Figuras maternas e o direito de escolha

representações do afastamento na literatura contemporânea sob a ótica feminista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/peri.v1i24.69037

Resumo

Com base em estudos feministas interseccionais e decoloniais, este artigo analisa as representações da figura materna como agente moral e social em A filha perdida, de Elena Ferrante, e Por favor, cuide da mamãe, de Shin Kyung-Sook. A partir de contextos culturais distintos – Itália e Coreia do Sul –, examinam-se as ambivalências da maternidade e o afastamento entre mães e filhos como experiências atravessadas por classe, gênero, cultura e poder. Utilizando a literatura como instrumento crítico e simbólico, discute-se a maternidade como prática social e política que envolve tensão, resistência e escolha. As análises revelam como as narrativas desconstroem modelos idealizados e dão visibilidade a vozes maternas periféricas, contribuindo para o debate feminista sobre autonomia, cuidado e identidade.

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Biografia do Autor

Marceli Aquino, Universidade de São Paulo

Docente do Departamento de Letras Modernas (DLM) da Universidade de São Paulo (USP). Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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Publicado

2026-05-28

Como Citar

Aquino, M. (2026). Figuras maternas e o direito de escolha: representações do afastamento na literatura contemporânea sob a ótica feminista. Revista Periódicus, 1(24), 24–35. https://doi.org/10.9771/peri.v1i24.69037

Edição

Seção

Fluxo contínuo