CAMPONESES E O NEOEXTRATIVISMO NA AMAZÔNIA: conflitos e r-existências na produção familiar em defesa da vida nos territórios

Autores

  • Isaac Fonseca Araújo Secretaria de Educação de Igarapé-Miri (PA) https://orcid.org/0000-0003-4675-3174
  • Maria José da Silva Aquino Teisserenc Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.9771/ccrh.v39i0.69323

Palavras-chave:

Disputas territoriais, Neoextrativismo, Produção familiar, Formas de r-existência

Resumo

O artigo discute efeitos de dinâmicas territoriais promovidas pelo desenvolvimentismo neoextrativista na Amazônia brasileira, mais precisamente no Baixo Tocantins, nordeste paraense, evidenciando-se a complexidade e o potencial das resistências à ofensiva agroexportadora do biocombustível capitaneadas por segmentos de produtores familiares cujos modos de vida, ao contrário de um habitar colonial sob a forma de plantation, integram exigências de ordem social e ambiental. Na disputa com a agenda econômica da produção de bens primários para exportação evidenciou-se que comunidades e organizações, apesar da assimetria política, concebem formas de r-existência em defesa da vida, dos territórios e de sua dignidade, manifestadas em conflitos e tensionamentos observados empiricamente.

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Biografia do Autor

Isaac Fonseca Araújo, Secretaria de Educação de Igarapé-Miri (PA)

Doutor em Sociologia e Antropologia pela Universidade Federal do Pará. Professor Efetivo da Secretaria de Educação de Igarapé-Miri (SEMED/PMI–PA). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas “Ação Coletiva, Território e Ambiente” (ACTA-IFCH/UFPA). Trabalha com temas relacionados à ação local e coletiva, formas de r-existência camponesa, territórios e educação do campo. Publicou, entre outros textos, o livro: Território de Ação Local: uma experiência amazônica de vida associativa, pela editora CRV (Curitiba/PR), em 2018, e o artigo “A gente produz para comer, o excedente que a gente vende...”: rede(s) de agroecologia como ação pública territorial na Amazônia brasileira, pela REPOCS (Rev. Pós Ciênc. Soc., São Luís, v. 22, n. 1, p. 59-84, jan./abr. 2025). Está presidente da Academia Igarapemiriense de Letras (AIL, 2026-2028).

Maria José da Silva Aquino Teisserenc, Universidade Federal do Pará

Doutora em Ciências Humanas (Sociologia) pela UFRJ. Professora Titular do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) da Universidade Federal do Pará (UFPA), integra o Grupo de Estudos e Pesquisas “Ação Coletiva, Território e Ambiente” (ACTA - IFCH/UFPA), desenvolvendo pesquisa na área dos desafios coletivos e socioambientais à gestão de territórios protegidos na Amazônia brasileira. Mais recentemente publicou com Pierre Teisserenc “Sociologia da Ação Pública Territorial”, ISBN-10: 658974503X ISBN-13: 9786589745037. Belém: Edufpa, 2024./UFPA).

 

CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA:

Isaac Fonseca Araujo – Conceitualização, metodologia, investigação, escrita – esboço original.

Maria José da Silva Aquino Teisserenc – Conceitualização, metodologia, supervisão, escrita – revisão e edição.

 

DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DE DADOS:

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo foi publicado no próprio artigo.

 

CONFLITO DE INTERESSE

O autor declara que não há conflito de interesse.

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Publicado

2026-07-09

Como Citar

Fonseca Araújo, I., & José da Silva Aquino Teisserenc, M. (2026). CAMPONESES E O NEOEXTRATIVISMO NA AMAZÔNIA: conflitos e r-existências na produção familiar em defesa da vida nos territórios. Caderno CRH, 39, e026009. https://doi.org/10.9771/ccrh.v39i0.69323