ARTEFATOS PRETOS X ARQUITETURAS BRANCAS: MAPEAMENTOS DE MUSEUS AFRO-DIASPÓRICOS EM ARQUITETURAS COLONIAIS EM SALVADOR
Palavras-chave:
Museus afro-diaspóricos, Arquitetura colonial, Memória NegraResumo
O artigo aborda os museus afro-diaspóricos e suas espacialidades, com foco na cidade de Salvador, que reúne o maior índice de população negra fora do continente africano. Apesar dessa centralidade na formação da diáspora, o patrimônio arquitetônico do seu centro histórico é majoritariamente colonial, reflexo do período em que a cidade foi capital da colônia portuguesa. Nesse contexto, muitos museus dedicados à memória e à cultura afro-brasileira estão sediados em edifícios coloniais, o que evidencia tensões entre arquiteturas brancas, marcadas pela escravidão, e artefatos pretos, que afirmam resistências e produções culturais negras. O trabalho questiona até que ponto essas arquiteturas, símbolos de dominação, podem abrigar de forma crítica e justa as memórias negras. Tem como objetivo discutir a problemática da implantação de museus da memória negra em edifícios coloniais, levantando contradições, apropriações e possibilidades de ressignificação desses espaços. A metodologia adotada consiste no mapeamento e fichamento de museus de Salvador que possuem acervos afro-diaspóricos em edificações coloniais. O estudo busca evidenciar o paradoxo espacial e sugerir caminhos de representação e autonomia arquitetônica para a construção desses lugares de memória.
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