Wind of Change: Uma Revisão Sistemática Sobre Indivíduos e Grupos de Indivíduos Frente à Adaptação
Palavras-chave:
adaptação organizacional, microfundamentos, capacidades dinâmicas, complexidade, ambiência organizacionalResumo
A literatura sobre adaptação organizacional tem tradicionalmente privilegiado abordagens estruturais e agregadas, tratando a adaptação como resposta técnica a pressões ambientais. No entanto, pesquisas recentes apontam que indivíduos e grupos exercem papéis decisivos na mediação entre essas pressões e as respostas organizacionais efetivas. Este artigo realiza uma revisão sistemática da literatura com base no protocolo PRISMA, buscando compreender como esses atores influenciam os processos adaptativos em contextos organizacionais. A partir da análise de 37 artigos publicados em periódicos de alto impacto, emergiram três categorias centrais: (i) mecanismos estratégicos ativados por indivíduos em diferentes níveis hierárquicos; (ii) interações entre indivíduos e grupos como arenas de construção adaptativa; e (iii) o papel da personalidade e do estilo da liderança na configuração das respostas. Os resultados revelam que a adaptação é um processo relacional, interpretativo e contingente, e que suas bases estão profundamente ancoradas na cognição, nas trocas sociais e nas capacidades simbólicas dos atores organizacionais. O artigo avança o debate ao propor uma síntese conceitual da ambiência adaptativa e ao apontar caminhos para futuras pesquisas que integrem adaptação, complexidade e antecipação em contextos estratégicos.
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