GÊNERO E MEMÓRIA:

narrativas contra-hegemônicas das organizações armadas argentinas da década de 1970

Autores

  • Amanda Monteiro Diniz Carneiro Universidade Federal de Juiz de Fora

Resumo

Neste trabalho, pretendemos apresentar a importância das análises com ênfase nas relações de gênero para demonstrar como as práticas sociais são permeadas por relações de poder, que negam ou permitem vivências, a depender da “classificação social” de cada um dos sujeitos (gênero, classe, raça, região, idade...). Partindo desse princípio e com o objetivo de salientar os desafios e a vulnerabilidade feminina nos espaços de luta armada argentina nos anos de 1970, analisamos depoimentos de mulheres sob a perspectiva de gênero, buscando uma compreensão de suas lutas nos espaços “tradicionalmente” masculinizados dos grupos armados. Nossa proposta é desvelar relações de dominação “naturalizadas” nas experiências específicas dessas mulheres, e nesse contexto, compreender, os processos de “performance” feminina, empreendidos para vencer as limitações e hierarquias gênero. Ao revelar as especificidades das experiências dessas mulheres, contribuímos com a construção de uma narrativa historiográfica mais democrática, elucidando, através das memórias, peculiaridades dessas experiências a partir das mais diversas formas de dominação.

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Publicado

2022-12-30

Como Citar

CARNEIRO, A. M. D. GÊNERO E MEMÓRIA:: narrativas contra-hegemônicas das organizações armadas argentinas da década de 1970. Revista de História da UFBA, Salvador, v. 10, n. 2, 2022. Disponível em: https://revbaianaenferm.ufba.br/index.php/rhufba/article/view/52375. Acesso em: 7 abr. 2026.