/10.9771/contemporanea.v24i1.71778

Número

Sección

Dossiê "Cultura visual, História e Comunicação: aproximação de olhares"