Escolas polos de educação bilíngue de surdos: uma análise sobre diferentes configurações em três municípios brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.9771/re.v14i3.68982Palavras-chave:
Organização, Funcionamento, Escolas bilíngues de surdos, Libras, Segunda línguaResumo
Este estudo analisa a organização e o funcionamento de três escolas polos bilíngues para surdos situadas em municípios de pequeno, médio e grande porte no Estado de São Paulo. Apesar da legislação brasileira garantir o direito à Educação Bilíngue de Surdos (EBS), com a Libras como primeira língua e o português escrito como segunda, observou-se diversidade nas práticas pedagógicas, estrutura administrativa e recursos disponíveis nessas escolas. Os resultados indicam que a implementação da EBS ainda enfrenta desafios como a rotatividade de professores e intérpretes, insuficiente formação continuada dos docentes, baixa proficiência em Libras entre profissionais e familiares, além da falta de proposição de diretrizes nacionais para a implementação da EBS considerando a diversidade das realidades locais, as diferentes necessidades e o porte das cidades. O estudo reforça a importância do Programa Nacional das Escolas Bilíngues de Surdos (PNEBS) como instrumento orientador, porém, destaca a necessidade de políticas públicas e monitoramento mais efetivos para garantir a acessibilidade linguística e a qualidade da educação para estudantes surdos no Brasil.
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Referências
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