UMA DANÇA PARA TODO MUNDO? O pensamento do balé como “dança universal” nas literaturas da área e suas ressonâncias no Brasil contemporâneo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9771/cadgipecit.55.29.69695

Palavras-chave:

Balé clássico, Universalidade, Colonialidade, Etnocentrismo

Resumo

O presente artigo analisa criticamente a construção do balé clássico como uma dança supostamente universal, problematizando os fundamentos epistemológicos, estéticos e políticos que sustentam essa narrativa, especialmente em contextos atravessados pela colonialidade, a exemplo do Brasil e de outros lugares do Sul Global. A pesquisa se apoia em um quadro teórico interdisciplinar que articula estudos da dança, da antropologia, da história cultural e do pensamento decolonial, na perspectiva de desnaturalizar o estatuto universal atribuído ao balé, evidenciando sua etnicidade, seus vínculos com projetos civilizatórios europeus e os efeitos excludentes dessa universalização na historiografia, no ensino e na circulação da dança. Metodologicamente, o trabalho se dispõe a realizar uma análise crítica de literatura especializada dos séculos XX e XXI, com ênfase em textos em francês, inglês e português, incluindo produções traduzidas e brasileiras.

CADERNOS DO GIPE-CIT - ISSN (online): 2675-1917   

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rousejanny Ferreira, Instituto Federal de Goiás

Professora de Dança do Instituto Federal de Goiás. Doutorado em Artes em andamento pela Universidad Nacional de las Artes – Argentina, orientado pela professora Dra. Ana Cristina Echevenguá Teixeira. Diretora dos projetos Balé em Foco e Procurando o Eixo. Junto com Eleonora Campos Motta, organiza a coleção de livros “Pesquisa em Balé no Brasil”.    

Downloads

Publicado

2026-03-06

Como Citar

Ferreira, R. (2026). UMA DANÇA PARA TODO MUNDO? O pensamento do balé como “dança universal” nas literaturas da área e suas ressonâncias no Brasil contemporâneo. Cadernos Do GIPE-CIT, (55), 132–147. https://doi.org/10.9771/cadgipecit.55.29.69695