Heterotopias na História do Parque Municipal de Belo Horizonte: da Moradia do Zelador a um Espaço Multiuso Inacabado

Autores

  • Marcos Paulo de Oliveira Corrêa Fundação João Pinheiro - FJP e Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG
  • Paula Gontijo Martins Universidade Federal de Alfenas, ICSA
  • Gabriel Farias Alves Correia Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade de Macaé https://orcid.org/0000-0002-8534-0543
  • Alexandre Pádua Carrieri Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas

Palavras-chave:

espaço social, heterotopias, concebido-percebido-vivido, táticas, estratégias

Resumo

Os espaços urbanos públicos, como os parques, estruturam as dinâmicas e complexas paisagens das cidades. Permeados e influenciados pelo processo histórico das sociedades, esses lugares acolhem uma variedade de finalidades, atendendo às necessidades e interesses de seus frequentadores. Nesse contexto, emergem as possibilidades heterotópicas, compreendidas como fenômenos que se manifestam nos espaços-tempo, favorecendo ou fomentando práticas que rompem ou ressignificam a produção do espaço social. Sob esse arcabouço teórico, o objetivo do artigo é apreender os processos heterotópicos que emergiram na produção e organização histórica de um espaço social no interior do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, localizado em Belo Horizonte/MG. Propomos uma abordagem analítica fundamentada nos princípios das heterotopias de Foucault (2013), complementada pelas perspectivas teóricas de Lefebvre (1974) e De Certeau (1994). Argumentamos que a reprodução do espaço social é marcada por táticas e estratégias que transcendem os âmbitos formais, institucionais e moralmente aceitos, dando origem a “espaços outros” que desafiam e reconfiguram as estruturas hegemônicas concebidas pelos detentores do poder. Ao distanciarmos de uma visão generalista, nos concentramos na análise de um parque urbano público e, mais especificamente, em um espaço eminentemente heterotópico dentro dele. Investigamos suas características e percurso histórico, alinhando-nos à abordagem proposta por Martins, Corrêa e Carrieri (2023), que ressalta a relevância da chamada “administração menor”. Essa perspectiva, centrada no cotidiano, enfatiza as fissuras e os pontos de fuga criados pelas ações das pessoas comuns.

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Biografia do Autor

Marcos Paulo de Oliveira Corrêa, Fundação João Pinheiro - FJP e Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Doutor em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor Adjunto na SKEMA Business School.

       

Paula Gontijo Martins, Universidade Federal de Alfenas, ICSA

Doutora em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professora na Universidade Federal de Alfenas, campus Varginha.

Gabriel Farias Alves Correia, Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade de Macaé

Doutor em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor Adjunto na Universidade Federal Fluminense.

Alexandre Pádua Carrieri, Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Ciências Econômicas

Professor Titular da UFMG. Doutor em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Publicado

2026-04-30

Como Citar

1.
de Oliveira Corrêa MP, Gontijo Martins P, Farias Alves Correia G, Pádua Carrieri A. Heterotopias na História do Parque Municipal de Belo Horizonte: da Moradia do Zelador a um Espaço Multiuso Inacabado. Organ. Soc. [Internet]. 30º de abril de 2026 [citado 28º de junho de 2026];33(114). Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/revistaoes/article/view/65220

Edição

Seção

Artigos