CORPO DO ÍNDIO CAÇADOR, ENDOLINGUAGEM E VOZ

A CANTORIA URY VWA NA FLORESTA DOS GUAIAQUI-ACHÉ DO PARAGUAI

Auteurs

  • Lucas Nascimento MUSEU NACIONAL/UFRJ

DOI :

https://doi.org/10.9771/ell.v0i1.55909

Résumé

O conceito de índios ameríndios tem relação com os povos indígenas da América Latina. No Paraguai, a cultura dos chamados “Aché” recebeu a nomeação como Guajagui, Guayaki ou Guayaki-Ache pelos povos rivais guaranis. O trabalho proposto discutirá a forma-sujeito-índio na relação com a cultura e sua etnia por meio da literatura indígena. O objetivo geral é analisar discursivamente a forma-sujeito-índio aché do homem caçador em condições de produção de voz, som e cantoria na floresta. A pergunta de pesquisa é como funciona textual-discursivamente o corpo do homem com a voz, a cantoria e o som no espaço da floresta? O recorte selecionado é o canto dos homens, que diferentemente do canto das mulheres ocorre quase sempre durante a noite. As análises estudam a cantoria do homem que fala quase exclusivamente sobre suas aventuras de caçador, os animais que encontrou, as suas feridas e sua habilidade em manejar a flecha. Pela repetição, as análises investigam o gesto do corpo da voz na enunciação em cho rõ bretete, cho rõ jyvondy, cho rõ yma wachu, yma chija (“Eu sou um grande caçador, eu costumo matar com minhas flechas, eu sou uma natureza poderosa, uma natureza irritada e agressiva!”) e a glória indiscutível em prolongamento vigoroso em Cho, cho, cho (“Eu, eu, eu.”). O trabalho de análise se debruça na determinação imposta do corpo-preso à ancestralidade, em plena administração de angústia e solidão no presente, em busca desejante de um utópico corpo-liberto.

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Publiée

2026-02-12

Comment citer

NASCIMENTO, L. CORPO DO ÍNDIO CAÇADOR, ENDOLINGUAGEM E VOZ: A CANTORIA URY VWA NA FLORESTA DOS GUAIAQUI-ACHÉ DO PARAGUAI. Estudos Linguísticos e Literários, Salvador, n. 81, p. 27–55, 2026. DOI: 10.9771/ell.v0i1.55909. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/estudos/article/view/55909. Acesso em: 5 avr. 2026.

Numéro

Rubrique

Dossiê O Resgate Linguístico de Línguas Indígenas e Minorizadas