“PACIFISMO PARA QUEM?”
UMA ANÁLISE HISTÓRICA DA VIOLÊNCIA E DA CIDADANIA SELETIVA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.19038252Palavras-chave:
Pacifismo Brasileiro, Violência Estrutural, Identidade Nacional, Cidadania Seletiva, História SocialResumo
O mito de que a sociedade brasileira é pacifista é um discurso simbólico que pode ser usado para a manutenção de desigualdades estruturais no país. A imagem da nação como cordial e avessa a conflitos foi forjada para encobrir uma formação social alicerçada na violência colonial, no escravismo e na repressão estatal. Esta pesquisa, que adota uma abordagem qualitativa, tem cunho histórico-analítico e é fundamentada em uma revisão bibliográfica que articula História Social e Teoria Crítica. Em diálogo com intérpretes do Brasil, como Florestan Fernandes, Caio Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda, e teóricos sociais como Michel Foucault e Silvia Federici, argumenta-se que o pacifismo brasileiro não constitui algo real, senão um dispositivo de poder e controle social. A narrativa de conciliação busca legitimar uma modernização excludente e uma cidadania seletiva, transformando dissenso político em ameaça à ordem, além de naturalizar violências contra grupos subalternizados. O discurso da paz atua como mecanismo de despolitização e silenciamento, impedindo o reconhecimento do conflito como dimensão legítima da vida democrática e perpetuando hierarquias de raça e classe.
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