MUTAÇÕES DO PROGRESSO NO PROJETO FAMILIAR PERIFÉRICO: entre a autoconstrução e o empreendedorismo popular
DOI:
https://doi.org/10.9771/ccrh.v39i0.70398Palavras-chave:
Periferias urbanas, Autoconstrução, Empreendedorismo, Classes sociais, EtnografiaResumo
O artigo analisa o surgimento do empreendedorismo popular nas periferias paulistanas como desdobramento histórico da autoconstrução e do projeto familiar de mobilidade social das décadas de 1970 e 1980. Com base em etnografia realizada entre 2017 e 2022 na zona sul de São Paulo, examina as trajetórias de cinco jovens empreendedores do ramo da alimentação em Paraisópolis, Parelheiros e Campo Limpo. O estudo mostra como o ideal da casa própria se converteu em capital simbólico e material para novas formas de empreendedorismo, articulando valores de autonomia, mérito e progresso. Conclui que o empreendedorismo popular ressignifica a ética do trabalho e da autoconstrução, mas também reproduz desigualdades e segmentações de classe no interior das periferias.
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