MARGEM DA IMAGEM
OS COVÕES DE SÃO BRAZ E A CONSTRUÇÃO DE UMA MEMÓRIA URBANA DE BELÉM NOS ÁLBUNS FOTOGRÁFICOS (1898–1911)
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19024464Palavras-chave:
Covões de São Braz, Belém do Pará, Séculos XIX e XXResumo
O presente artigo investiga os chamados Covões de São Braz a partir de fotografias produzidas em Belém do Pará no contexto da Belle Époque, no limiar entre os séculos XIX e XX. A análise debruça-se sobre fontes documentais, periódicos e álbuns fotográficos elaborados por fotógrafos estrangeiros - Arthur Caccavoni e Felipe Fidanza - e divulgados ativamente por instituições públicas. As imagens de áreas alagadas e socialmente excluídas, como os Covões de São Braz, evidenciam espaços silenciados pelas narrativas oficiais, em contraposição à memória urbana da cidade e ao discurso modernizador do período. Os registros fotográficos foram instrumentalizados como veículos de propaganda de um projeto político-ideológico que buscava exibir uma cidade em processo de modernização, alinhada aos ideais europeus de civilidade e progresso. Desse modo, a discussão revela as dinâmicas entre imagem e poder, os símbolos de prosperidade e os territórios invisibilizados pelo discurso oficial.
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