CONEXÕES ENTRE COLONIALIDADE, RAÇA E BRANQUITUDE: A GENEALOGIA DA EXPERIÊNCIA COMO MÉTODO DE PESQUISA PARA AS ANÁLISES ORGANIZACIONAIS
DOI:
https://doi.org/10.9771/rf.14.1.73612Palavras-chave:
Genealogia da experiência; Feminismo decolonial; Colonialidade; Raça e gênero; Análises organizacionais.Resumo
Este ensaio apresenta a genealogia da experiência como método de pesquisa para as análises organizacionais. Fundamentado no feminismo decolonial, argumenta que a experiência não é neutra, mas produzida em estruturas históricas de poder que articulam raça, gênero e colonialidade. A partir de autoras como María Lugones, Sueli Carneiro, Cida Bento, Lia Schucman, Joan Scott e Yuderkys Espinosa Miñoso, evidencia-se que as epistemologias hegemônicas tendem a universalizar categorias e invisibilizar contextos raciais e coloniais. Ao propor a genealogia da experiência, o ensaio contribui para reconfigurar o conhecimento organizacional, desafiando sua pretensa neutralidade e evidenciando como as experiências no trabalho são moldadas por sistemas de poder racializados e hierarquizados.
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