UMA DANÇA PARA TODO MUNDO? O pensamento do balé como “dança universal” nas literaturas da área e suas ressonâncias no Brasil contemporâneo
DOI:
https://doi.org/10.9771/cadgipecit.55.29.69695Palavras-chave:
Balé clássico, Universalidade, Colonialidade, EtnocentrismoResumo
O presente artigo analisa criticamente a construção do balé clássico como uma dança supostamente universal, problematizando os fundamentos epistemológicos, estéticos e políticos que sustentam essa narrativa, especialmente em contextos atravessados pela colonialidade, a exemplo do Brasil e de outros lugares do Sul Global. A pesquisa se apoia em um quadro teórico interdisciplinar que articula estudos da dança, da antropologia, da história cultural e do pensamento decolonial, na perspectiva de desnaturalizar o estatuto universal atribuído ao balé, evidenciando sua etnicidade, seus vínculos com projetos civilizatórios europeus e os efeitos excludentes dessa universalização na historiografia, no ensino e na circulação da dança. Metodologicamente, o trabalho se dispõe a realizar uma análise crítica de literatura especializada dos séculos XX e XXI, com ênfase em textos em francês, inglês e português, incluindo produções traduzidas e brasileiras.
CADERNOS DO GIPE-CIT - ISSN (online): 2675-1917
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