TECENDO FIOS DE MOVIMENTO E SIGNIFICADO: perspectivas conceituais e pedagógicas na Educação em Dança no Brasil, sob lentes históricas e insurgentes
DOI:
https://doi.org/10.9771/cadgipecit.55.29.69025Palavras-chave:
Autonomia, Dança-Educação, Diversidade corporal, Metodologias insurgentes, Pedagogia críticaResumo
Esta pesquisa investiga perspectivas conceituais e pedagógicas da Educação em Dança no Brasil, analisando parte do desenvolvimento histórico e do potencial transformador no contexto educacional das Artes Cênicas. Partindo da premissa de que a Dança transcende à dimensão técnica para se afirmar como um dos modos de desenvolvimento humano, de autonomia e de crítica social, o estudo se fundamenta nas contribuições de educadoras como María Fux, Paulina Ossona, Dionísia Nanny e Isabel Marques, que, entre os anos 1980 e 2000, estabeleceram princípios da dança-educação. Dialogando com as teorias de Paulo Freire sobre Pedagogia Crítica e as de Elliot Eisner acerca da Educação Estética, a pesquisa amplia a compreensão da Dança como linguagem emancipatória e área do conhecimento, orientando uma leitura crítica dos arquivos históricos e práticas pedagógicas propostos por essas autoras, no recorte temporal aqui estabelecido. Os objetivos centrais da investigação incluem mapear a evolução conceitual da dança-educação no Brasil, analisar como as abordagens pedagógicas estudadas promovem a autonomia, exaltam a diversidade corporal e o pensamento crítico, além de refletir sobre os desafios contemporâneos na formação de professores e na implementação de práticas inclusivas. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa com revisão crítica de fontes primárias (obras das autoras estudadas) e secundárias (pesquisas sobre Pedagogias da Dança), tratadas como “arquivos vivos” -conforme proposto pelas metodologias insurgentes. A análise se desenvolve em três dimensões complementares: a histórico-conceitual, que reconstrói o pensamento pedagógico a partir de publicações-chave; a críticoreflexiva, que identifica tensões e contribuições dessas teorias para a Educação atual; e a propositiva, que articula princípios para uma prática docente contextualizada e transformadora. Conclui-se que a Educação em Dança no Brasil constitui campo fértil para o desenvolvimento de Pedagogias insurgentes, capazes de integrar técnica, expressividade e consciência social. Seu potencial transformador reside na capacidade de articular memória histórica com inovação, oferecendo respostas criativas aos desafios de uma Educação plural e inclusiva, em que a Dança se afirma como arte, em seu sentido mais potente, em prol da formação humana e da transformação social.
CADERNOS DO GIPE-CIT - ISSN (online): 2675-1917
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