QUILOMBISMO URBANO E A FEIRA LIVRE: TERRITORIALIZAÇÃO NEGRA E A PRODUÇÃO DO ESPAÇO NO TOMBA, FEIRA DE SANTANA
Palavras-chave:
Quilombismo Urbano, Resistência Negra, Territorialização, Direito à Cidade, Feira LivreResumo
O presente artigo aborda o fenômeno do Quilombismo Urbano no bairro periférico do Tomba, em Feira de Santana/BA, buscando refutar a leitura do território apenas como uma área de carência e marginalidade. A pesquisa interroga como a população negra resiste à segregação socioespacial e produz seu próprio espaço, reivindicando o Direito à Cidade. O trabalho argumenta que a exclusão no Tomba é resultado da forma como o sistema capitalista utiliza a Raça para hierarquizar a Classe, tornando o território um campo de disputa simultânea de pertencimento social e racial. A resistência negra contemporânea no Tomba é analisada por três eixos de autogestão e autonomia : (i) Territorialização pela Ocupação, onde a autoconstrução e a "irregularidade" da forma urbana constituem uma "ordem espacial negra"; (ii) Resistência Identitária pela Fé, na qual os terreiros de Candomblé (como o Ilê Axé Odè Tuquê) funcionam como instituições políticas e vetores de Conservação Imaterial (Afoxé Flor de Ijeá); e (iii) A Feira Livre do Tomba, entendida como uma Economia da Resistência que garante a subsistência e a autonomia econômica do aquilombamento. Conclui-se que o Tomba é um território ativo de produção cultural, ancestralidade e organização autônoma.
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