LA MÁQUINA NO SE DETIENE: audiencias de custodia y el flujo del sistema de justicia penal
DOI:
https://doi.org/10.9771/ccrh.v38i0.66811Palabras clave:
Desventajas acumulativas, Justicia penal, Prisión preventive, Audiencias de custodiaResumen
Este estudio explora los factores que influyen en el flujo de procesamiento de un delito dentro del sistema de justicia penal en casos iniciados a través de la Audiencia de Custodia en una ciudad brasileña. Utilizando una muestra de 825 casos iniciados por audiencias de custodia entre septiembre de 2015 y marzo de 2016, y seguidos hasta agosto de 2022 en Belo Horizonte (Minas Gerais), se estimaron tres modelos de regresión logística: uno para comprender las variables asociadas a la denuncia, otro para la sentencia y, finalmente, uno para la condena. Los resultados indican que la prisión preventiva es el principal factor determinante en las decisiones posteriores del proceso, aumentando significativamente las probabilidades de desenlaces como denuncia, sentencia y condena. Así, la prisión preventiva ejerce un efecto acumulativo que, aunque hace más previsible el flujo del sistema de justicia penal, también incrementa su selectividad. En el contexto de la Sociología del castigo y del populismo penal, estos resultados muestran que las audiencias de custodia, lejos de ser solo una medida cautelar, funcionan como un factor que transforma el flujo del procesamiento de un formato de embudo a uno de cilindro, operando en la práctica como una condena anticipada.
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