Esvaziamento curricular e secundarização do conhecimento: uma análise crítica da política nacional do Ensino Médio
DOI:
https://doi.org/10.9771/gmed.v18i1.69973Palavras-chave:
Novo Ensino Médio., Conhecimento., Currículo., Análise Crítica do Discurso.Resumo
Este artigo propõe uma análise crítica da reforma do Ensino Médio brasileiro à luz da (re)configuração do conhecimento escolar e das disputas em torno do currículo, a partir do golpe de 2016 e da intensificação de uma racionalidade mercadológica, gerencial e utilitarista da educação. Há urgência em investigar os impactos dessa política na constituição de uma escola pública democrática. Como referencial teórico-metodológico, dialoga-se com Michael Young e Dermeval Saviani, especialmente no que tange à centralidade do conhecimento na formação humana, e com Norman Fairclough, cujos aportes da Análise Crítica do Discurso permitem examinar os sentidos hegemônicos impressos e marcados nos documentos normativos da reforma. A partir da articulação entre essas perspectivas, o texto busca demonstrar como a seleção e organização do conhecimento curricular operam como mecanismos de exclusão e reforço das desigualdades educacionais, sob um discurso de modernização e flexibilidade. As conclusões encaminham para a necessidade de engajamento em luta para evitar que a reconfiguração do Ensino Médio brasileiro siga impondo um esvaziamento do papel social da escola pública, uma fragmentação curricular e a insistente secundarização do conhecimento acumulado historicamente pela humanidade.
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