Impulsos dos corações dos espiões: o acrônimo MICE como instrumento de análise para uma história da espionagem
DOI:
https://doi.org/10.9771/rvh.v18i1.61361Palavras-chave:
Teoria da História, Metodologia da História, História Política, História MilitarResumo
As razões pelas quais uma mulher ou homem são motivados a trabalharem como espiões tem sido debatidas por especialistas norte-americanos a partir do acrônimo MICE – Money, Ideology Compromise, Ego. Inicialmente elencadas partir da observação e experiência de um ex-ofical da KGB, estas quatro motivações foram revisadas e ampliadas por profissionais do campo da psicologia social, com o objetivo de antever e precaver possíveis recrutamentos de pessoas em posições chave para a segurança dos EUA. Pretendemos demonstrar, a partir de exemplos históricos em diferentes contextos, que, embora tais pesquisas não tenham alcançado sucesso quanto à precaução a favor do governo norte-americano, o esquema explicativo do MICE se verifica em várias situações e temporalidades. Ele serve como referencial teórico para uma incipiente História da Espionagem, cuja ênfase esteja seus aspectos mais humanos, e também como experiência acumulada acerca do comportamento dos indivíduos que se envolvem com estas práticas.
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